Iemanjá e o Ano Novo

Em várias civilizações o início de um novo ciclo é comemorado com muito barulho, gritaria, bater de bumbos, tambores, fogos, fogueiras, fanfarras, cambalhotas e outros salamaleques. Os antigos diziam que fazer a barulheira era fundamental para despachar os maus espíritos para os cafundós mais distantes e garantir a boa colheita, a saúde e a prosperidade. O negócio, portanto, é mandar ver no furdunço para garantir a boa ventura contra todo tipo de urucubaca. Entre o povo da cidade do Rio de Janeiro, naturalmente festeiro, o hábito de se comemorar o réveillon na praia virou uma tradição mundialmente conhecida, que influenciou várias cidades litorâneas a fazer a mesma coisa. Há que se reconhecer, porém, que os cariocas devem grande parcela do costume da festa na praia aos umbandistas, que durante muitos anos ocupavam as areias praticamente sozinhos para louvar Iemanjá – a orixá africana que se transformou na mais brasileira das deusas, miscigenada com a Nossa Senhora católica e a Uiara dos indígenas. 

A comemoração do Ano Novo no primeiro dia de janeiro é mais recente do que, provavelmente, o leitor imagina. Ao longo dos tempos e das diversas civilizações, a data de celebração de um novo ciclo mudou inúmeras vezes. Os babilônicos costumavam comemorar o novo ano no equinócio da primavera; os assírios e egípcios realizavam os festejos em setembro; os gregos celebravam o furdunço em finais de dezembro. Chineses, japoneses, judeus e muçulmanos ainda têm datas próprias e motivos diferentes para comemorar o ano bom. Entre os povos ocidentais, a data de primeiro de janeiro tem origem entre os romanos (Júlio César a estabeleceu em 46 A.C.). Só em 1582, com a adoção do calendário gregoriano, a igreja católica oficializou o primeiro dia de janeiro como o início do novo ano no calendário ocidental. Muito tempo depois do Papa Gregório VIII, mais precisamente em 1951, Chico Alves e David Nasser fizeram Adeus, Ano Velho, a mais popular canção brasileira sobre a tradição das festas de fim de ano.

Era bonito ver a orla ocupada pelos terreiros e a noite iluminada pelas velas em louvor a Iemanjá, tudo isso ao som de atabaques e cânticos misteriosos – verdadeiros presságios brasileiros de boa sorte. Quem chegasse perto, fosse umbandista, católico, espírita, evangélico, hindu, muçulmano, judeu, flamenguista, vascaíno, tricolor ou botafoguense, era muito bem recebido e ainda começava o ano novo devidamente garantido contra o infortúnio. Conheço muitos ateus que, por via das dúvidas, abriam uma exceção ao misticismo e garantiam o ano bom recebendo passes de caboclos e pretos velhos nas areias, com direito a cocares, charutos e quejandos. A confraternização que todo ano ocorre em Copacabana é bacana pacas, tem seus méritos, virou atração turística da cidade, atraí gente de tudo quanto é canto, gera divisas e garante a ocupação da rede hoteleira.

É necessário, porém, colocar um pouco de água nesse chope dos entusiastas da festa atual e lembrar que o Rio de Janeiro tem uma dívida enorme com o povo da umbanda, que hoje se encontra praticamente excluído do fuzuê. Os shows de roqueiros, sambistas, astros pop, sertanejos, rappers, DJs de música eletrônica, revelações adolescentes, cantoras baianas, blocos carnavalescos e o escambau, além de transformar a festa em um verdadeiro sarapatel sonoro, calaram os tambores rituais. A elitização da festa, que já se manifesta em espaços reservados nas areias, controlados por grupos privados, hotéis, quiosques e que tais, lembra muito o processo de mercantilização que atingiu as escolas de samba. De entidades culturais representativas da cultura carioca, as agremiações se transformaram em alguma coisa próxima do que o Império Serrano, em um samba premonitório, chamou de super-escolas de samba S.A. Que a tradição do fim de ano, portanto, não encontre no poder público um agente legitimador de interesses privados, sob o falso argumento de uma festa para todos que, cada vez mais, perde a espontaneidade e a vitalidade que sempre a caracterizaram. Em nome de gestões modernosas e engenharias financeiras, corre-se o risco de se transformar o adorável e popular furdunço em algo mais parecido com um bloco carnavalesco com abadás e cordas, para gringo ver.

Ouro de Tolo

Conselho do Zé Pelintra para os infiéis, desonestos e ingratos.

Emprestou e não te devolveu: não cobre, vai voltar pra você em dobro.
Ajudou e não te agradeceu: não fale nada, continue sendo quem você é e não mude por ninguém.
Acolheu e foi traído (a): não se vingue, quem acolhe um dia se realmente precisar é acolhido.
Deu e não recebeu: não se preocupe, tudo que vai de coração e é recebido com ingratidão é sempre um mal que você se livra.
Foi fiel, mas não foi valorizado(a): não espere fidelidade de pessoas que nem sabem o próprio valor que elas têm.

Quanto as pessoas que foram infiéis, desonestas e ingratas, não se preocupe! A vida se encarrega de ensiná- las. Um dia não vão lhes pagar o que emprestaram, vão ser traídas, vão sentir o fel da ingratidão. Não queira se desviar e se juntar a esse grupo de pessoas infelizes.
Por isso, continue sempre assim: iluminado(a), fiel e sempre reconhecendo o seu próprio valor.

Zé Pelintra

Confira regras básicas para quem nunca foi em um Terreiro de Umbanda

Se você nunca foi num terreiro de Umbanda, é importante conhecer algumas regras básicas. Apesar de a Umbanda ter diferentes formas de ser, variando de templo para templo, a verdade é que existem algumas normas para retirar o máximo partido de uma ida no terreiro. Lembre-se: Um bom centro de Umbanda não distingue ricos e pobres, brancos, negros, pardos ou amarelos. A umbanda é universalista, catalizadora de todas as correntes, não enxerga nem distingue grau de estudo, classe social ou orientação sexual.

1. VESTIMENTA

O terreiro de Umbanda é um local de culto, sagrado e, por isso mesmo, você deve utilizar o bom-senso e o respeito como regra na hora de escolher que roupa usar. Não vá num terreiro com roupas curtas ou justas, decotadas ou transparentes. Utilize sim roupas confortáveis e claras.
Grande parte das pessoas, num terreiro, irão estar descalças mas isto pode varia de terreiro para terreiro. Mas esteja preparada para a necessidade de tirar os sapatos antes de entrar no terreiro.

2. O QUE FAZER QUANDO CHEGAR?

Assim que você chegue no terreiro, vai ter necessidade de tirar um senha que dita sua posição na fila para o atendimento com o médium incorporado. Se existir um livro, assine também sua presença.
Você poderá ainda ver algumas pessoas dizendo umas frases enquanto estão com os dedos entrelaçados e mãos voltadas para baixo. Esse é ritual de agradecimento às Senhoras Pomba Giras e aos Senhores Exus.

3. COMO ESTAR DENTRO DO TERREIRO DE UMBANDA?

Um terreiro não é local para conversas, futilidades, fofocas, vendas, vícios ou brincadeiras. Este é um local de encontro com Deus. Por isso, permaneça em silêncio e se deixe envolver por todos os rituais.

4. ANTES DE COMEÇAR

Antes da celebração, o dirigente da mesma irá começar por fazer uma defumação na casa. Esse ritual se assemelha a uma normal defumação e servirá para minimizar as energias negativas que possam estar presentes. Mas há ainda outro ritual que se faz no terreiro, o marafo que serve para fechar a casa a espíritos com más intenções.

5. SOLO SAGRADO

Normalmente, o solo sagrado é um local separado dos restantes por correntes ou portões. Lá, estarão o Pai de Santo, a curimba, o médiuns, os cambones e o congá – altar. Em alguns terreiros, poderá também existir uma fonte.
Você só poderá entrar neste espaço depois de ser chamado pois é aqui que os guias trabalham a bênçãos. Aqui é obrigatório entrar descalço. Assim que entre, você deve encostar sua cabeça no altar, como sinal de respeito a Deus, aos Orixás e as entidades.

6. MAGIA RISCADA

No chão, você poderá ver alguns símbolos, como velas, pedras, água e outros elementos e é isso que se chama de magia riscada. São considerados comandos mágicos e aglutinadores de energia utilizados pelas entidades. Utilize roupas confortáveis e de cores claras pois o passe é feito num local sagrado e, assim, é importante que o respeite.

7. SOM

A música é muito importante num terreiro. Os mestres Ogãs cantam e tocam os pontos que irão fomentar a energia vibratória da gira. Cada momento possui um ponto e todos os instrumentos são vistos como sagrados.

WeMystic

Se você pudesse ver a energia das pessoas, não dormiria com qualquer um

É muito importante saber e conhecer aqueles com quem nos relacionamos.

Há aqueles que somam com a nossa energia e nos trazem sensações incríveis, elevando nossas vibrações e atraindo acontecimentos positivos para nossas vidas.

Porém há vampiros energéticos que além de nos sugar, deixam como um presente nada positivo, seus lixos mentais, emocionais e espirituais.

Ser seletivo é importante.

Não em questão de beleza, mas sim quanto ao que há por trás dela.

A alma guarda todos os segredos de alguém.

Portanto, busque não apenas estar perto, mas se relacionar com pessoas cuja energia te agradem e te façam bem.

Procure conhecer o que há em seu interior, quais seus medos e inseguranças, seus pensamentos (positivos ou negativos).
Pois é isso que será transmitido para nós.

A energia não pode ser vista, mas se pudesse, ela mostraria mais sobre nós do que imaginamos.

Por que os sensitivos se sentem mal perto de algumas pessoas?

Os sensitivos são seres humanos que possuem sensibilidade emocional aumentada.

Esse conceito foi apontado pela psicóloga Dra. Elaine Aron em 1991, que apontou através de estudos que entre 15% e 20% da população mundial possui esse tipo de sensibilidade mais aflorada porque os seus cérebros processam informações sensoriais de forma diferente e por isso possuem habilidades e expressas de maneira mais intensas que os demais.

Os sensitivos – também chamados de empatas – são portanto mais sensíveis a emoções, comportamentos e energias de pessoas e lugares. A presença de algumas pessoas ou a entrada em lugares específicos podem fazer com que um empata se sinta mal. Entenda mais sobre isso.

A sensibilidade aflorada dos sensitivos e o que isso pode causar

Normalmente, quem é considerado um sensitivo considera isso como uma qualidade, uma habilidade positiva.

São normalmente excelentes ouvintes, pessoas caridosas com muita clareza de pensamento, conhecidos por darem bons conselhos.
Leia mais: 30 traços de uma pessoa SENSITIVA

Mas devido à sua sensibilidade emocional aumentada eles são muito influenciáveis pelo ambiente ou por pessoas, são capazes de detectar energias carregadas que estão impregnadas no lugar, detectam mais facilmente comportamentos falsos e não conseguem lidar com pessoas pretensiosas e/ou mentirosas.

Comportamentos e situações em que um sensitivo se sente mal

Todo mundo pode ser capaz de identificar sinais de falsidade no discurso humano, os empatas possuem maior facilidade devido à sua extrema sensibilidade.

Lidar com alguém hipócrita ou falso pode ser tolerável para pessoas comuns, mesmo que eles saibam dessa característica da pessoa, para os sensitivos, isso é praticamente uma tortura, um desconforto intenso.

Sentem-se cansados, sentem que sua energia foi drenada, sentem-se frustrados, muitas vezes ficam com as mãos úmidas, com o coração disparado e o bocejo é uma reação muito freqüente.

Veja abaixo algumas situações que fazem com que um sensitivo se sinta mal:

– Falsos elogios – eles detectam logo a falsidade e mal conseguem disfarçar a sua decepção
– Pessoas que aumentam suas vitórias para ganhar aprovação e reconhecimentos dos outros
– Pessoas que renunciam à sua personalidade ou tentam ser aquilo que não são para se sentirem por cima
– Falsas delicadezas com intenção de receber algo em troca
– Pessoas que estimulam a inveja e o ressentimento
– Quem age de forma dura e insensível para ocultar dos outros a própria dor ou sensibilidade

Reações comuns dos sensitivos nestas situações

Muitas vezes os sensitivos nem conseguem explicar o porquê de estar se sentindo mal e o que está causando isso nele.

Alguns deles conseguem identificar o foco, mas outros só conseguem pensar em se afastar do ambiente e das pessoas que ali estão, e normalmente ouvem: “O que aconteceu? O que ele(a) te fez de mal?” sem saber explicar exatamente o porquê. Ficam nervosos, tensos e têm dificuldades de formar frases com clareza, o que em situações normais eles têm muita facilidade.

Se o sensitivo precisa estar em um ambiente ou perto de alguém que lhe faz mal, ao se afastar ele se sente enjoado, tonto, podendo inclusive ter ânsia de vômito. Ficam muito calados, sem querer continuar a conversa e muitas vezes, ao se afastar da pessoa ou do ambiente sentem um inexplicável sentimento de culpa.

Mensagem Espirita

Lenda de Oxalá ?

No começo o mundo era formado somente por pântanos e água. Os orixás todos moravam no céu e só desciam de vez em quando para correr e se divertir nas águas. Olorum chamou então Oxalá e disse-lhe que gostaria de criar terra firme no mundo que afinal não tinha graça nenhuma era uma imensidão de água e nada mais. Confiou-lhe então essa tarefa, já que ele era o seu primogênito. Para a execução do feito, cedeu a Oxalá um pombo, uma galinha com pés de cinco dedos e uma concha de terra. Ao chegar ao pântano, Oxalá depositou a concha e soltou o pombo e a galinha sobre a terra que imediatamente começaram a ciscar e espalhá-la por todo o espaço. Em pouco tempo o barro transformou-se em solo e cobriu grande parte das águas.Oxalá, voltando ao céu, apresentou-se a Olorum e transmitiu-lhe o sucesso da empreitada. Este enviou um camaleão para ver se tudo estava a contento. Estava. A terra já era firme e poderia viver-se com segurança em sua superfície. Esse local foi chamado de Ifé que quer dizer ampla morada. Olorum então ordenou que seu filho descesse e plantasse árvores, o que ele fez com presteza. Logo vieram as chuvas para regá-las, e assim, em quatro dias, foi criado o Ifé e tudo que nele existe. Olorum deu ainda a Oxalá a honra de modelar o homem e a mulher feitos do barro do pântano. Quando modelados, levou-os até Olorum que, soprando seu hálito divino, deu-lhes vida. O mundo então se completara e todos louvaram e deram graças a Olorum e a Oxalá. O homem, então, povoou a terra e passou a dar oferenda a todos os orixás que eram os senhores de cada segredo e cada mistério e, como sempre eram lembrados, nada deixavam faltar aos homens. Em certa ocasião, porém, os habitantes de Ifé perceberam que eram imortais, logo, não tinham que dar oferenda nenhuma a orixá nenhum, pois também eram deuses e essa falsa ilusão os deixou felizes e com enorme sentimento de liberdade, agora poderiam fazer de tudo, nada para eles era proibido, comparavam-se aos deuses e festejavam com alegria a grande descoberta.Oxalá ficou muito magoado e deprimido com tais desmandos de seus filhos, abandonou a terra e foi morar no espaço sagrado junto com todos os orixás. Lá chegando, pensou, pensou e chegou à conclusão que os homens tinham que ser castigados, assim aprenderiam que não podiam se comparar aos orixás. Então criou Icu, a morte, e deu-lhe a tarefa de fazer morrer a todos. Somente impôs uma condição: a morte pode levar qualquer um, sem exceção, mas a hora quem decide é Olorum. Icu mata, mas o mistério existente em torno do momento final pertence, exclusivamente, a Olorum.