Classificação moral dos Exús

Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado.

É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando a própria evolução.

O chamado “Exú Pagão” é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.

Já o Exu Batizado, é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele
podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.

Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exú com um espírito zombeteiro, mistificador, obsessores ou perturbadores, que recebem a denominação de Quiumbas e que, às vezes, tentam mistificar, iludindo os presentes, usando nomes de “Guias”.

Para evitar essa confusão, não damos aos chamados “Exus Pagões” a denominação de “Exu”, classificando-os apenas como Kiumbas.

E reservamos para os ditos “Exus Batizados” a denominação de “Exu”.

CLASSIFICAÇÃO PELOS PONTOS DE VIBRAÇÃO DOS EXUS

Exus do Cemitério:

São Exus que, em sua maioria, servem à Obaluaiê. Durante as consultas são sérios, reservados e discretos, podem eventualmente trabalhar dando passes de limpeza (descarregando) o consulente.

Alguns não dão consulta, se apresentando somente em obrigações, trabalhos e descarregos.

Exus da Encruzilhada:

São Exus que servem a Orixás diversos. Não são brincalhões como os Exus da estrada, mas também não são tão fechados como os do cemitério. Gostam de dar consulta e também
participam em obrigações, trabalhos e descarregos. Alguns deles se aproximam muito (em suas características) dos Exus do cemitério, enquanto outros se aproximam mais dos Exus da estrada.

Exus da Estrada:

São os mais “brincalhões”. Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas,porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas “brincadeiras” devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente. São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo.

ORGANIZAÇÃO E HIERARQUIA DOS EXUS:

Os Exus, estão também, divididos em hierarquias. Onde temos desde Exus muito ligados aos Orixás até aqueles Exus ligados aos trabalhos mais próximos às trevas.

Os exus dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete graus e a divisão está formada “de cima para baixo” :

TERCEIRO CICLO

Contém o Sétimo, Sexto e Quinto graus.
Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Coroados. São aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções de mando.
São os chefes das falanges.
Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões da Umbanda.
Pouco são aqueles que se manifestam em algum médium.

Apenas alguns médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exu Coroado como o seu guardião pessoal.
São os guardiões chefes de terreiro.
Não mais reencarnam,já esgotaram há tempos os seus carmas.

Sétimo Grau – Estão os Exus Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda,temos Um Exu no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exus Chefes de Legião

Sexto Grau – Estão os Exus Chefes de Falange. São Sete Exus Chefes de Falange subordinados a cada Exu Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exus Chefes de Falange.

Quinto Grau – Estão os Exus Chefes de Sub-Falange.
São Sete Exus Chefes de Sub-Falange subordinados a cada Exu Chefe de Falange, portanto, são 343 Exus Chefes de Sub-Falange.

SEGUNDO CICLO Contém o Quarto Grau.

Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Cruzados ou Batizados. São subordinados dos Exus Coroados.

Já tem a noção do bem e do mal. São os exus mais comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes. Fazem parte da segurança de um terreiro.

O campo de atuação destes exus está nas sombras (entre a Luz e as Trevas).

Estão ainda nos ciclos de reencarnações.

• Quarto Grau – Estão os Exus Chefes de Agrupamento. São Sete Exus Chefes de Agrupamento e estão subordinados a cada Exu Chefe de Sub-Falange, portanto, são 2401 Exus Chefes de Agrupamento.

PRIMEIRO CICLO

Contém o Terceiro, Segundo e Primeiro Graus.

Temos dois tipos de Exus neste ciclo :

Os Exus Espadados – São subordinados do Exus Cruzados. O seu campo de atuação encontra-se entre as sombras e as trevas.

Os Exus Pagãos (Kiumbas) – São subordinados aos exus de nível acima. São aqueles que não tem distinção exata entre o bem e o mal.

São conhecidos, também como “rabos-de-encruza”.

Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se pague bem.
Não são confiáveis, por isso.

São comandados de maneira intensiva pelos Exus de hierarquias superiores.

Quando fazem algo errado, são castigados pelos seus chefes, e querem vingarem-se de quem os mandou fazer a coisa errada.São quiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exus.

O campo de atuação dos Exus Pagãos, é as trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas. São muito usados pelos Exus dos níveis
acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas.

Terceiro Grau – Estão os Exus Chefes de Coluna. São Sete Exus Chefes de Coluna e estão subordinados a cada Exus Chefes de Agrupamento, portanto, são 16807 Exus Chefes de Coluna.

Segundo Grau – Estão os Exus Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exus Chefes de Sub-Coluna e estão subordinados a cada Exu Chefe de Coluna, portanto, são 117649 Exus Chefes de Sub-Coluna.

Primeiro Grau – Estão os Exus Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos nesta função.

Os Exus, em geral, não são bons nem ruins, são apenas executores da Lei.
Ogum, responsável pela execução da Lei, determina as execuções aos Exus.

7º Grau 7 – Chefes de Legião

6º Grau 49 – Chefes de Falange

5º Grau 343 – Chefes de Sub-Falange

4º Grau 2401 – Chefes de Grupamento

3º Grau 16807 – Chefes de Coluna

2º Grau 117649 – Chefes de Sub-Coluna

1º Grau ? – Integrantes de Coluna

Exus Coroados

Exus Cruzados ou Batizados

Exus Espadados e Pagãos Além destes aspectos já abordados, vale à pena mencionar os diversos níveis vibracionais,
onde os espíritos ligados à Terra, habitam.

Estes níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo.

Os níveis estão mais relacionados com o mundo da consciência do que com o mundo físico, ou seja, são mais estados
de consciência do que um lugar fisicamente localizado.

Como são níveis gerados por espíritos ligados de alguma forma com a evolução da Terra, estes níveis estão vinculados ao próprio planeta.

Portanto, quando vemos descrições de camadas
umbralinas localizadas em abismos sob a crosta terrestre, devemos entender que embora elas estejam localizadas com estes espaços físicos, elas estão no lado espiritual deste plano físico.

Temos então, Sete Camadas Concêntricas Superiores e Sete Camadas Concêntricas Inferiores.

A divisão está sempre formada “de cima para baixo” : Camadas Concêntricas Superiores.
Sétima, Sexta e Quinta Camadas – Zonas Luminosas
Seres iluminados, isentos das reencarnações.

Cumprem missões no planeta. Estão se libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros mundos superiores.

Quarta Camada – Zona de Transição Espíritos elevados, que colaboram com a evolução dos irmãos menores.

Terceira, Segunda e Primeira Camadas – Zonas Fracamente Iluminadas.
A maioria dos espíritos que desencarnam,estão nestas camadas estão em reparações e aprendizados para novas reencarnações.

Superfície

Espíritos encarnados

Camadas Concêntricas Inferiores Sétima Camada – Zona Sub-Crostal Superior Espíritos sofredores de um modo geral que serão em seguida socorridos e encaminhados a planos mais elevados para adaptação e aprendizado,antes de reencarnarem

Sexta, Quinta e Quarta Camadas – Zona das Sombras, Zona Purgatoriais ou de Regeneração.

Espíritos sofredores purgando parte de seus carmas, e que serão encaminhados o mais rápido possível à reencarnação para novas provas e expiações.

Quarta Camada – Zona de Transição Entre as sombras e as trevas.

Zona de seres revoltados e dementados.

Terceira, Segunda e Primeira Camadas – Zona das Trevas ou Zona Sub-Crostal Inferior Estes espíritos estão em estágio de insubmissos, renitentes e rebelados às Leis Divinas.

Caboclo Cobra Coral

Tronqueira não é um adorno para se ter em casa

Alguns dirigentes, sem muito critério, atualmente estão “plantando”, “fazendo” tronqueiras em casas de médiuns. E vemos qualquer um, hoje em dia, com uma segurança desse porte em suas moradias. A tronqueira, a “casinha” de Exu, tem a finalidade de manter um terreiro inteiro de pé, com suas seguranças, seus Exus e médiuns bem energizados.
Para isso ela existe.

Agora, nessa nova “modalidade”, os dirigentes passam a dar aos seus médiuns tronqueiras, sem explicar-lhes o quê elas significam exatamente.
Em primeiro lugar, a tronqueira assemelha-se, de certo modo, ao que o africano chama de igbâlê, a casa das almas, a casa dos ancestrais. Quem tem uma tronqueira ou um igbâlê em seu terreiro ou em sua casa, assume um compromisso interminável ligando-os às falanges de almas ou os Exus que irão exigir, permanentemente, reenergização através de oferendas
em certos dias, horas. Quando alguém torna-se um sacerdote, saberá de seus compromissos permanentes.

Mas e o médium? Terá esse compromisso pelo resto de sua vida? Sim, porque é possível “desmanchar-se” o magnetismo desse local. Mas e o comprometimento espiritual com essas falanges? É possível “despachar” seu Orixá, seu anjo-da-guarda? “Enviá-lo” para algum lugar, pedindo-lhe que nunca mais volte?

E lembremos. É Exú servindo aos Orixás, através de seus serviçais, quem faz a lei universal de ação e reação cumprir-se. É ele quem “cobra” o carma, o somatório de coisas positivas e negativas acumuladas durante muitas vidas, de nós.

Passa-se um tempo e vem o resultado. Conhecemos também outra pessoa que, “para dizer-se mãe-de-santo” incomodou tanto o dirigente para ter uma tronqueira na frente de sua casa como se essa fosse um mero objeto decorativo, fazendo o pobre infeliz assentar para livrar-se daquele constante
incômodo. Contava, feliz, muitos baterem em sua casa para “fazer trabalhos”. Como médium, sem disciplina que era, esquecia por meses de uma vela, de uma oferenda, de uma simples garrafa de cachaça. Vivia dizendo enxergar “vultos” em sua casa cobrando-lhe alguma coisa. Sono agitado. Passou a ter vários problemas, decorrentes de tamanha imprevidência.

Se perguntada hoje se sabe porque isso aconteceu, dirá que não imagina sequer o motivo. Ora quando a tronqueira foi construída, ali foi “plantada” (designada) uma falange inteira de espíritos para trabalharem. Falange de quantos? Sete, setenta, setenta e sete…mil… dois mil. Ninguém sabe ao certo quantos espíritos fazem parte desses grupos.

Perguntamos: não será melhor perder um médium insistindo com essa vaidade, achando que a tronqueira é apenas um “adorno” na frente de sua casa do que fazer uma tolice dessas? E quando “cansados” de não receber nada por terem sido fixados no local para um trabalho nobre, para onde eles
irão? Sempre é para a casa de quem os plantou… a casa do dirigente! Não é natural?

Míriam Prestes de Oxalá
In Exu Desvelado

OPINIÃO DO NP.

Mais sério ainda são as tronqueiras aprendidas à distância, virtualmente em cursos, sem compromisso de transmissão oral presencial, sem nenhum pré-requisito ou pertencimento a uma egrégora. O que será que se “planta” na casa do sujeito? Será que Exu virou arroz de festa, todo mundo pode ter o seu, a sua disposição, na sua casa? Estão vendendo giló por quiabo…Dendezeiro não dá mel.

Pérolas de Ramatís

O Sentido do Natal na Umbanda

Estamos em Dezembro, um mês mágico que altera o estado de espírito das pessoas, principalmente dos umbandistas, que já comemoraram Yemanjá, Yansã e Oxum no começo dele.

Ainda temos o dia 25, quando a cristandade comemora o nascimento do Mestre Jesus no mundo todo e temos o dia 31, quando todos comemoram a passagem do ano com uma explosão de alegria e votos de que o ano que começará seja de paz, saúde e prosperidade.

Para os umbandistas a comemoração do natal cristão é algo natural, até porque a maioria dos seus seguidores e médiuns praticantes veio da religião cristã. Inclusive, muitos umbandistas seguem uma corrente doutrinária denominada Umbanda Cristã, muito parecida com o Espiritismo Kardecista.

Na maioria dos seus centros os umbandistas colocam em seus altares a imagem do Mestre Jesus no seu degrau mais alto, prestando-lhe uma reverencia e adoração sublime devido seu sincretismo com o Orixá Oxalá, o maior dos orixás cultuados na Umbanda.

Esse respeito e reverencia ao Mestre Jesus enobrece ainda mais a umbanda, a mais tolerante das religiões existentes no Brasil, já que ela acolhe em seus centros os seguidores de todas as outras com amar e respeito, sem constrangê-los com perguntas sobre a religião que seguem e sim, os auxiliam onde elas não podem ou seus sacerdotes não sabem como lidar: a Mediunidade e os problemas espirituais de fundo karmático!

Nesse ponto a Umbanda é única entre as religiões! 

Seus dirigentes e médiuns, assim como todos os Guias Espirituais, acolhem os seguidores de outras religiões como irmãos e os auxiliam como podem e da melhor forma possível, livrando-os de suas perturbações de fundo espiritual, auxiliando-os na cura de suas doenças, auxiliando-os a conseguirem um emprego, quebrando demandas das quais são vitimas, etc.

E isso sem perguntar-lhes quais as suas religiões, sem atribuir às suas crenças religiosas a causa de suas dificuldades e nem os obrigando a se converterem para que, aí sim, sejam ajudados pelos sagrados Orixás e pelos Guias Espirituais de Umbanda.

Não vemos isso acontecer nas outras religiões, onde o usual, assim que sabem a religião de quem adentra em seus templos é ir alertando-os ou acusando-os de seguirem uma religião errada, ou pagã, ou do diabo, etc. Nesse aspecto a Umbanda é única e insuperável porque todos os umbandistas acreditam que Deus é único, esta presente na vida de todos e em todas as religiões, não importando a forma que usam para cultuá-lo e adorá-lo. Inclusive, é comum aos seguidores das outras religiões regirem com palavras ofensivas à nossa religião e à nossa pessoa assim que ficam sabendo que seguimos a religião Umbanda, dando a entender que só eles cultuam e adoram Deus.

Essa postura intolerante por parte da maioria dos seguidores de outras religiões para conosco, os umbandistas, provavelmente é uma decepção para o mestre Jesus, que não fundou nenhuma religião e não pregou a intolerância, mas vê entre os seus seguidores uma reação não fraterna aos seus irmãos em Deus que professam outras crenças religiosas.

Os umbandistas seguem a Umbanda, mas respeitam todas as outras religiões e a crença dos seus seguidores e não temem entrar em suas igrejas porque nesse quesito estão anos-luz à frente dos demais, já que sabe que só há um Deus, criador de tudo e de todos e existem suas divindades, espalhadas entre as muitas religiões existentes na face da terra, com Jesus Cristo incluído entre elas e ao qual respeitam e amam.

No dia em que todas as religiões e todos os seus seguidores pensarem e agirem como prega a Umbanda e os umbandistas nesse mundo haverá mais fraternidade verdadeira e menos miséria, doenças, crimes, racismo e intolerância.

Mas isso talvez seja esperar demais dessa humanidade pecadora que discrimina seus semelhantes só porque seguem uma religião diferente, ainda que todos saibam que só há um Deus e que todos somos seus filhos… que todos somos irmãos perante Ele, o nosso Divino Criador!

Por ser como são e por amarem e respeitarem o Mestre Jesus os umbandistas comemoram o Natal e lhe rendem merecida homenagem, pois, pelo menos nessa data cristã os cristãos de fato se mostram mais fraternos e tolerantes.

Nesse natal, que o amado mestre Jesus abençoe a todos!

Rubens Saraceni

Veja os pontos de Maria Navalha

As malandras surgiram a partir dos anos 50, com o surgimentos de uma

entidade, que ninguém conhecia, chamada Maria Navalha.

Dona Navalha surgiu num terreiro de Umbanda Omolocô (Umbanda traçada

com Candomblé – Independente da Nação sendo ela, Ketu, Djeje Mahin, Angola)

e como até hoje, os Malandros infelizmente são tratados como Exus , ela foi

e ainda é em alguns lugares considerada ou tratada como Pombagira, pois

muitos terreiros, não fazem gira de Exu separada da de Malandros.

Ela incorporou numa jovem que estava a pouco tempo na religião, tinha características de malandro, ainda que com feminilidade, mais era encantadora,

uma entidade diferente, e que atraiu a curiosidade das pessoas da religião na

época.

Desde então alguns anos se passaram, e ela continua a brilhar nos terreiros de Umbanda, com todo seu charme e beleza exótica, depois conforme os anos foram passando surgiram outras Malandras, todas ligadas aos seus campos de atuação (trabalho).

Normalmente as Malandras fazem par com os Malandros de seus Médiuns, exemplo: Malandra do Morro e Malandro do Morro. Mas isso não é necessariamente uma regra, pode acontecer de serem de diferentes locais, isso depende da evolução do médium, da afinidade do mesmo com as entidades de luz e de como irão trabalhar, para evolução de si mesmos e do próprio médium.

 

 Coisas de Malandra:

Cores : Vermelha, Branca e Preta
Guia: Vermelha e Branca
Indumentária: Roupas nessas cores ; Vermelha, Branca preta, muito raro o tom dourado.
Chapéis: Chapéu Panamá, com Fita vermelha, ou preta, também podem usar chapéu branco (sem fitas), podem usar lenços em seus chapéus ou para enfeitar seus cabelos antes de colocar o chapéu, podem colocar rosas ou cravos vermelhos ou branco no chapéu.

Algumas qualidades de malandra gostam de chapéu preto e outras gostam de cartola baixa. Raramente gostam de cartola alta, quando gostam são nas cores tradicionais (Branca e Vermelha)

Algumas usam Calça branca, vermelha ou estampada com estas cores.

Já outras usam Saias, com estampa vermelha e branca, saia branca, saia vermelha, saia com dados, naipes ou cartas de baralho.

Gostam de Blusa listrada (Vermelha e Branca), ou nas cores Preta, Vermelha, Branca. Também gostam de Roupas de seda (como algumas qualidades de Malandro). Também raramente, algumas Malandras, gostam de uma camisa branca (De botões) por cima da camisa listrada.

Flores: Rosas vermelhas, rosas brancas, cravos vermelhos e brancos, também gostam de flor de chuvisco.

Fumo: Cigarros de palha, Cigarros de filtro vermelho ou Cigarros com sabor. Existem ainda as raras exceções de Malandras que fumam Charuto.

Bebida: Cerveja Branca, Cerveja Preta, Batida, Pinga de Coquinho, Conhaque e raramente Whisky ou cachaça (pinga).

Objetos: Dados, Navalha, Punhal, Baralho.

Pontos de força: Lapa, Cabaré, Morro, Esquinas, Encruzilhada, Cais do Porto, Cruzeiro das Almas, Calunga (Pois como nossos amigos Malandros, trabalham também com as almas)

São boas amigas, trabalham ajudando as pessoas a largas vícios (Drogas e Álcool) também trabalham desmanchando magia negra, trabalham para assuntos financeiros, e as vezes até tiram seus protegidos e protegidas de enrascadas, também trabalham para amor

 

 

 

São gentis, simpáticas, as vezes sérias, sempre muito bem vestidas, elegantes, e bem arrumadas, são vaidosas, gostam de receber presentes e adoram perfumes e batons (Principalmente na cor vermelha)

As vezes surgem nomes de entidade, se denominando Malandra, mais nem sempre são, pois como é uma linha nova, existem pessoas que inventam de má fé, nomes que não existem.

 

Alguns nomes de Malandras e Malandrinhas.

Malandra Maria Navalha e sua Falange:

-Maria Rosa Navalha

– Maria Navalha do Cabaré

– Maria Navalha da Lapa

– Maria Navalha da Calunga

– Maria Navalha das Almas

– Maria Navalha da Estrada

– Maria Navalha do Cais

E outras Malandras…

– Malandra 7 Navalhadas

– Malandra 7 Navalhas

– Malandra Maria 7 Navalhas

– Malandra do Cabaré

– Malandra Rosa do Cabaré ou Rosa Malandra do Cabaré

– Malandrinha do Cabaré

– Malandra Maria do Baralho e Malandra do Baralho

– Malandra do Morro ou Malandrinha do Morro

– Malandra da Lapa ou Malandrinha da Lapa ; Malandra do Cabaré da Lapa

– Malandra Rosa da Lapa

– Malandra das Rosas Vermelhas dos Arcos da Lapa

– Malandra da Rosa Vermelha ; Malandra Rosa Vermelha ( Sendo ela da Lapa, Cabaré)

-Malandrinha das Rosas Vermelhas ; Malandrinha da Rosa Vermelha

– Malandra das Almas ou Malandrinha das Almas

– Malandra das 7 Encruzilhadas

– Malandra Maria do Cais ; Malandrinha do Cais ; Malandra da Beira do Cais

– Malandra 7 Saias do Cabaré

– Malandra da Estrada ; Malandrinha da Estrada

– Malandra da Bahia ; Malandrinha da Bahia

– Malandra Maria da Boêmia

– Malandra dos Arcos da Lapa

Salve as nossas Amadas Malandras na Umbanda, Salve a Malandragem!
Que Deus possa sempre Iluminar sempre essas falanges que tanto nos quer Bem!

 

Conheça mais sobre o Mestre Exú Tiriri

Laroiê Seu Tiriri, Seu Tiriri é Mojubá!
É meia noite em ponto o galo cantou,
cantou para anunciar que Tiriri chegou.
Ele vem da Calunga de capa e cartola e tridente na mão,
esse Exú de fé é quem nos traz axé e nos dá proteção.
Ele é Exú Odara,
e vem nos ajudar,
com seu punhal ele fura,
ele corta demanda, ele salva, ele cura,
Exú é Mojubá, Laroiê.
Laroiê Exú, Exú é Mojubá.
Eu perguntei a ele o que é Exú ele veio me falar, Laroiê Exú.
Exú é caminho, é energia, é vida, é determinação,
é cumpridor da lei, Exú é esperto, Exú é guardião.
Exú é trabalho, é alegria, é veloz, Exú é viver.
É a magia, é o encanto, é o fogo, é o sangue na veia vibrando, Exú é
prazer. Laroiê.
Laroiê Exú, Exú é Mojubá.
Traz sua Falange Exú Tiriri para trabalhar, Laroiê Exú.
Vem seu Tranca Ruas, Maria Padilha e Exú Marabô,
Sete Encruzilhadas, seu Zé Pilintra aqui chegou.
Maria Mulambo, Maria Farrapo e dona Figueira,
dona Sete Saias, Pombo Gira Menina e Rosa Vermelha.
Sete Catacumbas, Exú Caveira firmou ponto aqui.
E o Exú Capa Preta anunciou a festa do Exú Tiriri.
É meia noite em ponto…
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Muitos de nós umbandistas já ouvimos falar do Senhor Exú Tiriri,
raramente em um terreiro de Umbanda tenha alguém que não conhece essa
maravilhosa Entidade de Luz que trabalha em prol da caridade em nome
de Deus, para auxiliar aos necessitados.

Senhor Tiriri é um Exú de lei, que trabalha na linha da esquerda,
lutando contra espíritos sem luz como Kiumbas, Eguns e Zombeteiros, os
levando para longe dos consulentes necessitados, para que assim as
Entidades da linha da direita possam fazer seus trabalhos de abertura
de caminhos, limpezas, descarregos, tratamento da saúde física e
mental nas pessoas que vão a terreiros de Umbanda para sanar esses
problemas.

Sendo assim vemos como é a importância de senhor Tiriri e de toda
a linha da esquerda (Exús e Pombo Giras).

Senhor Tiriri trabalha na vibração de Ogum, portanto sua vibração
original é da vitalização da irradiação da lei e da ordem, ou seja,
ele é um dos Exús que combatem de frente, e comanda uma legião de
Exús nos trabalhos contra os espíritos obsessores.

Frisando também que além de ser chefe de legião de Exús
combatentes do mal, Senhor Tiriri também atua nas Sete Irradiações
divinas, assim como atuam a legião dos Setes, ou seja Sete Catacumbas,
Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, Sete Porteiras, Sete Tronqueiras,
Sete Covas, Sete Cruzes, etc.

Sendo assim ele também, como a legião dos Setes, atua vitalizando
a ordem e a retidão nos sete sentidos da vida.

O nosso amado guardião Tiriri tem como principal missão ser um
cuidador, e atuam principalmente nas vibrações dos verbos função,
quebrador, devolvedor e retornador, assim como em grande parte dos
fatos e casos, são magníficos especialistas em demandas e quebra de
magias negras.

Por trabalhar e atuar na esquerda da lei, atua também abrindo os
caminhos daqueles que são merecedores dessas bençãos e dádivas.

Exú Tiriri trabalha para auxiliar as necessidades de pessoas que
estejam enfeitiçadas, obsediadas, atuando nos consulentes, buscando
ordenar seus negativismos, abrindo os caminhos e quebrando todo tipo
de demanda, isso quando permitido pela lei de Deus, e algumas vezes,
dependendo do tipo de magia negra que seja retirado do consulente,
Senhor Tiriri devolve a quem ordenou aquele tipo de magia.

Senhor Tiriri não se apresenta constantemente, e quando se
apresenta é porque a lei do Pai Maior já determinou o fim de uma ação
negativa, dando a responsabilidade ao Exú Tiriri de retirar e fazer o
possível e o impossível para que essa ação não mais prejudique o
consulente.

O Exú Tiriri tem grandiosa força para despachar trabalhos, cargas
negativas, mazelas e feitiçarias nas encruzilhadas, nas matas e também
nos rios. Tem um modo de ser nobre, forte, com ar superior, como um
grandioso poder de chefiar sua legião. Normalmente Senhor Tiriri gosta
das vestes na cor em preto, tem uma capa preta por fora e vermelha por
dentro, podendo trazer nas mãos ou um bastão, ou uma bengala, ou um
tridente nas cores preto e vermelho, dependendo da irradiação que
chegue, e qual o tipo de trabalho que vai fazer.

Senhor Tiriri é um Exú de pouca conversa, tem um ar soberano e
muito sedutor. Diz a lenda que se um consulente olhar diretamente aos
olhos desse Exú, independente de ser homem, mulher ou criança, ficarão
encantados, podendo ter sentimentos diferenciados, como idolatração,
carinho extremo, medo, felicidade, etc. Podendo até mesmo hipnotizar
algumas pessoas, principalmente crianças e mulheres.

Dentro da religião de Umbanda temos várias Entidades de Luz que
levam o nome de Exú Tiriri, modificando apenas a irradiação ou a
linha, porém todas essas Entidades trabalham da mesma forma, para e
pela  caridade em nome de Deus e dos Orixás.

Abaixo descrevemos algumas dessas Entidades frisando sua linha.

Senhor Tiriri das Encruzilhadas.
Senhor Tiriri das Matas.
Senhor Tiriri Menino.
Senhor Tiriri da Calunga Pequena.
Senhor Tiriri das Almas.
Senhor Tiriri da Figueira.
Senhor Tiriri do Cruzeiro.
Senhor Tiriri da Meia Noite.

Temos algumas Entidades dessa legião que ao final do nome se
utilizam da nomenclatura em africano, para que assim possam
especificar o tipo de Falange que comanda sua caminhada para
desempenhar seu trabalho de caridade, assim como descrevemos abaixo.

Senhor Tiriri Bará.
Senhor Tiriri Apavená.
Senhor Tiriri Apanadá.
Senhor Tiriri Lonã.

Frisando que esses estão na linha de comando de Senhor Tiriri da
Calunga.

Gostaria de frisar outra coisa importante, Exú Tiriri tem uma
ligação extremamente forte com Exú Mirim, que é o lado negativo de
São Cosme e São Damião (lado negativo não quer dizer lado ruim, apenas
falamos de polaridades espirituais).

Para entendimento Senhor Tiriri é o polo negativo do Orixá Ibeiji,
ou seja, o Orixá que rege os Erês, Ibeijadas ou as ditas crianças de
Umbanda.

O Exú Tiriri é o responsável e tutor de todos os Exús Mirins que
tem a permissão de se apresentar em terreiros como Entidade
incorporada a Médiuns preparados para tal função. Dentre vários Exús
Mirins, podemos dar os exemplos de seu Brasinha, Caveirinha, Veludinho
da Meia Noite, Exú do Lodo, Exú Lalu, Calunguinha, Toquinho e tantos
outros que trabalham nessa Falange.

O Exú Tiriri é considerado o senhor da vidência, ou aquele que vê
mais além, por esse motivo ele é extremamente invocado na hora de
serem jogados os sagrados Búzios, tanto na Umbanda quanto no
Candomblé.

Abaixo vamos frisar algumas características, porém é apenas para
uma breve ilustração, pois isso vai de cada regra de casa a casa, e de
médium para médium, dependendo do preparo e desenvolvimento mediúnico
feito. Ou seja, um médium que apenas esteja recebendo uma pequena
vibração da Entidade, que não esteja com uma incorporação 100%, não
deve-se sugestionar e desejar bebidas alcoólicas ou fumo, pois as
Entidades de Luz não utilizam desses artefatos por prazer, e sim como
materiais para desobsessão, descarrego, limpezas em geral, verificação
de algum espírito sem luz junto ao consulente. Por esse motivo um
médium não preparado não deve abusar de certas coisas que são
exclusivas para o trabalho das Entidades de Luz.

No caso de Senhor Tiriri ele se utiliza de bebidas fortes, aprecia
em seus trabalhos whisky ou qualquer bebida de boa qualidade.

Para algumas limpezas de consulentes e ambientes ele se utiliza de
charutos, que ao fumá-los e jogar a fumaça no ar está limpando tudo e
todos que necessitem.

Como já foi dito a roupagem de Senhor Tiriri é normalmente capa na
cor preto por fora e vermelho por dentro, ele aprecia um chapéu de
abas não muito largas, na cor em preto, traz nas mãos o bastão, ou
bengala, ou tridente. frisando que o bastão só é permitido aos Exús
que são chefes de uma legião de linha da esquerda.

O poder de Senhor Tiriri corresponde sobre trabalhos ajudando na
solidão, esperança, planejamento, meditação e saúde.

Abaixo anexamos uma bela prece ao grandioso Exú Tiriri.

Prece a Exú Tiriri. (todas as linhas)

Senhor Exú Tiriri.
Tu que emanas o poder sétuplo de Deus.
Tu que tens o poder de abrir os caminhos, de guardar as encruzilhadas,
que domina o poder devolvedor, retornador e quebrador.
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Pedimos vossas bênçãos em nossas vidas.
Quebre as demandas de nossos egos, de nossos pensamentos e sentimentos
negativos.
Devolva-nos a alegria, a força, a vitalidade, a ordem e a Lei.
Devolva-nos a prosperidade, a saúde e a paz de espírito.
Que segundo nosso merecimento e necessidades possa nos fazer retornar
tudo o que nos foi retirado pela maldade de outros ou pela nossa
própria incapacidade.

Permita-nos receber vossa força para o trabalho, vitaliza nossa saúde
e proteja-nos dos ataques negativos.

Cubra-nos com vossa capa protetora vermelha e negra.
Coloque vossa lança tripolar, vosso tridente encantado para nossa
proteção.
Laroiê Senhor Exú Tiriri!

Podemos fazer essa oração em agradecimento a Senhor Exú Tiriri
oferecendo-lhe uma vela na cor preto, ou traçada na cor vermelho e
preto, acendendo em uma mata, um jardim, ou na beira de um rio.

Salve Exú Tiriri!

Senhor Tiriri é Mojubá!

 

Luz de Umbanda