Oração de São Jorge para conseguir um emprego

Ó São Jorge, Cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego, faze com que eu seja bem visto por todos; superiores, colegas e subordinados, que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no serviço, vela por mim e pelos meus, protegendo-nos sempre, abrindo e iluminando os nossos caminhos, ajudando-nos também a transmitirmos paz, amor e Harmonia a todos que nos cercam. Amém.

Oração de São Jorge para acender a vela

Glorioso São Jorge, pelos vossos merecimentos, pelas vossas virtudes, pela grandiosa fé em nosso Senhor Jesus Cristo, por Deus, fostes constituído, em protetor de todos que a Ti recorrem. Necessitando de vossa proteção, vinde em meu auxilio e levai à presença de Deus o apelo que agora vos faço (FAÇA O SEU PEDIDO) São Jorge, ofereço esta vela e vos peço, protegei-me, guardai-me e guiai-me por todos os meus caminhos, com felicidade, paz e salvamento, para que eu consiga rapidamente, através de vossa proteção, a graça que estou suplicando e vos serei fiel e eternamente reconhecido e grato. Amém!

Essa oração pode ser feita na forma de novena. Acenda uma vela antes de iniciar a oração de São Jorge e quando terminar apague a vela. Se concentre, fique calmo e faça a oração tranquilamente e com fé. São Jorge não vai te abandonar.

Oração de São Jorge para proteção e abrir os caminhos

Ó meu São Jorge, meu Santo Guerreiro e protetor, invencível na fé em Deus, que por ele sacrificou-se, traga em vosso rosto a esperança e abre os meus caminhos.

Com sua couraça, sua espada e seu escudo, que representam a fé, a esperança e a caridade.

Eu andarei vestido, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos possam ter, para me fazerem mal.

Armas de fogo ao meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar. Cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo tocar.

Ó Glorioso nobre cavaleiro da cruz vermelha, vós que com a sua lança em punho derrotaste o dragão do mal, derrote também todos os problemas que por ora estou passando.

Ó Glorioso São Jorge, em nome de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo, estendei-me seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a vossa força e grandeza dos meus inimigos carnais e espirituais.

Ó Glorioso São Jorge, ajudai-me a superar todo o desânimo e a alcançar a graça que agora vos peço.

(FAÇA O SEU PEDIDO)

Ó Glorioso São Jorge, neste momento tão difícil da minha vida, eu te suplico para que o meu pedido seja atendido e que com a sua espada, a sua força e o seu poder de defesa eu possa cortar todo o mal que se encontra em meu caminho.

Ó Glorioso São Jorge, dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé, meu ânimo de vida e auxiliai-me em meu pedido.

Ó Glorioso São Jorge, traga a paz, amor e a harmonia ao meu coração, ao meu lar e a todos que estão em minha volta.

Ó Glorioso São Jorge, pela fé que em vós deposito, guiai-me, defendei-me e protegei-me de todo o mal. Amém.

A história de São Jorge

São Jorge é um mártir cristão do século III, o Santo padroeiro da Inglaterra, da Geórgia e da cidade de Moscou na Rússia.

Não se sabe muita coisa sobre São Jorge. Os historiadores acreditam que ele nasceu em uma família nobre e cristã no final do século III, na Capadócia, uma região onde atualmente é a Turquia. São Jorge se tornou soldado, como seu pai, e fez parte da comitiva do Imperador Diocleciano.

Quando o Imperador ordenou uma perseguição aos cristãos, São Jorge se recusou a participar. Acreditem, era preciso muita coragem para que um soldado se recusasse a seguir as ordens do imperador romano.

São Jorge distribuiu toda a sua riqueza para os pobres e permaneceu fiel a fé cristã. No dia 23 de abril do ano de 303, por ordem do imperador, São Jorge foi torturado e executados na Palestina, tornando-se um mártir cristão.

São Jorge foi muito torturado e foi forçado a andar sobre brasas mas não parecia sentir dor e se recusava a negar sua fé em Cristo. A brutalidade chegou ao fim quando ele foi degolado e morreu.

Muitas pessoas, presenciando aquela fé inabalável se converteram ao cristianismo. Alguns relatos dizem que a mulher do imperador, ao saber de tal resistência, também se converteu ao cristianismo.

Os restos mortais de São Jorge foram levados para Lida, cidade onde cresceu com sua mãe. Mais tarde o imperador Constantino ordenou a construção uma igreja em Lida, para que os fieis pudessem rezar e homenagear São Jorge.

Muitos séculos depois da morte de São Jorge, durante a era medieval, foi criada a lenda sobre o guerreiro que matava dragões e salvava donzelas em perigo, mas isso não passa de pura fantasia. O dia de São Jorge é comemorado na Inglaterra em 23 de abril, que foi o dia em que ele foi martirizado.

Ainda hoje muitas pessoas se inspiram no seu exemplo e a oração de São Jorge é uma das mais procuradas em todo o mundo.

Oração de São Jorge para proteção, graças e sonhos

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós. Amém.

À liberdade em essência

Foi ao relento, a solta pelo tempo ecoa e vai a solta e liberto, ressoar ao ar livre, límpido e cristalino, em tons diamantino borda a noite estrelada.

Em labirinto entrecruzado perante o tempo que esvai do dia as claras e nas noites luminosas que ecoa e escoa em soar que expande logo a frente rente a vitória regia em alvorecer verdejante.

Campo florido coberto por lençol vitalício do florescer das rosas e florezinhas miúdas, unidas em lagrimas apaixonadas da mais pura alegria perante o sorrir da margarida encantada e queria.

Assovio liberto dos sabiás e da passarada que em passarela azul celestino em céu aberto. E eles passam, apenas passam voando em encontro do vendo suave.

Rir , sorria e chore se quiser, vá ao encontro dos sonhos abstratos, porém, materialize o abstrato que sonha em sua vida e viva e sejas alegre por si mesmo.

Isso crie, cocrie e reanime a tua vida de alegria sinceramente tua só tua.

Foi ao relendo que liberto do tempo, o momento transpassa e você nem sente mas vê que foi.

Deixe-o ir, se libera do compromisso e receba a divindade do amar de verdade na essência tua desnuda do que será ou do que pode estar.

Já é apenas Deus em ti!

Solto no eterno relento, pelo tempo que passa em momentos contínuos de liberdade.

Edson Rosa Rosa

Domingo de Ramos e a Umbanda

Pois bem hoje, domingo começa a semana santa alguns podem alegar que isso não tem nada a ver com a Umbanda, mas não é verdade pois como disse a Umbanda é Cristã.

O Domingo de Ramos é a festa litúrgica que celebra a entrada de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém. É também a abertura da Semana Santa. Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração. Segundo os Evangelhos, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os(discípulos). Entrou na cidade como um Rei, mas sentado num jumentinho – o simbolo da humildade – e foi aclamado pela população como o Messias, o Rei de Israel. A multidão o aclamava: “Hosana ao Filho de Davi!” Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição. A Páscoa Cristã celebra então aRessurreição de Jesus Cristo.

A procissão do Domingo de Ramos surgiu depois que um grupo de cristãos da Etéria fez uma peregrinação a Jerusalém e, ao retornar, procedeu na sua região da mesma forma que havia feito nos lugares santos, lembrando os momentos da Semana Santa. O costume passou a ser utilizado gradualmente por outras igrejas e, ao final da Idade Média, foi incorporado aos ritos da Semana Santa.

O sentido da festa do Domingo de Ramos tratar tanto da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, e depois recordar sua Paixão, é que essas duas datas estão intrinsicamente unidas. A Igreja recorda que o mesmo Cristo que foi aclamado como Rei pela multidão no Domingo, é cruficidado sob o pedido da mesma multidão na Sexta. Assim, o Domingo de Ramos é um resumo dos acontecimentos da Semana Santa, e também sua solene abertura.

Jesus vem montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Aquele povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. As pessoas estavam certas de que Jesus era o Messias anunciado pelos Profetas. Pensavam que ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel. ‘Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! Merece a cruz por nos ter iludido’. A entrada solene de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte.
Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Dessa forma, o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus saudando-o com ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória. “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os Ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados.

Que Oxalá nos abençoe sempre

Por que sou Umbandista?

Por que

Porque Exu me ensinou que se eu desejo algo, eu tenho que conquistar!Porque a Pombagira me ensinou que o melhor amor nao é amarrado!

Porque os Baianos me ensinaram que a felicidade é uma permissão que temos que nos dar!

Porque os Marinheiros me ensinaram que mesmo que a vida balance, o naufrágio só acontece se eu nao me manter firme!

Porque os Boiadeiros me ensinaram que só os verdadeiros amigos permanecem ao meu lado!

Porque as Pretas e Pretos Velhos me ensinaram que arrogância não nos leva a caminho nenhum que seja bom!

Porque os Ibejis me ensinaram que a fé é o único sentimento puro que existe!

Porque Pai Omulu me ensinou que não existe sofrimento em recomeçar tudo outra vez!

Porque Ogum me ensinou que não se vence batalhas com a guerra!

Porque Iansã me ensinou que se vence as tempestades da vida com a cabeça erguida!

Porque Oxum me ensinou que o amor vale mais que o ouro!

Porque Xangô me ensinou a confiar na justiça divina e não na minha errante!

Porque Iemanjá me ensinou a acolher as pessoas, e nao a fugir delas!

Porque Oxossi me ensinou que a minha coragem é o suficiente para realizar meus sonhos!

Porque Nanã me ensinou que a paciência nos faz chegar mais rápido e com mais certeza em nossos objetivos!

Porque Oxalá me ensinou que pra ser bom eu nao preciso ser santo, mas que eu não faça nada que vá contra uma outra pessoa!

Porque Deus me ensinou que ele não tira nada de mim, nem mesmo se for pra me dar algo melhor! Olorum me ensinou que o que eu conquisto é mérito meu, fazer permanecer comigo é outro mérito! E que se for por meu merecimento Ele me dará muitas coisas sem tirar nada do que já possuo!

Por que sou Umbandista?

Porque minha religião não faz discriminação, ela não mede minha fé pela quantia de bens que eu tenho Porque ela não faz comparação entre os membros participantes, porque dentro do terreiro somos uma família unida na fé!

Por isso sou Umbandista!

Abril é o Mês do Orixá Ogum – São Jorge

Ogum é um poderoso Orixá, dono do ferro e do fogo. seu mês é Abril e seu dia 23, Ele é um guerreiro,um lutador que defende a lei e a ordem. Este Orixá abre os caminhos e vence as lutas, agindo pelo instinto para defender e proteger os mais fracos. Todas as lutas, as conquistas, as vitórias são presididas por Ogum.
Ele é a lei divina em ação, que pune e premia, mas não gosta de ser invocado em vão. É fácil invocar Ogum, mas controlar as suas ações é impossível.
O dia da semana consagrado a Ogum é a terça-feira, que coincide com o dia dedicado pelos romanos a Marte, o deus da guerra. Sempre ligado à força e ao poder, ele é o dirigente que não quer ter suas ordens desobedecidas. Ogum pode ser associado ao arcano IV do Taro: o Imperador; como esse arcano ele encarna a vontade firme aliada a força de execução, as energias fluindo para uma realização material. Ele protege seus domínios de forma consciente, seguro do poder que representa. Enfocado como arquétipo, Ogum contém elementos fortes e consistentes que o mantém como uma figura viva e atuante na esfera psíquica do homem.

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São Cipriano – O Santo da Quimbanda

Venerado pela igreja, adorado pelos feiticeiros, respeitado pelos magos…

São Cipriano, bispo de Antioquia, passou para a história co­mo um már­tir e ganhou a fama co­mo o mago mais conhe­cido do mundo.

Nascido no século III d.C., segundo a len­da, ele logo entrou para a irmandade dos magos depois de uma estadia entre os persas.

Na sa­grada terra do culto do fogo, ele aprendeu as ar­tes adivinhatórias e in­vocatórias.

Os ances­trais espíritos e gênios eram conhecidos por Ci­priano, que mantinha con­tato fre­qüente com o Mundo Invisível.

Voltando para sua cidade natal, Ci­priano começou exercer sua ren­tável pro­fissão.

Logo adquiriu fama e era pro­cu­ra­do por nobres, comerciantes e guer­rei­ros.Certo dia um cavalheiro apaixo­nado pe­diu um feitiço amoroso, um “filtrum”, co­mo chamamos em magia natural.

O al­vo era a bela e jovem Justina, nobre vir­­gem cobiçada por muitos ricos senho­res.

Justina havia sido recentemente con­ver­tida a uma nova e estranha religião…

Seus seguidores adoravam um judeu cru­cificado da Palestina que tinha feito muitas curas e profecias.

Aos olhos dos antio­que­nos isso era até engraçado.

Por que adorar um homem, se existiam tantos deu­ses e gênios?

Cipriano preparou um filtrum e nada acon­­teceu.

O cavalheiro apaixonado re­cla­­mou e exigiu o dinheiro de volta.

Nosso mago, muito contrariado e não acostu­ma­­do a falhar, refez a poção e adicionou um conjuro especial.

Nada!

Agora a coisa era para valer!

O Mestre Cipriano convocou o Rei dos Gênios em pes­­soa.

Dentro do círculo mágico ele or­de­­nou e o terrível Jinn se fez presente.

O gênio explicou que Justina era serva de uma entidade de maior magnitude e nada poderia fazer…

Dito e feito.

Movido pela curiosidade Cipriano vai até Justina.

Estabelece uma rica conversa com ela e percebe na garota uma luz espe­cial.

Dias depois, o poderoso Cipriano se con­vertia ao Cristianismo primi­tivo,

que nesta época era uma re­ligião cheia de magia, sa­be­doria e simplicidade.

Afinal, o Cristianismo nas­cente era o her­deiro da religião dos velhos ma­gos da Pérsia.

Não esta­vam os três grandes ma­gos persas diante do me­nino Jesus na noite de Na­tal?

Cipriano e Justina mor­rem juntos durante a perseguição aos cristãos.

Séculos depois, curan­dei­ros e benzedores eu­ro­pe­us vão pedir a Cipria­no, que virou santo, fa­vo­res e saberes.

O culto de São Cipriano chegou ao Brasil com os degredados portugueses perseguidos pela Inquisição.

Na memória eles traziam as fórmulas, orações e magias ciprianas.

Bem mais tarde os primeiros “livros de São Cipriano” chegaram aqui.

Com a chegada dos negros escravos, os Mulojis (xamãs) bantus tomaram conhe­cimento da tradição do mago de Antioquia.

Boa coisa!

Na Kimbanda Cipriano era con­siderado um Makungu (ancestral divi­ni­zado) e digno de culto.

Em Angola os Mu­lojis já cultuavam Santo Antonio, que se encarnou numa profetisa bantu cha­ma­­da Kimpa Vita.

Por isso, dentro do cul­­to de Cipriano os xamãs botaram muitas mirongas e mandingas.

O tempo passou e a Kimbanda virou Quimbanda.

Elementos da feitiçaria ocultis­ta e mesmo da magia negra penetraram nos ensinamentos dos sábios Tios e Tias africanos.

São Cipriano entrou nos mistérios da noite.

O respeito virou medo e assombro.

O santo ganhou Ponto Cantado, Riscado e Dançado.

Pulou do altar para o chão de terra, virou chefe de Linha e Falange, vestiu toga negra e até adquiriu um gato preto!

Na Lua Cheia de agosto ele tem festa à meia-noite, junto com a Comadre Salomé e os Compadres Bode Preto e Ferrabrás.

Até uma Fraternidade Mágica ele ganhou, quando Dom Fausto, um cu­randeiro,

encontrou um frade agonizando perto de um local desértico.

Examinando o doente, ele notou que o religioso fora mordido por uma vene­nosa serpente e estava à beira da morte.

Dom Fausto o carregou até sua casa e o curou com a ajuda de preciosas ervas.

Como agradecimento, o frade presenteou o curandeiro com uma velha cruz de ma­deira.

Noites depois, na pobre casinha de Dom Fausto, ocorreu um fato sobre­na­tural.

Uma estranha e misteriosa luz ema­nou da cruz, preenchendo todo o am­biente.

O curandeiro acordou e viu, ao la­­do da cruz iluminada, a figura de um velhinho barbado com mitra na cabeça.

O personagem que segurava um cajado, sorriu para ele e disse:

-“ Venho até você e peço…

Crie uma fraternidade de bons homens e mulheres, façam a caridade e curem em nome de Deus.”

O curandeiro, admirado, perguntou:

– “Quem é você?”

O espírito respondeu:

– “Sou Cipriano!”

Dias depois, Dom Fausto reuniu seus tios, alguns primos e contou o ocorrido.

Nasceu assim uma Fraternidade de cura sob a proteção de São Cipriano.

Isto acon­teceu no século XVIII, em Dezembro de 1771.

Durante algum tempo o piedoso gru­po só admitiu parentes.

Porém, se­gundo orientações espirituais, foram sendo convidadas pessoas de boa índole de ou­tras famílias e procedências.

Por tradição uma cidade mágica era escolhida para sediar a Fraternidade.

O critério da escolha sempre foi motivado por estranhas leis estudadas na Radiestesia.

Paraty (RJ) foi a cidade escolhida, pois, além das condições telúricas excelentes,

ela é toda construída com sólido simbo­lismo maçônico.

Coincidentemente, a re­gião também tinha forte presença kimban­deira e quimbandeira,

que com o tempo chegou até a receber os místicos cultos da Cabula e da Linha das Almas.

Hoje a cida­de não fica por menos, já que conhecemos algumas irmandades de iniciados caba­listas,

templários e yogues que se estabe­leceram por lá.

Na Quimbanda os espíritos de alguns pretos velhos de origem bantu se filiam na Linha de São Cipriano.

Estas são almas de antigos mandingueiros, feiticeiros (aqui com o sentido de xamã) e kalungueiros.

Todos mestres nas artes da cura e da magia.

Muitos até adotam o nome do Pa­­trono:

Pai Cipriano das Almas, Pai Ci­priano Quimbandeiro, Pai Cipriano de Angola…

Estas entidades recebem ofe­rendas na kalunga pequena, perto do Cruzeiro.

Também são ofertadas nas por­tas das igrejas e capelas.

Oferendas: Velas brancas ou brancas e pretas, marafo, café preto e tabaco.

Uma Linha pouco conhecida, mas também ligada a São Cipriano, se chama Linha dos Protetores.

Neste grupo tra­ba­lham espíritos de velhos magos europeus, ciganos curandeiros e misteriosas entida­des do fundo do mar.

São Cipriano está vivo e é do bem.

As receitas exóticas dos Livros de São Ci­priano

(Capa de Aço, Capa Preta, Capa Vermelha, etc…)

jamais foram praticadas ou escritas por ele.

Elas são uma triste con­­tribuição da magia negra européia.

Os segredos de São Cipriano passa­ram para os Mulojis da Kimbanda e

foram repartidos com alguns adeptos da Quim­banda.

Contudo, ainda existe o mistério.

Quais seriam estes segredos?

Como diz um velho Ponto Cantado de São Cipriano:

“Santo Antonio é mandingueiro,

Santo Onofre é mirongueiro.

Ai, ai, ai, meu São Cipriano…

Negro que sabe fazer bom feitiço,

Faz em silêncio, fala pouco e é quimbandeiro!”