Superstições de marinheiros

Se você sabe alguma outra superstição envolvendo o universo marinheiro conte, e nos ajude a aumentar essa lista. Quem é do mar agradece!

Muitas dessas superstições, lendas, mitos, crenças são antigas tradições, heranças da história. Outras nasceram de eventos que navegante algum foi capaz de explicar.

1. Navio seguro é navio batizado…

A tradição de batizar um navio é tão antiga quanto os próprios navios. Sabe-se que egípcios, romanos e gregos já faziam cerimônias a fim de pedir aos deuses proteção para homens que se lançariam ao mar, mas por volta de 1800 os batizados começaram a seguir um certo padrão. Era derramado contra a proa da embarcação uma espécie de “fluido batismal”, que poderia ser geralmente vinho ou champanhe. A tradição que se desenvolveu preconizava que uma mulher deveria fazer as honras e ser nomeada “benfeitora” do navio na questão ao quebrar uma garrafa no casco do barco. Se um navio não fosse corretamente batizado, seria considerado azarado.

2. …uma vez só!

Nunca se deve rebatizar um navio, é azar na certa. Ou seja, batismo bom é batismo feito do jeito certo, com garrafa quebrada e uma única vez.

3. Sexta não!

Jamais partir em uma sexta-feira. Muitos marinheiros recusavam-se a embarcar nesse dia da semana. Não se sabe ao certo a origem dessa lenda mas quase todo capitão se recusa a soltar as amarras em uma sexta-feira.

4. Todos os ratos a bordo

Ratos não são os animais mais desejáveis de se ter por perto, certo? Errado. A última coisa que os marinheiros gostariam é que todos os ratos do navio subitamente fossem embora. Reza a lenda que a debandada de roedores da embarcação é encarada como um mau presságio, alerta de um infortúnio que está por vir.

5. Uma moedinha, por favor

Todos os navios devem ter uma moeda de prata embaixo do mastro. Acredita-se que isso traga boa sorte. As explicações são muitas, mas a tradição parece ter começado com os romanos. Diz-se que a moeda era uma forma de “pedágio” cobrada pelo deus Cáron, incumbido de levar as almas dos mortos em sua barca na travessia do rio Aqueronte. Caso um desastre acontecesse ao navio, a pratinha serviria como o pagamento de todos os marinheiros, que passariam seguramente para o lado de lá.

6. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado

A bordo de uma embarcação, há uma palavra proibida. Jamais se deve dizer COELHO a bordo. Acredita-se que o bicho traga muito azar. A explicação vem da experiência, pois o animal tinha o péssimo hábito de roer o casco na época em que as embarcações eram feitas de madeira.  Acabaram sendo proibidos de embarcar.

7. Cuidado com o que você deseja

Nunca se deve desejar “boa sorte”a um marinheiro antes de partir. Os marítimos acreditam que dizer “boa sorte” a alguém que esteja dentro de um navio é, contraditoriamente, sinal de azar. Em inglês, costuma-se dizer “break a leg” para alguém que irá navegar – no mar nada acontece como queremos, então se desejarem que você “quebre uma perna” certamente tudo vai correr bem.

8. Assobiar ou não assobiar?

O assobio é um ato relativizado na superstição marinheira, e depende das condições do tempo. Se o navio está passando por uma calmaria, assobiar ajuda a trazer ventos, ou seja, é recomendável. Mas se já está ventando, um assobio desavisado pode convocar uma tempestade, por isso precisa ser evitado.

9. Plantas e flores… em terra firme

Não aceitar plantas e flores a bordo de um navio também é uma das superstições marinheiras. A razão dessa crença vem da lógica – plantas consomem água doce, o bem mais precioso que se tem em uma embarcação.

10. Não se deve mudar o nome do barco ou…

Marinheiros acreditam que não se deve mudar o nome de um barco, caso contrário, isso trará muito azar para as navegações. Porém, há uma saída. Caso o capitão decida dar um novo nome à embarcação, deve fazer uma cerimônia bastante detalhada e cheia de rituais.

Além das superstições existem as lendas do mar. Mar Sem Fim irá reunir as mais famosas em um próximo post no portal, mas se você já sabe de alguma, nós queremos saber!

Ernest Shackleton, uma lenda viva

Classificação moral dos Exús

Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado.

É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro Exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando a própria evolução.

O chamado “Exú Pagão” é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.

Já o Exu Batizado, é uma alma humana já sensibilizada pelo bem, evoluindo e, trabalhando para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por ser força que ainda se ajusta ao meio, nele
podendo intervir, como um policial que penetra nos reinos da marginalidade.

Não se deve, entretanto, confundir um verdadeiro Exú com um espírito zombeteiro, mistificador, obsessores ou perturbadores, que recebem a denominação de Quiumbas e que, às vezes, tentam mistificar, iludindo os presentes, usando nomes de “Guias”.

Para evitar essa confusão, não damos aos chamados “Exus Pagões” a denominação de “Exu”, classificando-os apenas como Kiumbas.

E reservamos para os ditos “Exus Batizados” a denominação de “Exu”.

CLASSIFICAÇÃO PELOS PONTOS DE VIBRAÇÃO DOS EXUS

Exus do Cemitério:

São Exus que, em sua maioria, servem à Obaluaiê. Durante as consultas são sérios, reservados e discretos, podem eventualmente trabalhar dando passes de limpeza (descarregando) o consulente.

Alguns não dão consulta, se apresentando somente em obrigações, trabalhos e descarregos.

Exus da Encruzilhada:

São Exus que servem a Orixás diversos. Não são brincalhões como os Exus da estrada, mas também não são tão fechados como os do cemitério. Gostam de dar consulta e também
participam em obrigações, trabalhos e descarregos. Alguns deles se aproximam muito (em suas características) dos Exus do cemitério, enquanto outros se aproximam mais dos Exus da estrada.

Exus da Estrada:

São os mais “brincalhões”. Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas,porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas “brincadeiras” devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente. São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo.

ORGANIZAÇÃO E HIERARQUIA DOS EXUS:

Os Exus, estão também, divididos em hierarquias. Onde temos desde Exus muito ligados aos Orixás até aqueles Exus ligados aos trabalhos mais próximos às trevas.

Os exus dividem-se hierarquicamente, em três planos ou três ciclos e em sete graus e a divisão está formada “de cima para baixo” :

TERCEIRO CICLO

Contém o Sétimo, Sexto e Quinto graus.
Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Coroados. São aqueles que tem grande evolução, já estão nas funções de mando.
São os chefes das falanges.
Recebem as ordens diretas dos chefes de legiões da Umbanda.
Pouco são aqueles que se manifestam em algum médium.

Apenas alguns médiuns, bem preparados, com enorme missão aqui na Terra, tem um Exu Coroado como o seu guardião pessoal.
São os guardiões chefes de terreiro.
Não mais reencarnam,já esgotaram há tempos os seus carmas.

Sétimo Grau – Estão os Exus Chefe de Legião e para cada Linha da Umbanda,temos Um Exu no Sétimo Grau, portanto, temos Sete Exus Chefes de Legião

Sexto Grau – Estão os Exus Chefes de Falange. São Sete Exus Chefes de Falange subordinados a cada Exu Chefe de Legião, portanto, temos 49 Exus Chefes de Falange.

Quinto Grau – Estão os Exus Chefes de Sub-Falange.
São Sete Exus Chefes de Sub-Falange subordinados a cada Exu Chefe de Falange, portanto, são 343 Exus Chefes de Sub-Falange.

SEGUNDO CICLO Contém o Quarto Grau.

Neste Ciclo encontramos os chamados Exus Cruzados ou Batizados. São subordinados dos Exus Coroados.

Já tem a noção do bem e do mal. São os exus mais comuns que se manifestam nos terreiros. Também, tem funções de sub-chefes. Fazem parte da segurança de um terreiro.

O campo de atuação destes exus está nas sombras (entre a Luz e as Trevas).

Estão ainda nos ciclos de reencarnações.

• Quarto Grau – Estão os Exus Chefes de Agrupamento. São Sete Exus Chefes de Agrupamento e estão subordinados a cada Exu Chefe de Sub-Falange, portanto, são 2401 Exus Chefes de Agrupamento.

PRIMEIRO CICLO

Contém o Terceiro, Segundo e Primeiro Graus.

Temos dois tipos de Exus neste ciclo :

Os Exus Espadados – São subordinados do Exus Cruzados. O seu campo de atuação encontra-se entre as sombras e as trevas.

Os Exus Pagãos (Kiumbas) – São subordinados aos exus de nível acima. São aqueles que não tem distinção exata entre o bem e o mal.

São conhecidos, também como “rabos-de-encruza”.

Aceitam qualquer tipo de trabalho, desde que se pague bem.
Não são confiáveis, por isso.

São comandados de maneira intensiva pelos Exus de hierarquias superiores.

Quando fazem algo errado, são castigados pelos seus chefes, e querem vingarem-se de quem os mandou fazer a coisa errada.São quiumbas, capturados e depois adaptados aos trabalhos dos Exus.

O campo de atuação dos Exus Pagãos, é as trevas. Conseguem se infiltrar facilmente nas organizações das trevas. São muito usados pelos Exus dos níveis
acima, devido esta facilidade de penetração nas trevas.

Terceiro Grau – Estão os Exus Chefes de Coluna. São Sete Exus Chefes de Coluna e estão subordinados a cada Exus Chefes de Agrupamento, portanto, são 16807 Exus Chefes de Coluna.

Segundo Grau – Estão os Exus Chefes de Sub-Coluna. São Sete Exus Chefes de Sub-Coluna e estão subordinados a cada Exu Chefe de Coluna, portanto, são 117649 Exus Chefes de Sub-Coluna.

Primeiro Grau – Estão os Exus Integrantes de Sub-Colunas e são milhares de espíritos nesta função.

Os Exus, em geral, não são bons nem ruins, são apenas executores da Lei.
Ogum, responsável pela execução da Lei, determina as execuções aos Exus.

7º Grau 7 – Chefes de Legião

6º Grau 49 – Chefes de Falange

5º Grau 343 – Chefes de Sub-Falange

4º Grau 2401 – Chefes de Grupamento

3º Grau 16807 – Chefes de Coluna

2º Grau 117649 – Chefes de Sub-Coluna

1º Grau ? – Integrantes de Coluna

Exus Coroados

Exus Cruzados ou Batizados

Exus Espadados e Pagãos Além destes aspectos já abordados, vale à pena mencionar os diversos níveis vibracionais,
onde os espíritos ligados à Terra, habitam.

Estes níveis são e foram criados de acordo com cada grau evolutivo.

Os níveis estão mais relacionados com o mundo da consciência do que com o mundo físico, ou seja, são mais estados
de consciência do que um lugar fisicamente localizado.

Como são níveis gerados por espíritos ligados de alguma forma com a evolução da Terra, estes níveis estão vinculados ao próprio planeta.

Portanto, quando vemos descrições de camadas
umbralinas localizadas em abismos sob a crosta terrestre, devemos entender que embora elas estejam localizadas com estes espaços físicos, elas estão no lado espiritual deste plano físico.

Temos então, Sete Camadas Concêntricas Superiores e Sete Camadas Concêntricas Inferiores.

A divisão está sempre formada “de cima para baixo” : Camadas Concêntricas Superiores.
Sétima, Sexta e Quinta Camadas – Zonas Luminosas
Seres iluminados, isentos das reencarnações.

Cumprem missões no planeta. Estão se libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros mundos superiores.

Quarta Camada – Zona de Transição Espíritos elevados, que colaboram com a evolução dos irmãos menores.

Terceira, Segunda e Primeira Camadas – Zonas Fracamente Iluminadas.
A maioria dos espíritos que desencarnam,estão nestas camadas estão em reparações e aprendizados para novas reencarnações.

Superfície

Espíritos encarnados

Camadas Concêntricas Inferiores Sétima Camada – Zona Sub-Crostal Superior Espíritos sofredores de um modo geral que serão em seguida socorridos e encaminhados a planos mais elevados para adaptação e aprendizado,antes de reencarnarem

Sexta, Quinta e Quarta Camadas – Zona das Sombras, Zona Purgatoriais ou de Regeneração.

Espíritos sofredores purgando parte de seus carmas, e que serão encaminhados o mais rápido possível à reencarnação para novas provas e expiações.

Quarta Camada – Zona de Transição Entre as sombras e as trevas.

Zona de seres revoltados e dementados.

Terceira, Segunda e Primeira Camadas – Zona das Trevas ou Zona Sub-Crostal Inferior Estes espíritos estão em estágio de insubmissos, renitentes e rebelados às Leis Divinas.

Caboclo Cobra Coral

Tronqueira não é um adorno para se ter em casa

Alguns dirigentes, sem muito critério, atualmente estão “plantando”, “fazendo” tronqueiras em casas de médiuns. E vemos qualquer um, hoje em dia, com uma segurança desse porte em suas moradias. A tronqueira, a “casinha” de Exu, tem a finalidade de manter um terreiro inteiro de pé, com suas seguranças, seus Exus e médiuns bem energizados.
Para isso ela existe.

Agora, nessa nova “modalidade”, os dirigentes passam a dar aos seus médiuns tronqueiras, sem explicar-lhes o quê elas significam exatamente.
Em primeiro lugar, a tronqueira assemelha-se, de certo modo, ao que o africano chama de igbâlê, a casa das almas, a casa dos ancestrais. Quem tem uma tronqueira ou um igbâlê em seu terreiro ou em sua casa, assume um compromisso interminável ligando-os às falanges de almas ou os Exus que irão exigir, permanentemente, reenergização através de oferendas
em certos dias, horas. Quando alguém torna-se um sacerdote, saberá de seus compromissos permanentes.

Mas e o médium? Terá esse compromisso pelo resto de sua vida? Sim, porque é possível “desmanchar-se” o magnetismo desse local. Mas e o comprometimento espiritual com essas falanges? É possível “despachar” seu Orixá, seu anjo-da-guarda? “Enviá-lo” para algum lugar, pedindo-lhe que nunca mais volte?

E lembremos. É Exú servindo aos Orixás, através de seus serviçais, quem faz a lei universal de ação e reação cumprir-se. É ele quem “cobra” o carma, o somatório de coisas positivas e negativas acumuladas durante muitas vidas, de nós.

Passa-se um tempo e vem o resultado. Conhecemos também outra pessoa que, “para dizer-se mãe-de-santo” incomodou tanto o dirigente para ter uma tronqueira na frente de sua casa como se essa fosse um mero objeto decorativo, fazendo o pobre infeliz assentar para livrar-se daquele constante
incômodo. Contava, feliz, muitos baterem em sua casa para “fazer trabalhos”. Como médium, sem disciplina que era, esquecia por meses de uma vela, de uma oferenda, de uma simples garrafa de cachaça. Vivia dizendo enxergar “vultos” em sua casa cobrando-lhe alguma coisa. Sono agitado. Passou a ter vários problemas, decorrentes de tamanha imprevidência.

Se perguntada hoje se sabe porque isso aconteceu, dirá que não imagina sequer o motivo. Ora quando a tronqueira foi construída, ali foi “plantada” (designada) uma falange inteira de espíritos para trabalharem. Falange de quantos? Sete, setenta, setenta e sete…mil… dois mil. Ninguém sabe ao certo quantos espíritos fazem parte desses grupos.

Perguntamos: não será melhor perder um médium insistindo com essa vaidade, achando que a tronqueira é apenas um “adorno” na frente de sua casa do que fazer uma tolice dessas? E quando “cansados” de não receber nada por terem sido fixados no local para um trabalho nobre, para onde eles
irão? Sempre é para a casa de quem os plantou… a casa do dirigente! Não é natural?

Míriam Prestes de Oxalá
In Exu Desvelado

OPINIÃO DO NP.

Mais sério ainda são as tronqueiras aprendidas à distância, virtualmente em cursos, sem compromisso de transmissão oral presencial, sem nenhum pré-requisito ou pertencimento a uma egrégora. O que será que se “planta” na casa do sujeito? Será que Exu virou arroz de festa, todo mundo pode ter o seu, a sua disposição, na sua casa? Estão vendendo giló por quiabo…Dendezeiro não dá mel.

Pérolas de Ramatís

O Sentido do Natal na Umbanda

Estamos em Dezembro, um mês mágico que altera o estado de espírito das pessoas, principalmente dos umbandistas, que já comemoraram Yemanjá, Yansã e Oxum no começo dele.

Ainda temos o dia 25, quando a cristandade comemora o nascimento do Mestre Jesus no mundo todo e temos o dia 31, quando todos comemoram a passagem do ano com uma explosão de alegria e votos de que o ano que começará seja de paz, saúde e prosperidade.

Para os umbandistas a comemoração do natal cristão é algo natural, até porque a maioria dos seus seguidores e médiuns praticantes veio da religião cristã. Inclusive, muitos umbandistas seguem uma corrente doutrinária denominada Umbanda Cristã, muito parecida com o Espiritismo Kardecista.

Na maioria dos seus centros os umbandistas colocam em seus altares a imagem do Mestre Jesus no seu degrau mais alto, prestando-lhe uma reverencia e adoração sublime devido seu sincretismo com o Orixá Oxalá, o maior dos orixás cultuados na Umbanda.

Esse respeito e reverencia ao Mestre Jesus enobrece ainda mais a umbanda, a mais tolerante das religiões existentes no Brasil, já que ela acolhe em seus centros os seguidores de todas as outras com amar e respeito, sem constrangê-los com perguntas sobre a religião que seguem e sim, os auxiliam onde elas não podem ou seus sacerdotes não sabem como lidar: a Mediunidade e os problemas espirituais de fundo karmático!

Nesse ponto a Umbanda é única entre as religiões! 

Seus dirigentes e médiuns, assim como todos os Guias Espirituais, acolhem os seguidores de outras religiões como irmãos e os auxiliam como podem e da melhor forma possível, livrando-os de suas perturbações de fundo espiritual, auxiliando-os na cura de suas doenças, auxiliando-os a conseguirem um emprego, quebrando demandas das quais são vitimas, etc.

E isso sem perguntar-lhes quais as suas religiões, sem atribuir às suas crenças religiosas a causa de suas dificuldades e nem os obrigando a se converterem para que, aí sim, sejam ajudados pelos sagrados Orixás e pelos Guias Espirituais de Umbanda.

Não vemos isso acontecer nas outras religiões, onde o usual, assim que sabem a religião de quem adentra em seus templos é ir alertando-os ou acusando-os de seguirem uma religião errada, ou pagã, ou do diabo, etc. Nesse aspecto a Umbanda é única e insuperável porque todos os umbandistas acreditam que Deus é único, esta presente na vida de todos e em todas as religiões, não importando a forma que usam para cultuá-lo e adorá-lo. Inclusive, é comum aos seguidores das outras religiões regirem com palavras ofensivas à nossa religião e à nossa pessoa assim que ficam sabendo que seguimos a religião Umbanda, dando a entender que só eles cultuam e adoram Deus.

Essa postura intolerante por parte da maioria dos seguidores de outras religiões para conosco, os umbandistas, provavelmente é uma decepção para o mestre Jesus, que não fundou nenhuma religião e não pregou a intolerância, mas vê entre os seus seguidores uma reação não fraterna aos seus irmãos em Deus que professam outras crenças religiosas.

Os umbandistas seguem a Umbanda, mas respeitam todas as outras religiões e a crença dos seus seguidores e não temem entrar em suas igrejas porque nesse quesito estão anos-luz à frente dos demais, já que sabe que só há um Deus, criador de tudo e de todos e existem suas divindades, espalhadas entre as muitas religiões existentes na face da terra, com Jesus Cristo incluído entre elas e ao qual respeitam e amam.

No dia em que todas as religiões e todos os seus seguidores pensarem e agirem como prega a Umbanda e os umbandistas nesse mundo haverá mais fraternidade verdadeira e menos miséria, doenças, crimes, racismo e intolerância.

Mas isso talvez seja esperar demais dessa humanidade pecadora que discrimina seus semelhantes só porque seguem uma religião diferente, ainda que todos saibam que só há um Deus e que todos somos seus filhos… que todos somos irmãos perante Ele, o nosso Divino Criador!

Por ser como são e por amarem e respeitarem o Mestre Jesus os umbandistas comemoram o Natal e lhe rendem merecida homenagem, pois, pelo menos nessa data cristã os cristãos de fato se mostram mais fraternos e tolerantes.

Nesse natal, que o amado mestre Jesus abençoe a todos!

Rubens Saraceni

Veja os pontos de Maria Navalha

As malandras surgiram a partir dos anos 50, com o surgimentos de uma

entidade, que ninguém conhecia, chamada Maria Navalha.

Dona Navalha surgiu num terreiro de Umbanda Omolocô (Umbanda traçada

com Candomblé – Independente da Nação sendo ela, Ketu, Djeje Mahin, Angola)

e como até hoje, os Malandros infelizmente são tratados como Exus , ela foi

e ainda é em alguns lugares considerada ou tratada como Pombagira, pois

muitos terreiros, não fazem gira de Exu separada da de Malandros.

Ela incorporou numa jovem que estava a pouco tempo na religião, tinha características de malandro, ainda que com feminilidade, mais era encantadora,

uma entidade diferente, e que atraiu a curiosidade das pessoas da religião na

época.

Desde então alguns anos se passaram, e ela continua a brilhar nos terreiros de Umbanda, com todo seu charme e beleza exótica, depois conforme os anos foram passando surgiram outras Malandras, todas ligadas aos seus campos de atuação (trabalho).

Normalmente as Malandras fazem par com os Malandros de seus Médiuns, exemplo: Malandra do Morro e Malandro do Morro. Mas isso não é necessariamente uma regra, pode acontecer de serem de diferentes locais, isso depende da evolução do médium, da afinidade do mesmo com as entidades de luz e de como irão trabalhar, para evolução de si mesmos e do próprio médium.

 

 Coisas de Malandra:

Cores : Vermelha, Branca e Preta
Guia: Vermelha e Branca
Indumentária: Roupas nessas cores ; Vermelha, Branca preta, muito raro o tom dourado.
Chapéis: Chapéu Panamá, com Fita vermelha, ou preta, também podem usar chapéu branco (sem fitas), podem usar lenços em seus chapéus ou para enfeitar seus cabelos antes de colocar o chapéu, podem colocar rosas ou cravos vermelhos ou branco no chapéu.

Algumas qualidades de malandra gostam de chapéu preto e outras gostam de cartola baixa. Raramente gostam de cartola alta, quando gostam são nas cores tradicionais (Branca e Vermelha)

Algumas usam Calça branca, vermelha ou estampada com estas cores.

Já outras usam Saias, com estampa vermelha e branca, saia branca, saia vermelha, saia com dados, naipes ou cartas de baralho.

Gostam de Blusa listrada (Vermelha e Branca), ou nas cores Preta, Vermelha, Branca. Também gostam de Roupas de seda (como algumas qualidades de Malandro). Também raramente, algumas Malandras, gostam de uma camisa branca (De botões) por cima da camisa listrada.

Flores: Rosas vermelhas, rosas brancas, cravos vermelhos e brancos, também gostam de flor de chuvisco.

Fumo: Cigarros de palha, Cigarros de filtro vermelho ou Cigarros com sabor. Existem ainda as raras exceções de Malandras que fumam Charuto.

Bebida: Cerveja Branca, Cerveja Preta, Batida, Pinga de Coquinho, Conhaque e raramente Whisky ou cachaça (pinga).

Objetos: Dados, Navalha, Punhal, Baralho.

Pontos de força: Lapa, Cabaré, Morro, Esquinas, Encruzilhada, Cais do Porto, Cruzeiro das Almas, Calunga (Pois como nossos amigos Malandros, trabalham também com as almas)

São boas amigas, trabalham ajudando as pessoas a largas vícios (Drogas e Álcool) também trabalham desmanchando magia negra, trabalham para assuntos financeiros, e as vezes até tiram seus protegidos e protegidas de enrascadas, também trabalham para amor

 

 

 

São gentis, simpáticas, as vezes sérias, sempre muito bem vestidas, elegantes, e bem arrumadas, são vaidosas, gostam de receber presentes e adoram perfumes e batons (Principalmente na cor vermelha)

As vezes surgem nomes de entidade, se denominando Malandra, mais nem sempre são, pois como é uma linha nova, existem pessoas que inventam de má fé, nomes que não existem.

 

Alguns nomes de Malandras e Malandrinhas.

Malandra Maria Navalha e sua Falange:

-Maria Rosa Navalha

– Maria Navalha do Cabaré

– Maria Navalha da Lapa

– Maria Navalha da Calunga

– Maria Navalha das Almas

– Maria Navalha da Estrada

– Maria Navalha do Cais

E outras Malandras…

– Malandra 7 Navalhadas

– Malandra 7 Navalhas

– Malandra Maria 7 Navalhas

– Malandra do Cabaré

– Malandra Rosa do Cabaré ou Rosa Malandra do Cabaré

– Malandrinha do Cabaré

– Malandra Maria do Baralho e Malandra do Baralho

– Malandra do Morro ou Malandrinha do Morro

– Malandra da Lapa ou Malandrinha da Lapa ; Malandra do Cabaré da Lapa

– Malandra Rosa da Lapa

– Malandra das Rosas Vermelhas dos Arcos da Lapa

– Malandra da Rosa Vermelha ; Malandra Rosa Vermelha ( Sendo ela da Lapa, Cabaré)

-Malandrinha das Rosas Vermelhas ; Malandrinha da Rosa Vermelha

– Malandra das Almas ou Malandrinha das Almas

– Malandra das 7 Encruzilhadas

– Malandra Maria do Cais ; Malandrinha do Cais ; Malandra da Beira do Cais

– Malandra 7 Saias do Cabaré

– Malandra da Estrada ; Malandrinha da Estrada

– Malandra da Bahia ; Malandrinha da Bahia

– Malandra Maria da Boêmia

– Malandra dos Arcos da Lapa

Salve as nossas Amadas Malandras na Umbanda, Salve a Malandragem!
Que Deus possa sempre Iluminar sempre essas falanges que tanto nos quer Bem!