Alerj aprova São Jorge e São Sebastião para padroeiros do estado

Nesta quinta-feira, 18/04, a Alerj aprovou o projeto de lei que transforma São Jorge, o santo guerreiro, em padroeiro do estado. O projeto é de autoria do presidente da Casa, André Ceciliano (PT), e de Gustavo Schmidt (PSL). O texto recebeu, ainda, uma emenda do deputado Luiz Paulo (PSDB).

Agora, São Jorge, que é um santo extremamente popular no Rio, se junta a São Sebastião na proteção do estado do Rio de Janeiro.

Luiz Paulo argumentou que em algumas religiões de matriz africana Jorge e Sebastião são ligados aos irmãos Ogum e Oxóssi, orixás da estrada e da mata. Por isso, considerou justo que compartilhassem o posto de padroeiros do Rio.

Por: Felipe Lucena  do Diario do Rio

Como é a Sexta-feira Santa na Umbanda

A Igreja Católica celebra, na Sexta-feira Santa, a morte de Jesus, que foi crucificado. Enquanto isso, a sexta-feira Santa na Umbanda tem outro significado. Os Afro-umbandistas celebram o LOROGUN, que é quando os Orixás entram em guerra com o mal para trazer o pão de cada dia a seus filhos.

Os rituais da Umbanda também acompanham a Quaresma. Na Quarta-feira de cinzas, por exemplo, os Orixás da casa são vestidos e cada filho de santo lhes oferece a sua comida preferida. Os atabaques são lavados e guardados, e só são acordados no Sábado de Aleluia.

O que significa a Sexta-Feira Santa na Umbanda?

Para a Umbanda, a Semana Santa representa a criação do mundo, por isso, durante esse período, os Umbandistas se vestem de branco, principalmente na Sexta-feira Santa. Além da roupa branca, eles se alimentam somente com comidas dessa cor, como a canjica, arroz doce e pães. Esse é o dia em que os Orixás descem do Orún (mundo espiritual), para conhecer a grande criação de Olorum (Grande Criador, Divino, Deus criador de tudo).

Na noite de quinta para Sexta-feira da Paixão, os seguidores da Umbanda se protegem com seus contra-eguns. Eguns são espíritos que ainda não adquiriram um grau de consciência e muitas vezes ainda nem sabem que desencarnaram, e podem se tornar obsessores. Por exemplo, alguns se ligam a alguém encarnado para vivenciar seus vícios como álcool, droga ou sexo. Outros, por não quererem se afastar de um ente como esposa ou filho, sugam toda energia da pessoa, e ela fica como um vampiro zumbi, totalmente apática. O que acontece é que, nesta noite, Iansã está em guerra, e não pode afastar os eguns que estão rondando por aí.

A cerimônia da Umbanda

Na Sexta-feira Santa na Umbanda são oferecidos pratos a Oxalá, pedindo paz e prosperidade para o Terreiro e seus filhos seguidores.

A cerimônia de Fechamento do Corpo é feita na Sexta-Feira Santa na Umbanda, pois é um dia de grandeza energética do planeta. Nessa cerimônia, os guias espirituais se utilizam do magnetismo de ervas e alguns cristais, imantação solar e lunar e pemba (giz especial, fabricado com o pó extraído dos Montes Brancos Kimbanda e a água que corre no Rio Divino U-Síl) para fechar o corpo.

A pemba serve para riscar pontos nas pessoas e no chão, criando elos com o plano espiritual que emana vibrações, fluídos e energias diretamente no ponto riscado. Cada ponto tem seu próprio significado, mas só a Entidade que riscou o conhece.

Quanto à imantação nos centros de força, ela impede a ação de espíritos manipuladores de energia (eguns). Quando a entidade magnetiza o centro de força do médium, cria em volta dele um escudo que o protege, sempre respeitando a lei da sintonia, pois o médium continua com as conexões e afinidades que ele mesmo cria através de seu campo mental. Porém, o médium deve estar consciente de que, mesmo com o ”corpo fechado”, não está livre das sintonias que ele mesmo atrai, mas, se souber utilizar a carga energética adicionada aos chacras, com a imantação solar e lunar, ele pode dinamizar sua energia em um potencial incrível.

O objetivo do fechamento de corpo é deixar o médium preparado para todo tipo de trabalho. Milhões de espíritos são atraídos para tratamento, muitos deles sofrem, principalmente com a influência do vampirismo. Quando o médium passa por esse tratamento e está preparado, não absorve as energias desses espíritos durante os trabalhos de “descarrego”, protegendo o seu campo energético.

Que a Sexta-feira Santa na Umbanda seja com muita paz, e que o Pai Oxalá abençoe a vida e a família de todos, independente da crença espiritual.

Por: AstroCentro

As trocas energéticas durante uma relação sexual

Quando um homem entra em você, que tipo de consciência e energia ele carrega? Ele está amargurado? Está feliz? Ama a si mesmo? E te ama?

Quando uma mulher se permite para você, ela está te abençoando ou amaldiçoando? Ela está frustrada? Está triste? Ama-se a si mesma? E te ama?

O sexo é um ritual de troca de energias, pensamentos, emoções.Durante o sexo você se transforma em esponja para a consciência e energia dessa outra pessoa.

É como um contrato de acordo entre duas partes. Cada penetração é como uma cláusula e cada gesto é como uma afirmação desse contrato.

A troca de energia acontece por meio dos nossos chakras que se abrem para que a troca de energia vital aconteça. Na hora do sexo, as relações se tornam mais intensas pois o nosso parceiro tem acesso a toda a frequência energética que temos em nosso corpo. Os chakras se encontram, então é criado um fio de energia que conecta os parceiros criando a potente e vibrante energia sexual.

Dependendo da intensidade e do campo magnético criado na relação, essa conexão pode durar até anos! Entretanto, nem sempre essa troca intensa ocorre de forma harmônica, há a energia sexual que pode inclusive ser prejudicial ao nosso equilíbrio.

Em uma relação sexual com frequência vibracional elevada em ambos, os parceiros sentem que já se conhecem há muito tempo (além dessa vida) e sabem exatamente o que agrada o corpo e a energia do outro. Essa energia é capaz de perdurar circulando em nossos chakras por muito tempo. São como memórias que temos que não sabemos explicar como foram parar ali.

Em contrapartida, após o ato, os dois ou um dos dois sente-se [email protected]? Sensação de vazio? Ou mesmo tristeza? Muitos acreditam que o sexo é apenas uma forma de “aliviar tensões”. Isto é muito pouco perto do que o sexo pode oferecer. Na verdade, a energia gerada através do sexo é capaz de criar novas sinapses cerebrais e assim, reverberar em todo o organismo e decisões.

Imagine que um dos parceiros está em uma vibração ruim, com preocupações, angústias, problemas e resolve fazer sexo com alguém para relaxar. Isso pode acabar transmitindo todas essas tensões o outro. O que era para ser apenas uma forma de trocar prazer, pode trocar energias indesejadas, chamadas de amarras kármicas.

A amarra kármica acontece quando transamos com alguém que não está em sintonia com a nossa vibração energética. Quando isso acontece, essa troca é prejudicial. Pode parecer um pouco com cansaço, com exaustão ou preocupação, mas a sensação é sutilmente diferente. Aquele fio de energia criado entre você e o parceiro não é saudável, pois ele mudou a sua vibração, desequilibrou os seus chakras e criou uma amarra kármica entre vocês.

Quando isso acontece, é porque o casal não estava sintonizado e acabou baixando a frequência energética de ambos, compartilhando esse magnetismo com padrão negativo. Há casais que convivem mesmo sem amor e acabam fazendo sexo sem vontade de trocar boas energias – nesses casos realizam-se relações sexuais destrutivas. O campo magnético dos parceiros não deseja realizar trocas, entretanto, os corpos físicos forçam essa troca que faz muito mal a ambos!

Todos nós devemos cuidar do nosso corpo e energia e estar atento a quem estamos nos relacionando intimamente. As vibrações do nosso corpo comandam os nossos pensamentos e sentimentos, por isso tenha cuidado ao trocar energias com quem não tem a mesma vibração que você. O seu corpo te mostra isso, ele te dá sinais de que aquela pessoa tem ou não a mesma vibração que você, fique atento e proteja sua energia!

Esteja ciente do verdadeiro poder do sexo. Se você soubesse o quão a energia sexual é, não faria com qualquer um(a).

Alquimia sagrada

O valor de ensinar as crianças a dizer “obrigado”, “por favor” e “bom dia”

Transmitir às crianças a importância de agradecer, de pedir “por favor” ou de dizer “bom dia” ou “boa tarde” vai muito além de um simples gesto de educação. Estamos investindo em emoções, em valores sociais, e acima de tudo, em reciprocidade.

Para criar uma sociedade baseada no respeito mútuo, onde o civismo e a consideração façam a diferença, é preciso investir nesses pequenos hábitos sociais aos quais às vezes não damos a devida importância. Porque a convivência se baseia, no fim das contas, na harmonia, nessas interações de qualidade baseadas na tolerância onde todas as crianças deveriam ser iniciadas logo cedo.

Sou da geração da gratidão, do por favor e do bom dia, da mesma que não duvida em dizer “sinto muito” quando é necessário. Qualidades, todas estas, que não hesito em transmitir aos meus filhos, porque educar com respeito é educar com amor.

Um erro que muitas famílias costumam cometer é iniciar os filhos nestas normas de cortesia quando os pequenos começam a falar. Mas é interessante saber que o “cérebro social” de um bebê é extremamente receptivo a qualquer estímulo, ao tom de voz, e mesmo às expressões faciais de seu pai e sua mãe.

Acredite se quiser, podemos educar uma criança nos seus valores desde muito cedo. Suas aptidões são inesperadas e precisamos aproveitar essa grande sensibilidade em matéria emocional.

Agradecer, uma arma de poder no cérebro das crianças

Os neurocientistas nos lembram que o sistema neurológico de uma criança está programado geneticamente para se “conectar” com os outros. É uma coisa mágica e intensa. Mesmo as atividades mais rotineiras, como alimentá-los, dar banho ou vesti-los, se transformam em informações cerebrais que configuram de um jeito ou de outro a resposta emocional que essa criança terá no futuro.

O desenho dos nossos cérebros, por assim dizer, nos faz sentir implacavelmente atraídos por outros cérebros, pelas interações de todos aqueles que estão ao nosso redor. Portanto, uma criança que é tratada com respeito e que desde cedo se acostumou a ouvir a palavra “obrigado” rapidamente entenderá que está diante de um estímulo positivo poderoso e que, sem dúvida, irá desvendando pouco a pouco.

É muito provável que uma criança de 3 anos a quem seu pai e sua mãe ensinaram a dizer obrigado, por favor ou bom dia, não compreenda muito bem ainda o valor da reciprocidade e do respeito que essas palavras impregnam. Mas tudo isso cria uma base apropriada e maravilhosa para que depois as raízes cresçam fortes e profundas.

No fim das contas, a idade mágica compreendida entre os 2 e 7 anos é a que Piaget denominava como “estádio de inteligência intuitiva”. É aqui onde os pequenos, apesar de estarem sujeitos ao mundo dos adultos, irão despertando progressivamente o sentido do respeito, intuindo esse universo que vai mais além das próprias necessidades para descobrir a empatia, o sentido de justiça e, obviamente, a reciprocidade.

A reciprocidade, um valor social de peso

Quando uma criança descobre finalmente o que acontece nos seus contextos mais próximos quando pede coisas com um ‘por favor‘ e as conclui com um ‘obrigado’, nada mais será igual. Até o momento, ela o realizava como uma norma social preestabelecida pelos adultos, uma coisa que lhe trazia incentivos positivos pelo seu bom comportamento.

“A educação não muda o mundo, muda as pessoas que irão mudar o mundo.”
Paulo Freire

Contudo, cedo ou tarde ela experimentará o autêntico efeito de tratar com respeito a um par, e como essa ação se reverte, por sua vez, nela mesma. É uma coisa excepcional, uma conduta que a acompanhará para sempre, porque tratar com respeito aos outros é, além disso, respeitar a si mesmo, é agir de acordo com certos valores e um sentido de convivência baseado em um pilar social e emocional de peso: a reciprocidade.

Será por volta dos 7 anos de idade que nossos filhos descobrirão plenamente todos estes valores que perfazem a sua inteligência social. É nesse instante que começam a dar mais importância à amizade, a saber o que implica essa responsabilidade afetiva, a entender e desfrutar da colaboração, atendendo necessidades alheias e interesses diferentes dos próprios.

É, sem dúvida, uma idade maravilhosa onde todo adulto precisa ter em mente um aspecto fundamental: precisamos continuar sendo o melhor exemplo para nossos filhos. Agora, a pergunta mágica é a seguinte… De que forma vamos envolvendo nossos filhos desde cedo nessas normas de convivência, de respeito e de cortesia?

Sugerimos algumas simples estratégias para que você tenha em mente, algumas orientações básicas para apontar às crianças em cada situação:

Você chegou ou entrou em algum lugar? Cumprimente, diga bom dia ou boa tarde.
Você vai embora? Diga adeus.
Recebeu um favor? Alguém lhe deu alguma coisa? Agradeça.
Alguém falou com você? Responda.
Alguém está falando com você? Ouça.
Você tem alguma coisa? Compartilhe.
Você não tem? Não inveje.
Você tem alguma coisa que não é sua? Devolva-a.
Você quer que façam alguma coisa por você? Peça por favor.
Você se enganou? Peça desculpas.

São regras simples que, sem sombra de dúvida, serão de grande ajuda no dia a dia de qualquer família.

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Publicado originalmente em A mente é maravilhosa

Via Revista Pazes

O que se aprende com afeto é lembrado com amor

Educar com afeto é oferecer uma infância com razão e com coração. É dessa forma que orientamos nossos filhos com base na paciência e no respeito, que se atende as necessidades sem pressa nem intervalos, mas passo a passo, e de mãos dadas

Por mais curioso que pareça, nos dias de hoje ainda há muitos pais, muitas mães, e inclusive professores que continuam utilizando uma educação baseada nas clássicas estratégias comportamentais do reforço e da correção. Admite-se como verdade que as crianças são uma espécie de tábula rasa, nas quais é preciso introduzir conhecimentos à força, porque elas, é claro, “não sabem de nada”.

No entanto, ao invés de entender a educação a partir dessa perspectiva deveríamos enxergá-la mais como um despertar. É abrir os olhos à vida e ao mundo, e tal conhecimento deve ser experimentado por meio da curiosidade, do afeto e do respeito verdadeiro em relação à uma criança cujos aprendizados interiorizados podem ser lembrados e aplicados graças ao amor.

Todos já ouvimos, e inclusive, provavelmente já vivemos na pele aquele conselho que diz “a letra com sangue entra”. Apesar de não ser correto deixar de lado a sempre importante cultura do esforço, o que não é pedagógico nem justificável, é nos focarmos na cultura do sacrifício, quando eliminamos a magia da infância de uma criança e a conduzimos apenas por meio de castigos e recompensas.

Aprender com afeto, acreditemos ou não, é a chave do sucesso porque criar com ternura e guiar com afeto é respeitar as crianças para que o despertar da vida seja algo intenso, efetivo e feliz.

A educação com afeto é guiar por meio da Inteligência Emocional

Nos dias de hoje, há muitos profissionais da educação que promovem esse tipo de despertar, essa mudança de abordagem nas aulas, nas quais se aplica no dia-a-dia a Inteligência Emocional. Fatores como promover os valores positivos, colocar os reforços positivos acima dos negativos, ou priorizar as atividades de cooperação em relação às de competitividade é o que pouco a pouco pode gerar grandes resultados.

Se nas escolas infantis e nos colégios tenta-se promover essa abordagem, também é preciso estar em sintonia com essa proposta em casa. De fato, temos certeza de que muitas das nossas mamães e dos nossos papais, aqueles que nos acompanham todos os dias, estão aplicando muitos desses conceitos-chave que a Inteligência Emocional nos propõe. Nesse tipo de abordagem, o afeto no tratamento e a proximidade compreensiva dos pais são as estratégias mais efetivas na hora de criar um menino ou uma menina.

Para isso, e para refletir um pouco mais sobre o tema, propomos nos aprofundar nessa questão que, sem dúvidas, vai ser de grande ajuda:

A criança não é uma folha em branco

É preciso se desapegar das clássicas abordagens sobre o desenvolvimento e o modo de aprendizado de uma criança, para ser mais eficiente na hora de criar e educar. Nossos pequenos não são “folhas em branco”. Se fosse assim, todos eles seriam iguais e se comportariam da mesma maneira na infância.

Como mãe ou como pai você deve saber que sua criança de 2, 3 ou 6 anos de idade possui um caráter próprio, uma maneira de se comportar, de reagir frente às coisas, de aprender ou de interagir com você.

Somente quando compreendemos como elas são, quais emoções são predominantes, ou como se relacionam melhor com as coisas e conosco é que conseguimos educar com sucesso.

Essa viagem, da infância e da educação, somente pode ser realizada com sucesso com base no afeto e na atitude paciente de quem compreende e intui. Porque as crianças não são cofres vazios, não são caixas ocas.

Elas estão cheias de sonhos, de emoções opostas, de ansiedades e, também, de medos.
Nosso trabalho reside, portanto, em conhecer todos esses mundos interiores para ajudá-las a potencializar suas habilidades e suas capacidades ao máximo.

O que é educar com afeto?

Educar com afeto é educar com paciência e sem pressa.

É conhecer as necessidades dos nossos filhos.

É fazer uso do reforço positivo, é ser um guia que sempre está por perto quando a criança se engana ou faz algo errado, é saber dizer “estou aqui com você, sei que você consegue fazer melhor e eu vou te ajudar”.

Educar com afeto é não criar com gritos, é não comparar nossos filhos com as outras crianças nem falar na frente deles como se não estivessem presentes enquanto comentamos seus defeitos, suas manias, seus erros, suas limitações…

Ser um pai ou uma mãe que educa com afeto é ser alguém que sabe claramente o que deseja para seu filho: alguém que não quer filhos perfeitos, mais bonitos, nem mais inteligentes. O que se deseja acima de tudo é que a criança seja uma pessoa FELIZ.

Para concluir, no seu dia-a-dia com seus pequenos tesouros nunca se esqueça dessas três palavras: afeto, paciência e presença. Elas serão suas grandes aliadas.

Imagem de capa de Komako Sakai

Fonte: Sou Mamãe