Uso de instrumentos durante a dança na Umbanda

A magia da dança para todos os povos que intercambiam com as forças astrais do planeta, é impressionante. Mesmo os povos mais rústicos como os índios, em sua sabedoria natural dançam para pedir chuva, dançam para agradecer a lua, dançam para homenagear os mortos, os vivos e os Deuses. E ao mesmo tempo a utilizam como ritos de louvação. A dança é tão mágica que pode até mesmo induzir a certos tipos de transes mediúnicos. Os poderes mágicos que se desprendem quando fazemos alguns movimentos são de fundamento único, pois só quem baila pode estar conduzindo a magia, em si mesmo ou em outrem. Nestas ocasiões os passes, são dados. Em festas ciganas desta dimensão, ou de dimensão espiritual. O balançar das saias das ciganas em dias de festa são um espetáculo à parte. Como as Ciganas tem uma sabedoria intrínseca, a magia muitas vezes é realizada de uma forma sutil. Por isto em festas e rituais, tantos adereços, tantas saias, tanta magia no ar, sem que seja percebido.
Uso de Adereços:
Saia – Como já foi falado, os movimentos das saias, além de grande beleza, são fontes de encantamento para quem assiste. As grandes ondas movimentam e evocam todos os elementais do ar, fazendo com que a cigana feiticeira, execute uma telepatia com estes seres, despertando a grande intuição sobre as pessoas que assistem ao espetáculo, da uma sensação de que sabemos o que as pessoas estão pensando naquele momento. As ondas feitas pra dentro fazem com que se faça uma hipnose para quem olha, para quem assiste. As ondas para fora limpam o campo aurico da bailarina, trazendo o bem estar para quando ela termina a dança.

Lenço, Véu ou Xale – Os lenços ou véus, fazem o movimento dos rios, assim ativam a água do ambiente, digo de dentro das pessoas, é um instrumento que serve para enfeitiçar, encantar, e magiar. Eles mantém, com que o interesse do que for fique ativo, trazendo o mistério e ao mesmo tempo a alegria da dança. Quando o dançarino (a) movimenta este objeto, cria-se astralmente, intuição, vontade de ficar próximo, de descobrir e proteger, pois a água, é férrea e encantadora. Deve-se no entanto tomar cuidada, pois ela também pode destruir, depende da forma que é utilizada.

Pandeiro – com suas laminas afiadas disfarçadas na função de instrumento de festa, é o mais querido e festejado dos ciganos pelo fato de ser através do barulho de suas laminas, ser o mais eficaz instrumento de magia, com o qual você limpa os participantes de sua festa ou encontro espiritual, quando o balança, ou ate você mesmo, ele irrita os inimigos astrais, deixando tanto o ambiente quanto as pessoas limpas de interferências espirituais malignas. Quando ele saúda o elemento fogo através de suas laminas, ele transpõe as negatividades sem se impregnar com elas.

Castanholas – Quando a cigana ou cigano toca as castanholas estão trabalhando os elementais da terra e também evocando os grandes ciganos tocadores deste instrumento como Carmem e Juan, magiam com sua melodia casais, induzem ao sono, ou fazem com que a festa que estejam sejam abertos os portais para os guardiães protetores, tirar as negatividades e fazer com que o sentimento de alegria e amor sejam fluentes e invadam corpos e mentes das pessoas que estejam participando do bródio.

Leque – O leque tem a egrégora de ter sido utilizado pelos grandes mestres, com hastes envenenadas para a função de luta. De eliminar os inimigos com arte e ser serem percebidos, assim o leque carrega a função mágica de movimentar o vento e enviar os inimigos para longe fazendo-os nos esquecer. Movimentando o ar, conforme a precisão e vontade do executor, ele manda para longe os que nos querem mal. O ar tem propriedades de poder ativar o esquecimento de magoas, e assim ele é utilizado.

Sapateado – Com o sapateado, o cigano indica os perigos, assim como no gestual. Trabalha-se os quatro elementos de uma só vez, pelo fato de ser a terra que abriga os outros três. Nos primórdios a dança foi proibida pelas grandes autoridades e magos, pois sabiam que os ciganos através de sua arte, enfeitiçavam, fugiam dos perigos, e com o sapateado e o gestual, indicavam aos clãs o que estavam acontecendo, e que direção deviam tomar.

Fonte: http://pontoscantadosefundamentos.blogspot.com.br


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