Um conto de preto velho

Uma vez uma criança escrava passava horas no Casarão enfeitando de flores a mesa da Sinhá.
Esse lar por ser uma Fazenda rica era muito triste,
Sinhá não podia ter filhos,
Adotou essa jovem negra como sua filha.
O Sinhô o respeitava como Pai.
Tirou ela de uma Preta Velha morta num navio negreiro e a onze anos a adotou.
Um dia Oxúm apareceu em seu sonho dizendo:
– Leve todas essas flores ao Rio e jogue elas pedindo a mim felicidade a esse lar. Em uma noite de lua cheia. Como não sabe pequena quando é a Lua vou te dizer que é amanhã a noite.
Assim ela fez.
Voltou sem o vaso de barro com as flores e Sinhá disse revoltada:
– Como pode Maria tirar a única alegria de casa? As minhas rosas?
Vá para seu aposento e não saia até eu chamar.
Passado dois meses Sinhá sonha com as flores na beira do Rio e acorda com muita ânsia de vômito.
Fica prostada em cama e chama Maria para avisar o Sinhô que doente estava.
O Sinhô chama o médico e ele diz:
– Sinhá, alguma coisa ocorreu e só o oculto pode explicar.
Fiz exames de sua urina e estas grávida.
Todos ficaram felizes.
Sinhá lembrou do sonho e chamou Maria para levá-la nesse Rio.
Lá ela levou flores e agradeceu o Rio. Na verdade Oxúm.
A criança nasceu forte e muito sádio.
Maria começou a ter sonhos e falar as pessoas.
Logo mais tarde aprendeu o Jogo de Ifá e se tornou uma grande Sábia daquelas Terras odiada por muitos mas querida pelas mulheres que não podiam engravidar e ela pedia Oxum sempre e era correspondida.


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