O mistério EXÚ CAVEIRA

Muito já se ouviu falar sobre esse poderoso guardião, Exú Caveira, mas sempre todos os textos que se referem a ele vêm recobertos de muita mística e pouco significado. Muitos são os médiuns que ainda sentem estranheza e medo dessa manifestação quando ela deveria ser acompanhada do entendimento da magia e da firmeza desse poderoso exu.

QUEM É EXU CAVEIRA?

Exu caveira pertence a uma legião de espíritos que atua na falange de Omolu/Obaluaiê tendo como característica o processo de desenlace da memória carnal dos desencarnados. Atuam nos cemitérios, nos hospitais preparando os portais que levarão essa alma para os próximos planos de existência. Nem sempre vem com essa aparência “encaveirada”, muito menos se apresenta com foice, o que lembraria a figura mitológica da “MORTE”. Esse espírito dispõe de várias roupagens fluídicas e as vezes se apresenta em forma de caveira simplesmente para retratar que todos nós de fato SOMOS caveiras ENCARNADAS( recobertas de carne) e portanto isso não justificaria um medo de nossa própria identidade física real, pois como bem diz o mentor supremo da Umbanda , nosso Caboclo das Sete Encruzilhadas, a morte nos nivela por iguais e vemos que na vida espiritual não temos sexo, raça, cor dos cabelos ou olhos. Todos somos inicialmente CAVEIRAS caminhando para a transcendência.

AS MANIFESTAÇÕES EM SEUS MÉDIUNS:

Essas manifestações são sempre acompanhadas de bastante peso no corpo e intensa atividade dos chakras que determinam a intensidade do fluxo energético circulando e estabelecendo as conexões que permitirão uma plena comunicação entre o espirito e o médium comunicante. Alguns trejeitos como mãos em forma de caveira, rostos transfigurados apenas refletem de início o próprio medo do médium e a sua tentativa de entender e traduzir aquela manifestação, que por vezes pode causar no consulente um certo espanto, mas as consultas com esse grande mestre são sempre muito tranquilas e acompanhadas de grande sabedoria em suas mensagens.

TODOS NÓS SOMOS CAVEIRAS!

Portanto irmãos, todos nós temos um laço, um vinculo muito intimo com essa entidade, mesmo que não tenhamos a honra de sermos seus veículos, porque eles nos trazem a certeza da passagem desse plano para outros em condição de igualdade dos seres, uma grande mensagem de humildade e a confirmação de que existe VIDA após A MORTE DA CARNE. Associar esse espírito ao negativo, como qualquer outro guardião é um EQUIVOCO pois eles como todos os outros EXUS recebem autorização superior para vir trabalhar na caridade pelos seus assistidos e desfazer todos os processos de baixa magia que venham a atingir seus protegidos.

LAROYE EXU CAVEIRA!
Por Pai Alex d’Oxalá

Exu Gererê

Exú Gererê é um Exú pouco conhecido, apresenta-se sempre com uma armadura, carregando um tridente e uma espada, porém confundido com Exu Ganga, que por sua vez, é por demais conhecido dentro das giras Umbandistas e Quimbandistas, e é este Exu, elemento desta forte e perigosa linha da Quimbanda.

Os espíritos que são os componentes desta linha são exímios entendidos na pratica da magia, seja astral, seja natural ou qualquer outra forma ou modalidade a eles requisitados. Sua atuação principal é dentro da magia vodu, muito conhecida a nível superficial, sendo esta modalidade da magia, ensinada a pouquíssimos iniciados, haja vista sua complexidade, sua extrema e perigosíssima eficiência, que em mãos erradas podem resultar grandes e as vezes irreversíveis conseqüências, tanto ao operador quanto a infeliz vítima.

Deixo claro que a magia vodu pode ser amplamente requisitada e usada para fins maléficos, na qual obtém resultados rápidos e por demais eficientes, contudo a magia vodu também, e deveria assim ser, utilizada para fins benéficos e virtuosos. Os espíritos que se apresentam dentro desta linha são denominados vulgarmente de “Gangas”. Este fato é existente pelo pouco conhecimento que se tem que o chefe desta linha é Exu Gererê. São os elementos desta linha:

Exús

Exu Quebra Galho

Exu Sete Cruzes

Exu Gira Mundo

Exu dos Cemitérios

Exu da Capa Preta

Exu Curador

Exu Ganga

Exú 7 Buracos

Muita gente confunde o Exú 7 Buracos com o Exu 7 Covas, mas uma entidade não tem nada a ver com a outra.

Enquanto o Sete Covas ampara os espíritos dos mortos, o Sete Buracos ajuda os vivos a saírem do buraco financeiro.

Mas, atenção: um olho no peixe e outro no gato ao lidar com o Sete Buracos!

Porque assim como esse compadre ajuda a desatolar as pessoas da desgraça financeira, ele também pode ajudar a enterrá-las naquele mesmo lodaçal.

Uma coisa é algum negócio ir mal de vez em quando, o que é absolutamente normal. Outra, bem diferente, é tudo estar virado na breca durante todo tempo.

Nesses casos há grandes possibilidades do Sete Buracos estar agindo na contramão.

Exú Pantera Negra

O Exu Pantera é uma surpresa. Seu nome dá a entender ser um espírito violento, bravo, mas ao contrário, apresenta-se com muita elegância, com charme e um bom palavreado. Ele contou sua história: afirmou ser europeu, e grande admirador da pantera, para ele, um animal esperto, ágil, e o mais elegante de todos. Veio ao Brasil para resgatar seu carma, agrupando-se à umbanda, especificamente à quimbanda e como tem uma relação direta com o Caboclo da Pantera, não teve nenhuma dúvida em usar o nome do lindo felino. Daí seu nome: Exu Pantera.

Chefe – Exu Pantera Negra, conhecido por este nome devido à sua enorme coragem e força para vencer demandas e realizar os mais terríveis trabalhos de magia, além de ter o poder de curar até doenças tidas como incuráveis, também possui o poder de enriquecer quem a ele recorrer, esta linha possui este denominativo não é atoa, pois os espíritos que compõe esta linha se apresentam como se fossem caboclos, índios americanos enfim, tendo especialidade em trabalhos de cura e desobstrução, além de favorecerem as riquezas materiais e tesouros, são exímios guerreiros, a maioria delas pertencem a antiga tribo Sherokee dos E.U.A. Assim como ocorre em todas as linhas, é esta composta por sete falanges, cada uma com seu respectivo chefe, que por sua vez comanda outras sete legiões, onde se divide novamente em sete falanges, novamente, cada falange com sete chefes e assim sucessivamente até certo limite.