O que são as batidas com as pontas do dedo no chão?

Bater no chão com os dedos da mão esquerda e depois juntar as mãos cruzando os dedos, com as palmas voltadas para o solo, é saudação aos Senhores Exus; Da mão direita fazendo uma cruz e depois fazendo a cruz no peito é saudação aos Pretos Velhos; Da mão direita e depois tocando a fronte, o lado direito da cabeça e a nuca é saudação aos Orixás e Guias Espirituais; Da mão direita 3 vezes e depois tocando a fronte, o lado direito da cabeça e a nuca é saudação a Obaluayê.

Pontos de Preto Velho

1-PAI ANTÔNIO


Dá licença Pai Antônio Que eu não vim lhe visitar
Eu estou muito doente Vim pra você me curar
Se a doença for feitiço Bulalá em seu congá
Se a doença For de Deus ai
Pai Antônio vai curar
Coitado de Pai Antônio
Preto Velho curador
Foi parar na detenção ai
Por não ter um defensor Pai Antônio é quimbanda, é curandor
Pai Antônio é quimbanda, é curandor É pai de mesa, é curandor
É pai de mesa, é curandor

2- PAI CIPRIANO


Bate tambor na Umbanda
Pra ver meu velho chegar
Ele é Pai Cipriano, ele é pai Cipriano
Mensageiro de Oxalá.

3-PAI CIPRIANO


Cipriano quimbandeiro, chorou no cativeiro
Hoje chora de alegria seu rosario de Maria
Chora, chora, saravando Angola (bis)

4-PAI CIPRIANO


Ele é Pai Cipriano, ele é Pai Cipriano
É um velho mandingueiro
Não tem medo de macumba,
não tem medo de quiumba
É um velho feiticeiro
Com a sua pemba na mão ela desafia
Com seu cachimbo na boca ele assobia

5-PAI CIPRIANO


Feitiço, mandinga, quebranto só ele sabe rezar
Sua bengala e seu cachimbo servem para trabalhar
Pai Cipriano das almas é um velho mandingueiro
Quando chega na Umbanda
Encruza todo o terreiro,
Ele é velho rezador com seu patuá de valia
Por Deus e Nossa Senhora, nos tira da agonia (bis)

6-PAI CIPRIANO


No cantinho de Pai Cipriano o caminho é da paz (bis)
Arrasto o toco, pega o toco e bota lá
Saravá Pai Cipriano que chegou nesse conga (bis)
Ele vai firmar, meu pai, ele vai firmar
Os quatro cantos desta casa
Com Ogum para guardar (bis)

7- PAI CIPRIANO


Segura com fé na mão de Cipriano
Pra colher flores ou espinhos retirar,
Ele nos traz a luz divina de Aruanda
O brilho da estrela guia a benção de Oxalá
Se o caminho é de paz, Cipriano é amor
Segura com fé na mão do meu vovô

8- MARIA CONGA


Todo dia era dia de choro e de muita dor
Mesmo assim uma escrava chegava de bom humor
Quem chorava passava a sorrir
Quem caia ficava de pé
Ela era a esperança o amor e a fé
Na passagem de um mundo pro outro seu povo sentiu
E aquela doçura e alegria não mais existiu
Ela disse que ia voltar precisando pode lhe chamar
Pra Aruanda o tambor pode tocar
Conga, Vó Maria Conga
Que saudades de você
Preta velha feiticeira rainha do Cateretê

9- VOVÓ ANA


Ela é vovó Anna, ela é do cruzeiro (bis)
Ela vem sarava, ela vem curiar nesse terreiro (bis)
Ela é de Nanã, é de Boruquê (bis)
Ela vem sarava, ela vem curiar pra ajudar você (bis)

10- VOVÓ ANA

Vovó Anna vem da praia no barquinho de Iemanjá
Ela vem firmar seu ponto pela fé de Oxalá
Oi tem areia oi, oi tem areia
na barra de sua saia tem areia. (bis)



11- PAI MANÉ


O senhor do Bonfim mandou, preto velho na banda
Ele vem da Bahia com seu rosário e seu patuá,
Ele vem trabalhar pra você (bis)
Pai Mané na banda agora é que eu quero ver.

12-CAMBINDA


Arriou na linha das almas
É Cambinda de fé oi babá (bis)
Velha feiticeira lá da Guiné,
Vem de muito longe pra curar filhos de fé. (bis)

13-PAI MIGUEL
Com sua balança que pesa
O bem o e mal que o filho faz (bis)
Ele é Pai Miguel, ele é Pai Miguel
Ele é Pai Miguel das Almas (bis)
Balança, como pesa a balança,
Balança como vai pesar (bis)
Com o amor de Xangô e a justiça na mão
Pai Miguel vem na umbanda salvar.


14- MARIA CONGA


Maria Conga, com suas folhas de guiné
Seu galhinho de arruda, o seu vence demandas,
Deixa o manacá em flor (bis)
Vem lá das matas, trabalhar com muito amor
Nesta Umbanda querida vem prestar a caridade
Para a Glória do Senhor (bis)

15-TIA MARIA

Liberdade ainda que tardia
assim rezava na senzala Tia Maria (bis)
Salve o triângulo divino salve o seu ponto riscado
Saravá Minas Gerais
Tia Maria de Minas chorando em oração
pedia a Zambi o fim da escravidão

16- PAI JOAQUIM


Chorar, chorar chorei
Cantar, cantar, cantei (bis)
Pai Joaquim senta no toco
filho de pemba não bambeia
procurei nos quatro cantos só pra ver se tem areia (bis)

17- PAI MANÉ


Pai Mané, é de Angola é (4x)
Ele vem de longe caminhando de mansinho
Pra ajudar seus filhos que procuram seu carinho (bis)

18-PAI BENGUELA


Vem das costas da Africa,
Pai Benguela vem trabalhar,
Vem das costas da Africa
No barquinho de Iemanjá (bis)
Vem firmar seu ponto na areia de Oxalá
Para sarava os seus filhos no conga (bis)

19-VOVÓ JOANA


Vem, vem, vem, quem vem no redemoinho (bis)
É vovó Joana que vem pitando seu cachimbo (bis)
Vem defumar os filinhos atendendo a Iemanjá
Tirando toda mandinga, levando pro fundo do mar (bis)

20-PONTO DE PRETO VELHO


Eu vi velho do rio sentado na pedra fria,
com o seu rosário rezando Ave Maria (bis)
Que susto eu tive, quando avistei
Aquele velho sábio me apaixonei (bis)

21-PAI FABRÍCIO


Meu Pai Fabrício, na Umbanda é curador
Vem pro terreiro abençoar nosso conga
Oi viva as almas viva a Deus viva a meu Pai,
Quem caminha com esse velho só balança mas não cai (bis)

22-PONTO DE PRETO VELHO


Meu Santo Antônio pequenino
Olha esse mundo como está
Quem me abraçava antigamente
Hoje quer me apunhalar
Olha seu cordão preto,
Meu Santo Antônio
Eu também sou filho seu
Afastai meus inimigos,
Meu Santo Antônio
Pelo santo amor de Deus

23-PONTO DE PRETA VELHA


Ah! Vovó das almas, não me deixe andar sozinho
Toma conta dos inimigos, abre os meus caminhos
Se eu sou filho de Omulú, meu Pai, Meu Pai é Santo
Santo do Meu Axé, Santo do meu encanto

24-CAMBINA


Cambina mamanhê, Cambina Mamãenhã
Oi segura a Cambina que eu quero ver
Filhos de Umbanda não tem querer

25-VOVÓ CAMBINDA


Vovó Cambinda tem sua guia,
Trabalha de noite e reza de dia.
Vovó Cambinda quer encruzá,
Ponto de pemba no meu “congá”

26-CAMBINDA


Agô pro Povo d’Angola,
Agô pro Povo de Mina,
Saravá as Santas Almas,
Agô pra Vovó Cambinda. (bis)

27-PONTO DE PRETA VELHA


Preta Velha que vem d’Aruanda,
Saravando atabaque e congá. (bis)
Oi Saravando seus filhos,
Na fé do Pai Oxalá. (bis)

28-PONTO DE PRETO VELHO


Eu adorei as almas, eu adorei
Eu adorei as almas
Eu adorei as almas, no dia de hoje
Eu adorei as almas
Almas, de PAI MANÉ, eu adorei
Almas, de MARIA CONGA, eu adorei
Eu adorei as almas, eu adorei
Eu adorei as almas
Eu adorei as almas, no dia de hoje
Eu adorei as almas
Almas, de VOVÓ CAMBINDA, eu adorei
Almas, de VÓ GUILHERMINA, eu adorei
Eu adorei as almas, no dia de hoje
Eu adorei as almas

29-VÓ CATARINA


Saudai essa estrela de Jesus
Ela guiou e aos seus filhos deu a mão
No terreiro de umbanda ela é a luz
Ela curou com sua vibração
A sua força vem lá do cruzeiro
A simplicidade é o que me fascina
A lágrima representa o cativeiro
Anjo de Deus, salve a velha Catarina (bis)

30-VÓ CATARINA


Oi daí-lhes forças Jesus de Nazaré
Oi daí-lhes forças para vir trabalhar (bis)
Mas dizem que a umbanda tem mironga
Se tem mironga Catarina tem congá

31-VÓ CATARINA


Ela traz a sua rosa branca
E também traz a cruz de oxalá
Ela traz a sua rosa branca
E também traz a cruz de oxalá
Salve a velha catarina, salve a velha catarina
Que chegou neste congá
Salve a velha Catarina, salve a velha Catarina
Que chegou p´ra trabalhar


32- PONTO DE PRETO VELHO

Lá vem vovó
Descendo a serra com sua sacola
É com seu patuá
É com seu rosário
Ela vem de angola
Eu quero ver vovó
Eu quero ver
Eu quero ver
Se filho de pemba tem querer (bis)

33-PAI JOAQUIM


Pai Joaquim ê ê, Pai Joaquim ê á
Pai Joaquim veio de angola
Pai Joaquim vem de angola, angolá

34- PONTO DE PRETO VELHO


Arriou na linha de congo
É congo, é congo aruê
Quem trabalha na linha de congo
Agora que eu quero ver

35-PONTO DE PRETO VELHO


Eu vi num terreiro de umbanda
Um velho a trabalhar
Ele trabalha com a pemba
Mas quem manda na pemba é oxalá

36-PONTO DE PRETO VELHO


Os quindins, os quindins,
Os quindins, ô mujongo
Olha lá no mar
Olha lá no mar, ô mujongo
Olha mujomgo no mar
Sua terra é muito longe, ô mujongo
Ninguém pode ir lá
Ninguém pode ir lá, ô mujongo
Olha mujongo no mar

37-PONTO DE PRETO VELHO


Vovô não quer
Casca de coco no terreiro (bis)
P´ra não lembrar do tempo do cativeiro (bis)

38-PONTO DE PRETA VELHA 


Vovó tem sete saias
Na última saia tem mironga
Vovó vem da bahia
P´ra salvar filho de umbanda
Com seu patuá e figa de guiné
Vovó vem da bahia
P´ra salvar filho de fé

39-PONTO DE PRETO VELHO


Eu vi a mata estalando
Meu filho vá ver quem é
É a falange do congo
Que vem queimando guiné,

40-PONTO DE PRETO VELHO


Cadê a sua pemba
Cadê a sua guia
Sua terra é muito longe
Seu congá é na bahia (bis)

41-MARIA CONGA


Que baiana é aquela
Que vende na feira acarajé
E no seu balaio
Ela traz arruda ela traz guiné
Ela traz guiné é è
Ela traz guiné é é
Maria conga vem salvar filhos de fé

42-PONTO DE PRETA VELHA


Tia Maria Tia Mariana
Amarra a saia com a palha da cana
Se a palha da cana arrebenta
Preta velha você não se engana
Quê querê quê quê
Preta velha é de bom parecer

43-MARIA REDONDA


Filho se você precisar
É só pensar na vovó
Que ela vem te ajudar (bis)
É numa estrada longa, meu filho
Que você vai andar
Numa casinha branca, meu filho
A vovó está lá
Sentada num banquinho oco, meu filho
Com rosário na mão
Pensa na vovó Maria Redonda fazendo oração

44-PRETO VELHO


Eu já plantei café de meia
Eu já plantei canavial
Café de meia não dá lucro, sinhá dona
Canavial cachaça dá (bis)

45-CAMBINDA


Amarra o touro cambinda
Na porteira do mourão
O touro é bravo, cambinda
Amarra no portão

46-MARIA CONGA


Maria Conga!
O que é que você quer? (bis)
Quero pemba, quero guia,
Quero folha de guiné. (bis)

47-PONTO DE PRETO VELHO


Se não fosse as minhas almas
Meu cruzeiro se queimava (bis)
Ai ai ai meu cruzeiro se queimava (bis)
Se não fosse Pai Mané,
Meu cruzeiro se queimava
Se não fosse Maria Conga,
Meu cruzeiro se queimava
Se não fosse Guilhermina,
Meu cruzeiro se queimava
Se não fosse Vó Catarina,
Meu cruzeiro se queimava
Se não fosse Vovó Cambinda,
Meu cruzeiro se queimava
Ai ai ai meu cruzeiro se queimava (bis)

48-PONTO DE PRETA VELHA


Um galhinho de arruda
A vovó me deu
Um galhinho de arruda
Pra me proteger
Eu agradeço a essa linda Preta Velha
Um galhinho de arruda
Ela me ofereceu
Eu agradeço a essa linda Preta Velha
Pois em suas orações
Ela nunca me esqueceu

49-PONTO DE PRETA VELHA


A fumaça do cachimbo da vovó
Sobe bem alto
Só não ver quem não quer
O cachimbo da vovó tem mironga
Na barra da saia, Na sola do pé

50-PONTO DE PRETO VELHO


Pisei na pemba
A pemba balanceou
O mundo estava torto
Santo Antônio endireitou

51-PONTO DE PRETO VELHO


Meu Santo Antônio pequenino
Corre Umbanda devagar
Meu Santo Antônio pequenino
Corre Umbanda sem parar

52-PONTO DE PRETO VELHO


O Santo é que está de ronda
O meu Santo Antônio Aruandá
Na Aruandê,na Aruandê, na Aruandá
Santo Antônio na linha de Umbanda
É Ogum,
É o meu protetor
Santo Antônio é quem é meu padrinho
Neste mundo de Nosso Senhor

53- -PONTO DE PRETO VELHO
Meu Pai Antonio pequenininho, 
mas não me deixa andar sozinho (bis)
Arreia Pai Antonio Clareia Meus caminhos (bis)

54- PONTO DE PRETO VELHO

Meu cachimbo está no toco
Manda moleque buscar (bis)
No alto da derrubada
Meu cachimbo ficou lá (bis)
Que arruda tão bonita
Que Vovó mandou arrancar (bis)
Mas não chore meu netinho
Que Vovó manda plantar (bis)

55- -PONTO DE PRETO VELHO
Guilhermina cadê Catarina?
Foi lá no mato apanhar guiné
Diga a ela quando vier
Que suba as escadas
E não bata o pé

56- -PONTO DE PRETO VELHO
Nessa casa tem quatro cantos
Cada canto tem um santo
Pai e filho, Espirito Santo
Nessa casa tem quatro cantos
Zum zum zum

57- -PONTO DE PRETO VELHO
Olha só Jesus quem é
Eu rezo para santas almas
Inimigo cai e eu fico de pé

58- -PONTO DE PRETO VELHO
O preto por ser preto
Não merece ingratidão
O preto fica branco
Na outra encarnação
No tempo da escravidão
Como o senhor me batia
Eu chamava por Nossa Senhora, Meu Deus!
Como as pancadas doíam

59- VOVÓ CAMBINA


Cambina mamanhê
Cambina mamãenhã
Oi segura a Cambina que eu quero ver
Filhos de Umbanda não tem querer

60-CAMBINA


O Povo de Cambina
oi quando vem pra trabalhar
Todo o povo vem por terra
Cambinda vem pelo mar
Todo o povo vem por terra
Cambina vem pelo mar

61-REI CONGO


Rei Congo, Rei Congo
Cadê preto-velho?
Foi trabalhar na linha de Congo
É Congo, é Congo, é Congo
é de Congo, é de Congo aruêe
É Congo, é Congo, é Congo
Agora que eu quero ver…

62- PONTO DE PRETO VELHO
Tira o cipó do caminho, oi criança
Deixa a vovó atravessar
Eles vem chegando
São os preto velhos que vem trabalhar (bis)

63- -PONTO DE PRETO VELHO
Preto velho senta no toco
Faz o sinal da cruz
Pede proteção a Zambi
Para os filhos de Jesus
Cada conta do seu rosário
É um filho que ali está
Se não fosse os pretos velhos não sabia caminhar

64- PONTO DE PRETO VELHO
Preto velho nunca foi a cidade, oh cidade.
Fala na língua de zambi, oh cidade!
Preto velho nunca foi a cidade, oh cidade,
Fala na língua de zambi, oh cidade!

65-VOVÓ CAMBINDA
Pai Mané escreveu uma carta
Pra Vovó Cambinda ler
Não tinha papel nem tinta como é que ia fazer
Escreveu na areia (bis)
Ela é Cambinda firma ponto e não bambeia (bis)

66-PAI JOSÉ


Vó Cambinda, cadê Pai José

Está lá na roça colhendo café
Diz a ele que quando vier
Que suba a escada, não bata com pé

67-MARIA CONGA


Olhei pro céu vi uma estrela brilhando

Lá na pedreira eu vi pedra rolar
E os caboclos brincavam lá na aldeia
Uma sereia eu ouvi cantar no mar (bis)
E no seu canto ela me dizia
Que só queria ter asas para voar
Pra ir ao céu buscar a estrela que brilha
Maria conga enfeita nosso conga (bis)

68-PONTO DE PRETO VELHO

Que fumaça cheirosa vovó
Sai do seu cachimbo
Não sei se é arruda, vovó, ou manjericão
Só sei que essa fumaça vovó
Faz bem pro meu coração

69-PONTO DE PRETO VELHO


Eu andava perambulando

Sem ter nada pra comer
Eu pedi às Santas Almas para vir me socorrer
Foi as almas quem me ajudou, foi as almas que me ajudou
Meu divino Espírito Santo, viva a Deus, nosso Senhor.

70-PONTO DE PRETO VELHO 


Pam, Pam, Pam

Bateram na porta do céu
Pam, Pam, Pam
São Pedro abril pra ver quem é
Mas eram as almas Santas benditas
Que se pesaram na balança de Miguel.

71- PONTO DE PRETO VELHO
Foi, foi Oxalá, que mandou eu pedir
Que mandou implorar
Que as Santas Almas viessem me ajudar
Que eu fosse na calunga de joelho a implorar.

72- PONTO DE PRETO VELHO
Santo Antonio de Pemba,
Segura a curimba, segura o conga
Eu sou filho de Pemba
Não posso cair, e não posso tombar
Oi, como caminhou, meu pai, mas como caminhou
Santo Antonio de Pemba como caminhou

73- MALAQUIAS


Valei-me meu São Benedito

Saravá a sua coroa
Saravá meu Senhor do Bonfim
Meu senhor Malaquias
Saravá todo povo da Bahia

74-PAI MANÉ


Ele é pai de cabeça,

É o chefe do nosso conga
O vento que balança as águas na Bahia
Deixa o Pai Mané aqui passar
Hoje é dia de festa no terreiro do meu pai,
Sarava Pai Mané que ele é o nosso pai
Embala eu babá, embala eu
Embala eu babá, embala eu
Embala eu babá, embala eu
Embala eu babá, embala eu

75- PONTO DE PRETO VELHO
Eu fui na Bahia fazer uma promessa ao Senhor do Bonfim
Eu seguirei a minha banda até o fim
Me ajuda me dê paz e saúde, ó Senhor do Bonfim

76-PAI MANÉ


Pai, Pai Mané, nunca nos abandone

Toma conta do seu terreiro, toma conta do seu conga
Foi com almas, com as almas que eu conheci a macumba
Com as almas que eu conheci ………

77-CAMBINDA


No terreiro tem uma velha

Que não pode mais andar
Ela vai fazer macumba até o dia clarear
Dandá vovò
Segura o toro cambinda amarra no moira
Meu santo Antonio é paquenino, abra a porta do céu
Cambinda velha estremeceu, mas não saiu do moira
Bahia ô áfrica vem cá vem nos ajudar
Força baiana, força áfrica força divina vem cá
O barquinho de São Salvador
Chegou na Bahia todo carregado
Trouxe cravo, trouxe rosa
E a Vovó Rita que vinha do lado
Filho de fé vai esperar, esperar vovó
Chora meu cativeiro, meu cativero, meu cativerá
Quando batia 6 horas preta velha batia tambor
Ela ia pra sua urucaia saravá pai oxosse sarava pai xango
Chora meu cativeiro, meu cativero, meu cativerá
No tempo da escravidão cozinhava pra ela só
Preta velha não quer que eu coma
Abóbora, maxixe, quiabo e giló
Abóbora, maxixe, quiabo e giló
Desata o nó
Do caminho dos seus filhos
Eu plantei mandioca
Formiga comeu
Plantei, plantei não planto mais
Preto velho cadê seu borna, digui, na cancela ficou lá
Ontem eu sonhei que estava na Bahia….
Baiana do candomblé……..
Cadê a rosa, rosa baiana….
Vamos à praia dendê, quero
Sai de babado pimenta da costa colares e guias 
Ai como é lindo teu olhar
Ai como é lindo teu caminhar
Eu digo adeus
Está chegando a hora
Preto Velho se despede
E já vai embora

78- PONTO DE PRETO VELHO
Ai vovó eu tenho medo
Ai vovó eu tenho medo
Que a fumaça do cachimbo
descubra o meu segredo
Que a fumaça do cachimbo
descubra o meu segredo

79-PAI JOAQUIM 


Meu senhor da Senzala, meu Senhorzinho

Ele vem Cansado, Meu Pai Joaquim
Um grito de Liberdade Negro ecoou,
Quando Oxalá chamou,
Recebeu toda Paz, pela Humanidade
Hoje ele nos traz A Caridade
Luanda, Ôh! Luanda,
Como é tão lindo
Pai Joaquim em nossa Banda
Ôh! Luanda

80-CAMBINDA


Vó Cambinda vem de longe
De tão longe, cansada de caminhar
Ela vem devagarzinho Sinhazia,
Quase que não pode andar
Vó Cambinda vem de longe
De tão longe, Mas até que aqui chegou
O seu corpo está marcado, coitadinha
Do chicote do sinhô
Seu caminho era de espinho
Só de espinho
Mas agora é só de flor
Mas, quanta dor, quanta tristeza
Que a velha traz no coração
Quando ainda ela se lembra
Do tempo da escravidão
Oh Deus lhe salve a estrela guia
Nos tempos da salvação
Isabel a redentora
Pôs a luz na escuridão

81-PAI JULIÃO


Pai Julião é tão pequenininho
Ninguém sabe a força que esse velho tem

82- PONTO DE PRETO VELHO
Adorei as almas
As Almas me atenderam
Eram as santas almas lá do cruzeiro

83- PONTO DE PRETO VELHO
As almas já acenderam o candieiro
Êeh lá no fundo mar

84-PAI GUINÉ


É o vento que balança a folha ô Guiné

Êeh Pai Guiné, é o vento que balança a folha

85- PONTO DE PRETO VELHO
Preto na senzala bateu sua caixa deu “Viva Nhanhá”
Preto na senzala bateu sua caixa deu “Viva Nhônhô”
“Viva Nhanhá”! “Viva Nhônhô”!
Viva Nossa Senhora, o cativeiro já acabou

86-CAMBINDA


Ecoou, um canto vindo de longe, ecoou

Um lindo dia uma luz no céu brilho
Sob a Estrela Guia, iluminada chegou
A preta velha de Aruanda, luz divina
Recebeu de Oxalá o nome Vovó Cambinda

87- PONTO DE PRETO VELHO
Auê meu cativeiro
Olha meu cativeiro
Meu cativerá
Auê meu cativeiro
Meu cativeiro
Meu cativerá
Preto velho tava cansado
Ia pra senzala batia o tambor
Preto velho dava viva a iaiá
Dava viva à sinhá
Dava viva ao senhor

88- PONTO DE PRETO VELHO
Preto Velho trabalha sentado
Se for preciso trabalha em pé
Mandinga de preto velho
É galho de arruda e folha de guiné

89-TIA MARIA


Foi numa noite de lua

Que eu vi Tia Maria chegar
Ela estava tão serena
Sentada em seu congá
Lere lere
Ela vem nos saravá
Lere lere
Pra seus filhos abençoar
90-TIA MARIA


Quando o galo canta
As almas se levantam
E o mar recua
Os anjos do céu dizem amém
Tia Maria diz aleluia
Diz aleluia, diz aleluia
Tia Maria diz aleluia

91- PONTO DE PRETO VELHO
Galo cantou
E eu vi uma coral piar
Segura pemba, passa a mão na ferramenta
Pra salvar povo de Umbanda
E vamos trabalhar
Tira daqui, meus infio
Tira de lá
No congá olha a pemba de pai Oxalá

92-VOVÓ CAMBINDA


Vovó Cambinda mandou

Apanhar o seu foité
Ela quer um poquinho de vinho
Seu cachimbo com fumo, arruda e guiné
Eu pergunto à Vovó
É pra fazer mironga?
Eu pergunto à Vovó
É pra demandar ?
Quem pergunta quer saber
Eu não sei se a Vovó vai dizer

Conto de um Preto-Velho sobre a fofoca

Certa vez, uma jovem foi ter com um sábio para confessar seus pecados.
Ele já conhecia muito bem uma das suas falhas. Não que ela fosse má, mas costumava falar dos amigos, dos conhecidos, deduzindo histórias sobre eles.

Essas histórias passavam de boca em boca e acabavam fazendo mal – sem nenhum proveito para ninguém.
O sábio disse:
– Minha filha você age mal falando dos outros; tenho que lhe dar um dever. Você deverá comprar uma galinha no mercado e depois caminhar para fora da cidade. Enquanto for andando, deverá arrancar as penas e ir espalhando-as. Não pare até ter depenado completamente a ave. Quando tiver feito isso, volte e me conte.
Ela pensou como os seus botões que era mesmo um dever muito singular!
Mas não objetou. Comprou a galinha, saiu da caminhando e arrancando as penas, como ele dissera. Depois voltou e contou ao sábio.
– Minha filha – disse o sábio – você completou a primeira parte do dever. Agora vem o resto.
– Sim senhor, o que é?
– Você deve voltar pelo mesmo caminho e catar todas as penas.
– Mas senhor é impossível! Há esta hora o vento já as espalhou por todas as direções. Posso até conseguir algumas, mas não todas!
– É verdade, minha filha. E não é isso mesmo que acontece com as palavras tolas que você deixa sair? Não é verdade que você inventa histórias que vão sendo espalhadas por aí, de boca em boca, até ficarem fora do seu alcance? Será que você conseguiria segui-las e cancelá-las se desejasse?
– Não, senhor.
– Então, minha filha, quando você sentir vontade de dizer coisas indelicadas sobre seus amigos, feche os lábios. Não espalhe essas penas, pequenas e maldosas, pelo seu caminho. Elas ferem, magoam, e te afastam do principal objetivo da vida que é ter amigos e ser feliz! Pense nisso… Usando apenas lindas palavras…

O Cafezinho do Preto Velho

Vamos tentar entender uma historia de Um Preto Velho?

Conta uma lenda que ele jurou ao pé da cruz das almas, pois perdera muitos dos seus em doenças trazidas do ocidente, jurou que viveria seus últimos anos ao pé de uma cachoeira, embrenhada na mata seria ali sua morada, para encontra-lo somente os necessitados e aqueles que sabem seguir seu coração.

Mas vamos falar como tudo começou, ainda jovem nasceu em meio a uma guerra tribal na África, em 1820, tribos brigavam para ampliar seus domínios, não poupando sequer as mulheres e crianças, sua mãe já viúva de seu pai morreu em combate, concedeu-o em meio as matas, ao pé de uma cachoeira, qual foi ali banhado pela primeira vez, seu corpo frágil, mergulhado na águas frias por três vezes vês-lhe acordar para a vida, um preces a Obaluaê as amigas de sua mãe entoavam sua chegada, com um galho de arruda fora batizado no mesmo momento, para que não seguisse pagão, pois em meio da guerra travada, seria quase impossível qualquer sobrevivência, seu choro fora abafado rapidamente pela toalha roxa de Oxum, trazida na cabeça de velha rezadora que viera a convite de sua mãe, acenderam-se três velas em forma de um triangulo ao pé da cruz, para consagrar o mais novo filho aqui chegado, passara-se alguns anos deste dia, sua mãe muito velha e cansada retornou novamente a aquela cachoeira, pediu a Mamãe Oxum que guarda-se os dons e a vida daquele menino, voltou a aldeia e entregou-lhe a sua madrinha Sinhá benzedeira, disse-lhe que caso falta-se a ela as forças da caminhada nesta vida, cuida-se de seu filho como se fosse saída de seu ventre, concretizou-se o destino e sua mãe já não se encontrava entre nós no momento que sua madrinha começou a ensinar-lhe seu aprendizado, aprender a cuidar das mãos, como se fossem elas os transmissores da energia, aprendeu a plantar as ervas e também a colher-lhe o sumo da medicina, aprendeu a oferecer e praticar a gratidão sem receber nada em troca, caiu de joelhos aos Orixás da Cura e da condução das almas, montou seu consultório em uma casa de sape com paredes de barros e luz de lampião, sua maca era as folhas secas encontradas na mata, seu bisturi era os olhos dos animais sucumbidos pela velhice, em cada objeto depositara a energia aprendida com sua madrinha, de dia e de noite colhia as ervas, conforme a necessidade, nos filhos foi um agricultor, plantando o amor em seus corações, colhia os frutos desse amor todos os dias, pois não faltava-lhe comida e cobertor, doados por aqueles que receberam a cura através de suas mandingas, não faltava nada a ele, mas um certo dia, acontecera o pior dia em sua vida.

Invadida sua aldeia, feito escravo foram um a um conduzidos a um grande navio, valei-me meu Pai, esta foi sua ultima frase em terras africanas, nos dias que se seguiram foi trabalhando na cura dos amigos que lá se encontravam, muitas vezes seu suor servia de liquido na limpeza das feridas, morreram muitos, pois não tinha suas ervas a mão para produzir seus medicamentos, quando em terra, foi lhe dito para trabalhar na lavoura de café, café este que aprendeu a semear e cultivar, sementes que são colhidas e separadas, algumas viram a doce bebida e outras, voltam para a lida para semear a próxima colheita, dissera ele uma noite quando seus irmãos reunidos em volta da fogueira, o café que aqui plantamos percorrera anos a fio, a cada grão plantado será retirado um punhado para novamente ser plantado, estas sementes que plantamos agora seguira por muitos anos e talvez séculos a nossa frente, serão sempre sementes filhas daquelas que fertilizamos com nosso suor, quando beberem os cafés espalhados pelo mundo cultivadas nessa terra, ao qual será o maior distribuidor de café do mundo, sentiram nele o gosto da nossa liberdade, sentiram a fraquezas daqueles que lutaram ate o fim na lida, sentiras ao beber toda nossa dor e saudaras nossas almas com um copinho oferecido a nós quando virarmos Pretos velhos.

Será no café que levarei nossa energia, semente após semente com o prosseguimento da vida da mãe após filho será sempre a mesma semente plantada, do punhado retira-se algumas para plantar novamente formando assim o ciclo da vida do café que estes escravos plantaram um dia.

Quando acabou a escravidão já era muito velho nosso curandeiro, retirou-se e embrenhou-se na mata, levando consigo somente a roupa do corpo e um punhado de grãos de café nos bolso, construí uma cabana ao pé de uma cachoeira, viveu ali ainda por muitos anos, plantando e colhendo café, regava diariamente sua plantação com a água daquela cachoeira, distribuía o café feito e também seus grãos a todos que passavam por lá mas sempre era dado um punhado maior a todos que viajavam para longe, muitos não entendiam e alguns perguntavam o porque de receberem menos do que aqueles que viajavam, respondia com um grande sorriso intrigante, é que eles prometeram-me queimarem somente alguns grãos e o restante plantarem para assim semear o futuro.

Hoje este Preto Velho recebe um cafezinho nos terreiros, saúda Mamãe Oxum e sorri reconhecendo o sabor dos grãos aqui fecundados por ele.

Autor Emidio Campos

http://espadadeogum.blogspot.com.br/2009/08/o-cafezinho-do-preto-velho.html