Saiba quais os metais dos Orixás

metais dos Orixás

Uma lista dos metais dos orixás mais comuns.
Muitos dirigentes utilizam esse material para fundamentar a coroação de seus médiuns.
Não se trata de uma obrigatoriedade, apenas outra maneira de atrair uma maior energia ao campo vibratório do médium.
Caso você consiga um pedaço do metal do seu orixá de coroa, leve-o para cruzamento em um terreiro e use-o como amuleto ou como a entidade recomendar.
É mais uma forma de contar com a vibração energética de nossos Orixás.

Oxalá – Ouro
Iemanjá – Platina
Oxum – Prata
Iansã – Cobre
Ogum – Ferro
Xangô – Estanho
Nanã – Níquel
Oxóssi – Bronze
Obaluaiê – Chumbo

Fonte: http://aumbandacomoelae.blogspot.com/

Saiba mais sobre cada pedras dos Orixás na Umbanda

pedras dos Orixás

As principais pedras dos Orixás. Assim como os metais, adquirir uma pedra bruta, lapidada ou mesmo como pingente de seu orixá e carregar sempre consigo.

Ajuda a manter a ligação energética com ele.

Sempre lembrando que ela deve ser levada ao terreiro para imantação e cruzamento e usada conforme determinação da entidade chefe.

Oxalá – Quartzo branco
Iemanjá – Água marinha
Oxum – Safira
Iansã – Citrino
Xangô – Cornalina
Ogum – Rubi
Nanã – Ametista
Oxóssi – Jade
Obaluaiê – Ônix
Ibeji – Turmalina rosa
Exu – Ágata
Retirado: Umbanda Fé amor e Caridade

Faça você mesmo suas oferendas aos Orixás

OFERENDAS A EXÚ

– Defesa contra inveja e olho-grande.

Coloca-se um coco seco com uma vela acesa em cima, onde deverá permanecer por três dias consecutivos. No terceiro dia, despacha-se numa encruzilhada de quatro esquinas.

– Para limpeza da casa.

Pega-se um coco seco, pinta-se todo com uáji, rola-se pela casa de dentro para fora impulsionando-o com o pé esquerdo, como se fosse uma bola. Quando chegar na porta da rua, pega-se o coco com a mão esquerda, leva-se à uma encruzilhada aberta de quatro esquinas e ali, atira-se o coco no meio da encruzilhada com força, para que se quebre.

 

– Para problemas de saúde.

Pinta-se um coco seco com efun e depois unta-se todo com ori-da-costa ou, na falta deste, manteiga de cacau. Coloca-se o coco num prato branco diante de Exú e acende-se uma vela pedindo-se pela saúde da pessoa enferma. A vela deve ser substituída todos os dias, à mesma hora, e o pedido reiterado. No sétimo dia, logo que a vela termine, o coco deve ser levado e despachado na entrada.

– Para obter um amor.

Tomar banho de água de rio misturada à água de coco verde durante cinco dias seguidos.

– Para arrumar emprego.

Rala-se um coco seco e espreme-se a massa num pano branco. O sumo obtido é misturado a um copo de leite. Mistura-se com água de rio e toma-se três banhos no mesmo dia, sendo um pela manhã, um à tarde e um à noite.Pela manhã saia para procurar o emprego ou fazer entrevista de um.

 

OFERENDAS A OXOSSI

– Para estabilidade financeira.

Oferece-se, a Oxóssi, uma melancia aberta no meio e regada de caldo de cana; deixa-se diante de Oxóssi por três dias e despacha-se numa mata

– Para obter uma graça qualquer.

Sete romãs ; melado de cana; azeite de dendê; anis estrelado e efun ralado. Coloca-se

os romãs abertos dentro de um alguidar e, sobre eles, os ingredientes relacionados. Deixa-se diante de um altar ( que pode faze-lo em casa ) por sete dias com uma vela acesa, depois, despacha-se numa mata.

 

OFERENDAS A LOGUNEDÉ

– Pamonha que se oferece a Logunedé para agradecer ou alcançar uma graça .

Rala-se sete espigas de milho verde bem tenras. À massa obtida acrescenta-se coco ralado e açúcar. Envolve- se a massa nas folhas mais tenras que envolvem as espigas, formando uma espécie de trouxinha que se amarra em cima com palha da costa. Mergulha-se as trouxinhas em água fervente e retira-se logo em seguida. Deixa-se esfriar, abre-se as trouxinhas, arruma-se numa travessa ou prato de louça. Ao redor coloca-se fatias de coco seco cortado em tiras, rega-se com bastante mel e oferece-se ao Orixá. Despacha-se numa cachoeira.

– Para obter uma graça.

Pega-se um peixe dourado, limpa-se bem, retira-se as escamas e recheia-se com milho verde (grãos); milho torrado; cebola branca picada; pedacinhos de coco seco e 1 obí picado em pedacinhos pequenos. Costura-se o peixe, tempera-se com azeite de oliva e azeite de dendê; orégano em pó; coentro e vinho branco. Coloca-se para assar no forno. Quando o peixe estiver assado, retira-se do forno, coloca-se numa travessa e cerca-se de agrião ligeiramente fervido. Na boca do peixe introduz-se um papel com o pedido da graça que se deseja obter. Cobre-se com bastante mel de abelhas e vinho branco. Arreia-se nos pés de Logun e, no dia seguinte, despacha-se num rio de águas limpas.

 

OFERENDAS A IYEMANJÁ

– Para resolver uma situação impossível.

Cozinha-se um inhame grande até que fique bem macio. Coloca-se num recipiente qualquer e amassa-se com um garfo. À massa obtida acrescenta-se: farinha de milho bem grossa; meio copo de melado de cana; um pouquinho de azeite de dendê e um pouco de mel de abelhas. Mistura-se tudo muito bem e modela-se 7 bolas, que são arrumadas numa travessa branca. Sobre as bolas despeja-se bastante melado de cana; pó de efun e pó de peixe defumado. Oferece-se, diante do igbá, com uma vela acesa, deixando por sete dias. Despacha-se na beira do mar somente os ingredientes organicos..

– Para obter uma graça.

Pega-se um melão bem grande, abre-se uma tampa no alto e retira-se a polpa. Coloca-se, dentro da fruta, os seguintes ingredientes: Sete bolinhas de milho vermelho; sete bolas de inhame; sete rodelas cortadas de uma espiga de milho verde; sete peixinhos secos; sete cebolas brancas pequenas; sete bolas de arroz branco cozido; sete bolinhas pequeninas de ori-da-costa; sete colheres de óleo de amêndoa-doce; mel de abelhas e melado de cana. Coloca-se o melão num prato grande ou bandeja forrada com pano branco, diante de Iyemanjá e acende-se sete velas que devem ser renovadas por sete dias, tempo em que o adimú permanecerá diante do Orixá. Despacha-se na beira do mar somente os ingredientes orgânicos.

– Para prosperidade.

Colocar-se, aos pés de Iyemanjá, uma cesta com frutas variadas, cobre-se tudo com bastante folhas de beldroega (Planta herbácea, da família das cariofileas). Deixa-se, diante do Orixá, durante sete dias com uma vela votiva acesa. Findo o prazo, leva-se à uma praia e arreia-se na areia apenas as frutas.

– Para firmar a cabeça de uma pessoa.

Coloca-se a sopeira de Iyemanjá no solo, sobre uma esteira forrada de branco. Em volta coloca-se nove pratos brancos. Dentro de cada prato coloca-se um ovo de pata (cru); um pouco de mel de abelhas sobre os ovos; uma pequena porção de coco ralado e uma pitadinha de pó de efun. Ao lado de cada ovo, dentro dos pratos, acende-se uma vela de sete horas. A pessoa, depois de limpa e lavada com omi eró de folhas frescas de Iyemanjá, veste uma roupa branca e deita-se no quarto do Orixá por uma noite. No dia seguinte colocam-se os ovos dentro de uma cestinha de palha e despacha-se no mar, na sétima onda que bater, somente os ovos..

– Para resolver qualquer tipo de problema.

Pega-se 21 frutas de diferentes espécies, pica-se em pedaços bem pequenos e mistura-se dentro de uma tigela branca. Prepara-se um cozido com vinte e um diferentes tipos de legumes bem picados e cozidos em água pura. Separa-se os legumes em outra tigela branca. Cozinha-se, em água sem sal, vinte e um diferentes tipos de grãos como: milho, canjica, feijões de todos os tipos (menos preto), soja, arroz, etc. e separa-se tudo numa outra tigela. Coloca-se tudo dentro de um balaio, deixando que as coisas se misturem. Por cima coloca-se um pargo fresco de tamanho médio, em cuja boca, introduz-se um obí batá. Enfeita-se tudo com folhas de beldroegas e vinte e uma rosas brancas. Salpica-se vinho branco em cima, enfeita-se com fitas brancas, rendas, etc. Leva-se à praia e entrega-se à Iyemanjá ( deixando só o que está dentro do balaio, ) ,com muito orô e cantigas do Orixá.

– Adimú para agradar Iyemanjá e obter sua proteção.

Descasca-se sete cebolas brancas e frita-se, ligeiramente, em azeite de amêndoas. Depois de bem douradas as cebolas, abre-se nelas, com uma faquinha, um buraco onde se introduz um papel com o pedido que se deseja obter e um grãozinho de ataré. Coloca-se as cebolas num prato branco e se acrescenta, sobre elas, os seguintes ingredientes: Mel de abelhas; melado de cana; um pouco de vinho branco; um pouco de vinho tinto suave e bastante milho torrado. Deixa-se, durante sete dias, diante do igbá do Orixá, sempre com velas acesas. Despacha-se na beira da praia.

 

OFERENDAS A OXUN

– Para obter-se uma graça qualquer.

Num prato branco arruma-se: 5 ovos de galinha crus; 5 folhas de verbena (Lipia citriodora); uma conta de coral; um pedaço de azeviche; um molho de agrião que deverá ser arrumado em volta do prato, formando uma rodilha. Cobre-se tudo com bastante mel de abelhas, salpica-se pó de efun e arreia-se aos pés de Oxun com 5 velas acesas ao redor. Este adimú permanece por cinco dias nos pés do Orixá e é despachado numa cachoeira.

Para agradar e obter uma graça. Cozinha-se um inhame, amassa-se e mistura-se folhas de agrião bem picadinhas. Com a pasta modela-se 5 bolas. Depois de prontas as bolas de inhame, rola-se as mesmas sobre farinha de acaçá até que fiquem bem envolvidas. Numa travessa de barro, arruma-se as 5 bolas de inhame ao redor de um pargo assado ao forno. Sobre cada bola coloca-se uma pimenta ataré, uma moeda, um grão de milho e uma pétala de rosa amarela. Rega-se com um pouquinho de azeite de milho e bastante mel de abelhas, enfeita-se com galhos e folhas de agrião miúdo.

– Balaio para agradar Oxun. Pega-se um balaio grande com alça e enfeita-se à gosto com panos, fitas e rendas amarelas. Pronto o balaio, coloca-se dentro dele diversos tipos de frutas, sempre em cinco unidades. Acrescenta-se ainda bastante caramelos de leite e enfeita-se com folhas de hortelã. No meio das frutas coloca-se uma boneca vestida de amarelo, representando a própria Oxun. Deixa-se diante do Orixá por oito dias, findo os quais, despacha-se numa cachoeira. A boneca ficará, para sempre, junto ao igbá.

 

OFERENDAS A NANÃ

– Para problemas de saúde.

Pega-se 13 pargos frescos bem pequenos, arruma-se dentro de um prato de barro e tempera-se com azeite de dendê; mel de abelhas; melado de cana e vinho tinto seco. Arreia-se diante de Nanã e, depois de 13 dias, passa-se o prato com o adimú no corpo da pessoa enferma, leva-se a um pântano e enterra-se com tudo.

– Para saúde.

Pega-se 13 broas de milho, passa-se no corpo da pessoa e vai-se arrumando num alguidar de barro. Depois que todas as broas já estiverem no alguidar rega-se com azeite de dendê e vinho tinto seco, salpicando-se por cima pó de efun. Deixa-se diante do Orixá durante 13 dias, findos os quais, retiram-se as broas, substituindo-as por outras, agindo sempre da mesma forma. As broas retiradas são levadas e despachadas na porta do cemitério. A operação deve ser repetida até que a pessoa fique curada.

– Para obter uma graça.

Pega-se 13 cebolas roxas inteiras e frita-se ligeiramente em azeite de dendê. Prepara-se um pouco de pipoca em azeite de dendê, arruma-se a pipoca num alguidar e enfeita-se com as cebolas fritas. Deixa-se nos pés de Nanã por 13 dias. Despacha-se na beira de uma lagoa.

– Para prosperidade.

Assa-se, no forno, 13 fatias de berinjela. Depois de assadas unta-se com azeite de dendê; mel de abelhas e ori-da-costa. Arruma-se num alguidar e cobre-se com pipocas. Rega-se com vinho tinto seco. Despacha-se, depois de 13 dias, na beira de um poço que tenha água potável.

– Para conseguir uma graça.

Metade de uma cabaça bem limpa por dentro; 13 moedas pequeninas; 13 grãos de milho de pipoca que não tenham estourado ao se fazer pipocas para Omolú; 13 pedacinhos de coco seco; 13 sementes de anis estrelado; azeite de dendê; um pouco de melado de cana; azeite de dendê. Escreve-se, num papel qualquer, o que se deseja de Nanã. Coloca-se o papel dentro da cabaça e coloca-se todos os ingredientes por cima. Completa-se com canjica branca e rega-se com água de flor de laranjeira. Deixa-se nos pés de Nanã por 13 dias. Despacha-se nas águas de um rio.

 

OFERENDAS A OXUMARE

– Para agradar Oxumarê.

Cozinha-se uma batata doce e amassa-se bem, formando uma espécie de purê. Coloca-se a massa dentro de

um alguidar de barro e tempera-se com pó de ataré; pó de bejerekun; lelekun e bastante azeite de dendê. Arreia-se

para Oxumarê e deixa-se por 15 dias. Despacha-se no mato.

– Para obter uma graça.

Com a massa de uma batata doce cozida, modela-se uma cobra dentro de uma travessa de barro. Ao redor da cobra, arruma-se 15 ovos de galinha nos quais colocou-se, por uma pequena abertura feita numa das extremidades, os seguintes ingredientes (para cada ovo): 1 grão de ataré; 1 semente de fava de aridã; 1 semente de bejerekun e 1 grão de lelekun. Arreia-se diante do Orixá e despacha-se, no dia seguinte, nos pés de uma árvore frondosa.

 

OFERENDAS A XANGÔ

Para boa sorte.

Pega-se seis ovos de galinha d’Angola e unta-se as cascas com: Azeite de dendê; mel de abelhas; ori-dacosta; pó de efun e pó de osun. Coloca-se numa gamela ou alguidar de barro e sopra-se, em cima, vinho tinto e aguardente de cana. Deixa-se diante de Xangô por seis dias e depois, passa-se os ovos na pessoa, embrulha-se em pano vermelho e despacha-se aos pés de uma palmeira imperial.

– Para obter uma graça.

Compra-se o romã mais bonito que se puder encontrar, abre-se a fruta ao meio no sentido vertical e retira-se,

de seu interior, todas as sementes. Coloca-se, no lugar das sementes, um pouquinho de osun; um pedacinho do talo de comigo-ninguém-pode; um pouquinho de raspa de pó de cedro; um pouquinho de raspa de madeira de irôko; seis ataré; um pouquinho de azeite de dendê; mel de abelhas e um pouquinho de canela em pó. Une-se as duas partes do romã, envolve-se num pedaço de pano vermelho e enrola-se bem, com linha branca. Derrete-se, em banho-maria,uma quantidade de cera de abelhas. Na cera derretida vai-se mergulhando e retirando a bonequinha de pano com a fruta dentro, dando-se voltas para que a cera fique aderida ao tecido. Repete-se a operação até que se transforme numa bolota de cera. Deixa-se secar até que a cera fique bem durinha e, somente então, coloca-se dentro da gamela de Xangô, onde deverá permanecer até que a graça seja alcançada. Depois de atendido o pedido feito ao Orixá, despacha-se a bolota nos pés de uma palmeira real.

 

OFERENDAS A YEWÁ

– Para conquistar um amor impossível.

Um coração de cera dentro do qual se coloca os nomes das pessoas interessadas, escritos 7 vezes, um ao lado do outro. O papel, depois de escrito, é enrolado em forma de canudo e atravessado por sete agulhas de cozer. Coloca-se o tubinho dentro do coração de cera e acrescenta-se: Uma folha de abre caminho; uma folha de elevante; sete pétalas de rosa vermelha; um pedaço de talo de comigo-ninguém-pode; um pouco de pó de osun; pó de peixe defumado; milho torrado; azeite de dendê e mel de abelhas. Coloca-se o coração dentro de uma panelinha de barro, completa-se com azeite de oliva e entrega-se ao Orixá, com uma vela de sete dias acesa e pedindo-se o que se quer. Despacha-se num rio.

Para obter uma graça.

Cozinha-se sete raízes de mandioca pequenas, descascadas. Arruma-se numa travessa de barro e cobre-se com: melado de cana; açúcar mascavo; uma pimenta da costa em cima de cada raiz de mandioca; pedaços de coco cortados em tiras finas e mel de abelhas. Arreia-se diante de Yewá e despacha-se, sete dias depois, numa lagoa de água doce.

 

OFERENDAS À OIYÁ

– Para que Oyá trabalhe em uma determinada questão.

Prepara-se um bom molho com pimentão, tomate, cebola, alho e azeite de dendê. Prepara-se 9 acarajés. Sobre cada acarajé coloca-se um grão de ataré e uma moeda de cobre. Arruma-se os acarajés numa travessa de barro forrada com folhas de bambu e rega-se tudo com o molho. Arreia-se aos pés de Oyá e despacha-se, depois de dias num bambual.

Para dificuldades financeiras.

Prepara-se um boa quantidade de pipocas feitas no azeite de dendê, coloca-se num balaio e oferece-se à Oyá junto com Obaluaye. Prepara-se, em vasilhas separadas para cada Orixá, uma mistura de vinho seco com canela em pó e mel de abelhas. Acende-se uma vela para cada Orixá e despacha-se na estrada.

– Para evitar aborto com a proteção de Oyá.

Escolhe-se uma berinjela grande e bonita, corta-se em 9 fatias, frita-se em óleo de amêndoas. Corta-se, ao

meio, uma cabaça de pescoço, limpa-se por dentro e arruma-se ali as rodelas de berinjela fritas. Tempera-se com pó de peixe defumado, pó de preá; osun e efun. A cabaça é fechada e amarrada com fita vermelha. Coloca-se num alguidar e deixa-se diante do igbá de Oyá até o final da gravidez. Depois que a criança nascer deve ser mostrada ao Orixá e só então, a cabaça será despachada num pé de akokô.

– Para obter uma graça.

Frita-se 9 pedaços de mandioca cortados em rodela (não retirar a casca). Os pedaços de mandioca são fritos em azeite de dendê, em fogo brando para que fiquem bem passadinhos. Num alguidar arruma-se: Os 9 pedaços de mandioca fritos; 9 espigas de milho verde descascadas e limpas; 9 acarajés; 9 obís vermelhos (de quatro gomos); milho torrado; feijão fradinho torrado; azeite de dendê; mel de abelhas e pó de efun. Deixa-se 9 dias diante de Oyá e despacha-se numa praça pública .

 

OFERENDAS A OMOLU / OBALUAYE

Para saúde.

Pega-se 14 pãezinhos de sal frescos, passa-se no corpo da pessoa e vai-se arrumando num alguidar de barro. Depois que todos os pães já estiverem no alguidar rega-se com azeite de dendê e vinho tinto seco, salpicando-se por cima pó de efun. Deixa-se diante do Orixá durante sete dias, findos os quais, retiram-se os pães substituindo-os por outros, agindo sempre da mesma forma. Os pães retirados são levados e despachados na porta do cemitério. A operação deve ser repetida até que a pessoa fique curada.

– Para pedir prosperidade a Omolu.

Sete cebolas roxas descascadas e fritas em azeite doce; sete espigas de milho verde assadas na brasa; sete rodelas de pão de sal; sete rodelas de aipim cozido com casca; milho torrado; tremoços e pipoca feita no dendê. Arruma-se num alguidar, primeiro o milho torrado e os tremoços. Por cima dispõe-se as rodelas de aipim, as fatias de pão, as espigas e as cebolas. Rega-se com azeite de dendê e cobre-se com as pipocas. Deixa-se sete dias diante de Omolu e despacha-se no mato

 

OFERENDAS A OXALÁ

– Merengue para agradar OXALÁ

Bate-se oito, dez ou dezesseis claras de ovos em neve. Com as clara faz-se um monte sobre o qual se coloca uma pitadinha de efun e, ao redor, um obi branco de quatro gomos aberto, (cada pedaço do obí deve ficar de um lado do prato, em forma de cruz. Arreia-se aos pés de Oxalá o que se quer. (Para Oxaguian, faz-se com 8 claras, para Oxalufan, com dez ou dezesseis).

– Para problemas de caminhos fechados. Cozinha-se uma boa quantidade de canjica e separa-se a água em que foi cozida. Coloca-se a canjica numa tigela branca grande. Pega-se um igbín, meio metro de morim branco, uma garrafa com água de chuva e uma vela branca grande. Leva-se tudo ao alto de um morro e, num lugar limpo sob a sombra de uma árvore, arreia-se a tigela com a canjica sobre o pano branco. Molha-se o igbín, e coloca-se sobre a canjica dentro da tigela. Despeja-se o resto da água sobre o igbín, já sobre a tigela. Acende-se a vela, bate-se cabeça pedindo-se à Obatalá que, assim como aquele igbín vai encontrar seu caminho dentro da mata, que o caminho da pessoa seja aberto para o progresso, a paz e a harmonia. Ao retornar, toma-se banho com a água da canjica cozida misturada com água de poço. Veste-se roupa branca durante três dias e observa-se resguardo de boca e de corpo.

– Para obter prosperidade.

Retira-se a casca de um coco seco; rala-se a polpa e coloca-se numa tigela grande. Junta-se à isso um copo de leite de cabra, oito colheres de mel de abelhas; oito folhas de saião e uma bola de efun desfeita em pó. Bate-se bem a mistura no liqüidificador. Depois de bem batida, coloca-se a mistura num tigelão branco, cobre-se a tigela com algodão em rama e enche-se um prato com arroz branco cru. A tigela com o líquido é colocada dentro do prato, sobre o arroz. Coloca-se, junto ao arroz, uma boa quantidade de moedas. Deixa-se nos pés de Obatalá, de um dia para o outro, com uma vela acesa. No dia seguinte, despeja-se o líquido da tigela num balde, acrescenta-se água de poço e toma-se um banho da cabeça aos pés. O arroz deve ser cozido para ser comido normalmente, com todos os temperos comuns. As moedas são atiradas dentro do poço de onde se retirou a água para o banho.

 

OFERENDAS A OGUN

– Para obter uma graça qualquer do Orixá Ogun. 1 inhame-do-norte cozido; arroz cru; ori-da-costa; azeite de

dendê; mel de abelhas; melado de cana; 7 pimentas ataré e gin. Amassa-se o inhame cozido e mistura-se a massa

obtida com o ori-da-costa e o arroz. Com esta massa, preparam-se, modelando-se com as mãos, 7 bolas que, depois de prontas, serão arrumadas num alguidar de barro onde já se colocou o milho torrado. Acrescenta-se os demais ingredientes e oferece-se a Ogun, diante de seu igbá onde deverá permanecer por sete dias. Despacha-se na mata.

– Para apaziguar Ogun. Para acalmar a ira deste Orixá, basta oferecer-lhe uma melancia aberta e regada com melado de cana.

– Para que Ogun defenda uma casa de malefícios.

Uma faca de aço é colocada no fogo até que fique em brasa. Quando a lâmina da faca estiver acesa, pega-se, coloca-se em cima de Ogun e derrama-se sobre ele azeite de dendê de forma que o azeite escorra sobre a ferramenta do Orixá. Esta faca é embrulhada em pano vermelho junto com os seguintes ingredientes: 1 fava de ataré inteira; 7 grãos de milho torrados; sete pedacinhos de coco seco e um pouco de uáji. Envolve-se tudo, inclusive a faca, no pano vermelho e enrola-se, bem enrolado, com linha verde e linha azul. Somente a lâmina da faca deverá ser enrolada pelo pano e pelas linhas, o que formará uma espécie de bainha. Este fetiche deverá permanecer atrás da porta da casa e, todas as vezes em que Ogun comer, deverá ficar junto com ele, no igbá, durante todo o tempo do orô e enquanto durar o preceito.

Fonte: http://povo-umbanda.blogspot.com.br

Orixás do Gêge

No livro “Doutrina e Ritual de Umbanda”, descreve as linhas gerais dos Orixás ou voduns do culto Mina-Gêge. Os Gêges propriamente ditos denominam seus orixás de voduns, que têm semelhança com os orixás de Nagô. Variam os nomes, conforme se verá da seguinte comparação:

Nagô Congo
Exu Legbá
Ogún Gú
Oxôssi Aguê
Omolú Azoani ou Sakpate
Xangô Sobô ou Badê
Oxún Aziri
Oxalá Olissassa

ORIXÁS DO CONGO

A nação do Congo pratica rituais muito parecidos com os do Nagô. Os seus orixás, denominados inkissis, são os seguintes, comparados com os nagôs:

Nagô Congo
Olôrúm Zâmbi
Exu Bombonjira (masculino)
Exu Panjira (feminino)
Ogún Roximucumbi
Oxôssi Kibuco Motolombo
Omolú Kingongo
Nãnã Rodialonga
Yemanjá Dandalunda
Xangô Zaze
Yansã Kaiongo
Oxún Kissimbi
Assain Katende
Oxalá Lemba Di Lê

A origem dos Orixás para os Iorubas ou Nagôs

A concepção da origem dos orixás não é a mesma em todos os cultos de Umbanda. Assim, por exemplo, para os Iorubas, ou nagôs, o culto dos orixás ou bacuros não é exatamente o das forças da natureza. Pensam eles que a maioria dos orixás era, em sua origem, seres humanos privilegiados que possuíam poderes sobre as forças da natureza e que, ao invés de morrer, se transformaram em pedras, rios, árvores ou lagoas.
Daí a grande quantidade de lendas nagôs sobre a vida humana dos orixás, à semelhança das figuras da mitologia grega e romana. Os orixás deixaram descendentes diretos, os quais, segundo Pierre Verger, continuam o culto dos seus antepassados divinizados.
Nota-se, entretanto, que a tese nagô de seres privilegiados, porém, humanos, que controlavam as fôrças da natureza, concorda singularmente com a teoria filosófica da existência anterior de homens que dispunham de domínio sobre os elementos naturais. É a hipótese da decadência da humanidade atual, que sucedeu a outra incomparavelmente mais forte sob o ponto de vista espiritual.
Roger Bastide interroga: “Em que medida esses antigos reis e feiticeiros divinizados viveram e existiram, ou são a projeção, no passado, de simples imagens estabelecidas pela religião?”
Nós, todavia, acreditamos firmemente que os orixás são imateriais, são espíritos de luz que nunca se encarnaram em seres humanos, que nunca tiveram existência terrena, e que se manifestaram mediante “aparelhos” de sua escolha, isto é, “filhos de santo”.

Trecho retirado do livro: As Mirongas de Umbanda