O uso da Maconha na Umbanda

Já é sabido que maconha é considerado droga, assim como o cigarro e as bebidas alcoólicas, só sofre o preconceito da sociedade justamente pelo fato de não ser legalizada e consequentemente nenhuma empresa ganhar dinheiro com isso.

Eu sou totalmente contra maconha, aliás, sou totalmente contra qualquer tipo de psicotrópico, assim como não sou muito fã de cigarro e bebidas alcoólicas dentro dos terreiros, mas acho que dentro de um limite normal, pode ser aceitável.

Sobre a entidade solicitar maconha, é imperativo verificar se essa entidade está realmente firme, pois as entidades possuem grande conhecimento e com isso, grande poder afim de realizar seus trabalhos sem necessitar de artifícios telúricos, densos, além do mais, expor seu medium a uma situação complicada que é a utilização da maconha.

Aliado a esses fatores, fica aquele cheiro insuportável que só a maconha pode oferecer, deixando muitas das pessoas do ambiente constrangidas.

Minha opinião, primeiramente, se for realmente uma entidade solicitando esse artifício, cabe a nós a convencermos de tentar utilizar outro tipo de solução para o trabalho que a mesma está realizando, seja mesmo um charuto, trabalho com fundanga ou até mesmo a mistura de outras ervas.

Entre várias tribos indígenas a maconha é considerada uma erva sagrada, da mesma forma entre os rastafari e entre alguns adoradores de Shiva, na Índia. Seu uso, em um contexto religioso e equilibrado poderia ser positivo, mas como disse nosso amigo luz da Umbanda, seu uso por parte de viciados e traficantes desvirtuou seu efeito no plano astral. Quando um traficante usa o dinheiro do tráfico na compra de armas, por exemplo, isso também tras um prejuízo espiritual tb, sem falar nos poluentes, agrotóxicos, e outras drogas que podem ser misturadas a ela para potencializar o efeito. Seria diferente por exemplo se a planta fosse cultivada pelo próprio grupo, com regras e reverência. Hoje a entidade tem pleno conhecimento e poder de utilizar de outros meios para praticar a caridade e consequentemente a entidade não necessita estar em estado alfa para realizar o seu trabalho dentro do terreiro.

Em suma, eu sou totalmente contra e não recomendo a utilização de tais artifícios para a realização dos trabalhos dentro dos terreiros, porque se continuar assim, logo espíritos da linha de malandros solicitarão cocaínas, mentanfetaminas e outras drogas psicotrópicas.

Importante salientar que a longo prazo, faz tanto mal quanto cigarro e outras drogas e algo que é fato, essa história que a entidade leva todo o mal causado pelo cigarro ou pela bebida, é ilusão, sempre, sempre ficará uma sequela em sua matéria de quaisquer substâncias utilizadas durante o trabalho mediúnico.

Já vi bons médiuns, aliás, excelentes médiuns terem pequenos problemas pulmonares ou outros sintomas causados pelo fumo e os mesmos, só utilizavam durante os trabalhos, eu mesmo, nunca fumei, só dentro do terreiro que uma entidade ou outra solicitava o cachimbo para realização dos trabalhos.

Importante salientar também que o fumacê, além de ser muito bom em certos trabalhos, atua como efeito “placebo” na cabeça do consulente.

Toda planta é obra de Deus e é sagrada. E quanto mais sagrada, mais sua profanação traz conseqüências negativas.

 


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