Mensagem de um evangélico sobre o apedrejamento da menina de 11 anos

Posto essa mensagem para alertar aos irmãos que não são todos evangélicos que apoiam essa conduta anti-cristã ocorrida pela jovem no último dia 11.

Texto de Ronilso Pacheco

Não me levem a mal, mas essa história de que a agressão sofrida pela menina CANDOMBLECISTA de 11 anos, foi um caso isolado e que não devemos generalizar se referindo a todos os evangélicos, é o mesmo que agredi-la pela segunda vez, agora, dizendo que “nós não temos nada com isso”. Mas nós temos. Se sou evangélico, sou responsável. Se você é evangélico, você é responsável. Quem atirou aquela pedra fomos nós. Quem atirou aquela pedra foi cada uma das nossas igrejas que faz uma semana de sermões sobre a igreja perseguida, como se apenas cristãos fossem perseguidos no mundo, mas se cala diante da demonização das religiões de matriz africana, do nosso lado, na nossa vizinhança.

Quem atirou aquela pedra foi cada líder, cada pastor, que vai fazer de conta que isso não aconteceu, e no próximo domingo vai pregar sobre qualquer coisa, menos exortar os seus membros sobre o pecado do preconceito e da intolerância. Porque nossa cultura evangélica é arrogante e presunçosa, à revelia das boas convivências, familiares e afetivas, que às vezes resistem as diferenças religiosas. Das nossas escolas dominicais aos nossos sermões, passando pelos nossos seminários e missões, em tudo que temos feito permanece a desqualificação da religião do outro. Nós apedrejamos uma menina de 11 anos. Isso não é um fato isolado não. Isso é prática recorrente. Então, se nós não queremos apedrejá-la novamente, nós temos que reconhecer que nossa índole de tolerância é na verdade intolerante, excludente, competitiva, maldosa. Esse nosso evangelho tem negado o Evangelho.

Nós deveríamos lavar os pés desta menina. Deveríamos lhe pedir publicamente perdão, abraçá-la, expor a solidariedade. Porque até agora, o que tem sido um caso isolado é o pedido de perdão e a solidariedade com as pessoas de religião de matriz africana. As agressões e o preconceito, sejamos sinceros, tem sido sim generalizado.


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