Significado dos gráficos de Radiestesia SCAP

radiestesia

Também conhecido no meio esotérico como Scap, Radiestesia ou apenas pelo nome André Felipe.

Este gráfico sempre se demonstrou muito eficaz para limpeza e equilíbrio de energia oriunda de aparelhos eletroeletrônicos ( celulares, computadores, etc ).

Muitas pessoas  o utilizam também como um grande protetor, até mesmo dobrado dentro da carteira.

Se observarmos a construção e forma, podemos ver que são 3 triângulos sobrepostos, o primeiro, central e menor, com o vértice para cima, o segundo com o vértice para baixo onde as letras Y, W e H se posicionam nas junções dos mesmos.

As letras Y, W e H estão correlacionadas a máxima hebraica Yod ( Y ), He ( H ), Wav ( W ) He ( repetição do primeiro ).

E por fim o terceiro e último triângulo com o vértice para cima se sobrepondo aos outros dois e com uma cruz em cada uma de suas pontas.

Quando este gráfico é aplicado sobre o local desequilibrado, o desenho que se encontra em primeira dimensão, fazinvisivelmente aos nossos olhos, a forma proposta pelo mesmo, ou seja, os triângulos são dobrados em cada um de seus lados, formando a forma equilibrante na quarta dimensão.

Quando é detectado desequilíbrio em aparelhos eletroeletrônicos, grandes formadores de energia desequilibrante, deve  ser colocado com a letra Y para cima, neutralizando as energias nocivas provenientes do aparelho.

Na limpeza de pessoas, quando este gráfico é indicado, deve-se nortear o ângulo correspondente a letra Y, colocando o testemunho dentro do triângulo central.

Fonte: Nilton

A Importância da Cabaça na Umbanda

A cabaça é um fruto vegetal com larga utilização na Umbanda. É o fruto da cabaceira (Cucurbita lagenaria L.) e basicamente tem uma forma arredondada e um pescoço curto ou longo, podendo tomar outras formas, dando–lhe assim condições de ter diversas utilizações. Depois de extraída, torna-se seca e sólida.
Por dentro possui algumas sementes. Quando cortada, deve-se retirar a polpa, deixando-a secar, para ser usada como utensílio. Inteira, é denominada cabaça; cortada, é cuia ou coité, e as maiores são denominadas cumbucas.
Na Umbanda, sua utilização é ampla, tomando nomes diferentes de acordo com o seu uso, ou pela forma como é cortada. Cortada em forma de prato é o recipiente para a comida. Cortada acima do meio, forma uma vasilha com tampa, tomando o nome cuia do Axé, e é utilizada para colocar os símbolos do poder após a obrigação de sete anos do médium que permitirá este médium abrir uma Casa de Umbanda.

Cabaças minúsculas são colocadas como depósito dos seus remédios. Com o corte ao cumprido, torna-se uma vasilha com um cabo, chamada de cuia, e serve para colher o material de oferecimento ou para colher as águas do banho de folhas. Inteira e revestida de uma rede de malha será o Agbè, instrumento musical usado pelos Ogans durante os toques e cânticos.

Uma cabaça com o pescoço comprido em forma de chocalho é agitada com as suas sementes, fazendo assim o som do Séré, forma reduzida de Sèkèrè, instrumento.
Utilizada como elemento energético, mágico e natural pelos Pretos Velhos, Caboclos.

A cabaça representa o “pote” que guarda todos os mistérios da cura, da vida e da morte’, é um elemento vegetal poderosíssimo e de grande valor simbólico.

Substituindo os copos por cabaças, o vinho e a água servido aos Pretos Velhos, Caboclos terão um valor energético a mais.

Nas oferendas a substituição também é muito bem aceita e importante, afinal é natural, tem valor energético, tem simbologia e é biodegradável.

Tomar banho com as sementes da cabaça é excelente para descarregar o campo mediúnico, favorecendo o equilíbrio mediúnico e a harmonização emocional.

Cortada horizontalmente pode ser utilizada nos Rituais de Amaci, evitando qualquer outro elemento impróprio para a ocasião.

Mais do que isso é oferecer algumas cabaças para os Pretos Velhos, Caboclos e perceberemos quantas mirongas, quantas magias, são feitas com a cabaça.

A vida e os mistérios do guerreiro São Jorge

Dizem que ele resistiu a venenos, ressuscitou 300 mortos, derrotou um dragão. Dizem. Porque a existência de São Jorge é, de longe, uma das mais questionadas do cristianismo. Os documentos que comprovariam sua trajetória foram destruídos ao longo de dois séculos pela própria Igreja, temorosa de que a fama do mártir pudesse obscurecer até a de Jesus. Para especialistas ouvidos pelo GLOBO, a tentativa de apagar a biografia do santo teve efeito inverso — em vez de retirá-lo dos altares, fortaleceu a sua devoção. A imagem do guerreiro sobre um cavalo conquistou de cruzados ingleses a escravos africanos, e o reconhecimento final veio nos últimos 15 anos, quando ele ganhou definitivamente o crédito de “santo de máxima importância”.

— São Jorge assumiu uma aura importante por ter resistido à tentativa da Igreja de eliminá-lo. Isso surtiu um efeito contrário: estimulou o seu culto — conta Ivan Manoel, professor do Departamento de História da Unesp em Franca. — A figura de um guerreiro contra o dragão é a síntese da batalha do Bem contra o Mal. Ele é o santo das dificuldades, o que todo mundo sofre de alguma forma.

No século passado, aliás, até o status de santo, obtido em 494, foi ameaçado.

— Como não havia uma comprovação científica dos milagres de São Jorge, em 1960 sua celebração foi redefinida pelo Papa João XXIII como apenas uma comemoração — destaca Malga di Paula, autora de “Meu São Jorge da Capadócia” (editora Caras), que foi à Turquia 25 vezes para resgatar as histórias do santo. — Nove anos depois, Paulo VI afirmou que o dia 23 de abril seria apenas de memória facultativa, alegando que a existência de São Jorge não era claramente comprovada. Foi só em 2000, com João Paulo II, que ele recuperou o status de figura de “máxima importância” na Igreja.

RESISTÊNCIA AO PAGANISMO

Os mistérios sobre os rumos de São Jorge começam no berço. A versão mais aceita é a de que ele nasceu no ano 280, na Capadócia, um refúgio cristão na atual Turquia. Mudou-se com a mãe para a Palestina na adolescência e se alistou no Exército romano. Na volta de uma guerra no Egito, questionou a perseguição aos cristãos comandada pelo coimperador Galério, que queria forçar os militares a se converter ao paganismo. Foi preso e torturado. Passou por uma roda em que os músculos são esticados ao máximo, chicoteado e, depois, teve as feridas queimadas. Terminou degolado no dia 23 de abril de 303. Sua tumba está até hoje em uma igreja na cidade de Lod, em Israel.

Até perder a cabeça, porém, o santo teria passado por outras provações — ao menos é o que dizem as lendas.

— Entre cada tortura, o imperador lhe perguntava se ele renunciava à sua religião. São Jorge não cedia e, diante de sua perseverança, muita gente se converteu ao cristianismo — destaca Marília Lamas, autora do livro “São Jorge: a saga do santo guerreiro” (editora Inspira), que será lançado no dia 15. Até o feiticeiro que tentou envenená-lo mudou de religião.

Diversos documentos sobre o santo começaram a surgir a partir do século VI. No entanto, em 680, um concílio em Constantinopla avaliou que parte das histórias sobre os mártires eram apócrifas, e que estas narrativas poderiam levar os fiéis à criação de cultos e seitas. Muitas mensagens foram destruídas, inclusive possíveis relatos sobre a origem de São Jorge.

— As histórias eram recheadas de fábulas. Algumas diziam que São Jorge ressuscitou 300 mortos. Ele parecia mais grandioso do que Jesus — diz Malga.

Ainda assim, no século XI, surgiu mais uma lenda sobre São Jorge.

— Ele teria salvado a filha de um rei de ser devorada por um dragão que vivia dentro de um lago na cidade de Selem, na Líbia. — assinala Marília. — O cavaleiro conseguiu domar a fera e a levou para o povo assustado. Disse que a mataria se todos se convertessem ao cristianismo. Naquele dia, todos foram batizados. A história foi incluída 200 anos depois na “Legenda áurea”, uma coletânea de biografias de santos, que até hoje é uma referência no estudo da religião. Por muitos anos, ela foi mais vendida do que a própria Bíblia.

Além do dragão, São Jorge teria socorrido os cavaleiros da Primeira Cruzada, em 1098, em uma batalha contra os muçulmanos em Antioquia (situada na atual Turquia). Em 1190, na Terceira Cruzada, o rei Ricardo Coração de Leão nomeou o santo como protetor de uma das expedições e desenhou uma cruz vermelha no uniforme dos militares, “a cruz de São Jorge”, que hoje está presente na bandeira da Inglaterra. Do território britânico, o santo se espalhou para o resto da Europa, inclusive Portugal, onde “São Jorge!”, tornou-se um grito de batalha no século XIV.

UM DISFARCE PARA OGUM

E aí foi a vez do Brasil. Aqui, São Jorge chega como o “santo estatal”, imposto pelos conquistadores aos índios e escravos africanos. Mas os negros logo deram um jeito para que a umbanda e o candomblé resistissem na colônia onde o catolicismo era a religião obrigatória.

— Para sobreviver no Brasil colonizado pelo branco europeu, o candomblé teve de se adaptar como uma religião secundária — explica Marília. — Para não serem descobertos e reprimidos pelos senhores, os escravos, em seus rituais religiosos, fingiam adorar um santo da Igreja, mas, na verdade, estavam cultuando o orixá correspondente àquele santo. São Jorge é Ogum, o orixá da guerra, do combate, do ferro e da metalurgia.

Para Ivan Manoel, a nova identidade do santo foi fundamental para consolidá-lo como um dos santos mais populares do Brasil.

— O sincretismo religioso assegurou o culto a São Jorge. Ele foi uma das figuras mais grandiosas do candomblé — avalia. — Também vale destacar como a imagem do cavaleiro contra um monstro pode ser interpretada de inúmeras formas. Na minha opinião, o dragão de São Jorge é o imperador romano que lutou contra o cristianismo.

Até os comunistas brasileiros criaram uma versão para a figura sagrada. Nos anos 1930, o comissário de guerra soviético Leon Trotsky foi caricaturado como São Jorge, enfrentando o dragão da contrarrevolução. Ele aparece montado em um cavalo branco, usando uma capa vermelha e, em seu escudo, há o desenho da foice e do martelo, que juntos formam o símbolo do comunismo. Na correspondência clandestina no país, seus partidários o chamam de Ogum. Foi mais uma das muitas facetas de São Jorge, o mártir cuja espada cortou todas as tentativas de desconstruí-lo.

Fonte: Jornal O Globo

O Mistério da Cruz do Preto Velho

Cruz do Preto Velho

Conta uma outra lenda que esse gesto de cruzar o solo ou a si mesmo só foi adotado pelos cristãos quando um “padre” romano, atiçado pela curiosidade, perguntou a um serviçal de sua igreja o porque dele cruzar o solo antes de entrar nela para limpá-la … e o mesmo fazia ao sair dela.
O serviçal, um negro já idoso que havia sido libertado pelo seu amo romano quando já não podia carregar os seus pesados sacos de pedras ornamentais, e que andava arqueado por causa de sua coluna vertebral ter se curvado de tanto peso que ele havia carregado desde jovem, ajoelhou-se, cruzou o solo diante dos pés do padre romano e, aí falou:
– Agora já posso contar-lhe o significado do sinal da cruz, amo padre!
– Por que, só após cruzar o solo diante dos meus pés, você pode revelar-me o significado do sinal da cruz, meu negro velho?
– É porque eu vou falar de um gesto sagrado, meu amo. Só após cruzarmos o solo diante de alguém e pedirmos licença ao seu lado sagrado, esse lado se abre para ouvir o que temos a dizer-lhe.
– Se você não cruzar o solo diante dos meus pés o seu lado sagrado não fala com o meu? É isso, meu negro velho e cansado?
– É isso sim, meu amo. Tudo o que falamos, ou falamos para o lado profano ou para o lado sagrado dos outros com quem conversamos! Como o senhor quer saber o significado do sinal da cruz usado por nós, os negros trazidos desde a África para trabalharmos como escravos aqui em Roma e, porque ele é um sinal sagrado, seu significado só pode ser revelado ao lado oculto e sagrado de seu espírito. Por isso eu cruzei o solo diante dos seus pés, pedi ao meu pai Obaluaiê que abrisse uma passagem entre os lados ocultos e sagrados dos nossos espíritos senão o senhor não entenderá o significado e a importância dos cruzamentos… e das passagens.
O padre romano, ouvindo as palavras sensatas daquele preto, já velho e cansado de tanto carregar os fardos de pedras ornamentais com as quais eles, os romanos, enfeitavam as fachadas e os jardins de suas mansões, sentiu que não estava diante de uma pessoa comum, mas sim diante de um sábio amadurecido no tempo e no trabalho árduo de carregar fardos alheios.
Então o padre romano convidou o preto, velho e cansado, a acompanhá-lo até sua sala particular localizada atrás da sacristia.
Já dentro dela, o padre sentou-se na sua cadeira de encosto alto e confortável e indicou um banquinho de madeira para que aquele preto velho se sentasse e lhe contasse o significado do sinal da cruz.
O velho negro, antes de sentar-se, cruzou o banquinho e isto também despertou a curiosidade de empertigado padre romano, sentado em sua cadeira mais parecida com um trono, de tão trabalhada que ela era.
– Por que você cruzou esse banquinho antes de se assentar nele, meu preto velho?
– Meu senhor, eu só tenho essa bengala para apoiar meu corpo arqueado. Então, se vou sentar-me um pouco, eu cruzei esse banquinho e pedi licença ao meu pai Obaluaiê para assentar-me no lado sagrado dele. Só assim o peso dos fardos que já carreguei não me incomodará e poderei falar mais à vontade pois, se nos assentamos no lado sagrado das coisas deixamos de sentir os “pesos” do lado profano de nossa vida.
O padre romano, de uma inteligência e raciocínio incomum, mais uma vez viu que não estava diante de uma pessoa comum, e sim, diante de um sábio que, ainda que não falasse bem o latim, (a língua falada pelos romanos daquele tempo), no entanto falava coisa que nem os mais sábios dos romanos conheciam.
O velho preto, após assentar-se, apoiou a mão esquerda no cabo da sua bengala e com a direita estralou os dedos no ar por quatro vezes, em cruz e aquilo intrigou o padre romano, que perguntou-lhe:
– Meu velho preto, porque você estralou os dedos quatro vezes, cruzando o ar?
– Meu senhor, eu cruzei o ar, pedindo ao meu pai Obaluaiê que abrisse uma passagem nele para que minhas palavras cheguem até os seus ouvidos através do lado sagrado dele senão elas não chegarão ao lado sagrado de seu espírito e não entenderás o real significado delas ao revelar-lhe um dos mistérios do meu pai.
– Então tudo tem dois lados, meu preto velho?
– Tem sim, meu senhor.
– Porque você, agora, já sentado e bem acomodado, fala mais baixo que antes, quando estava apoiado sobre sua bengala?
– Meu senhor, quando nos assentamos no lado sagrado das coisas, aquietamos nosso espírito e só falamos em voz baixa para não incomodarmos o lado sagrado delas.
– Entendo meu velho. – murmurou o padre romano, curvando-se para melhor ouvir as palavras daquele preto velho. Conte-me o significado do sinal da cruz!
E o preto velho começou a falar, falar e falar. E tanto falou sobre o mistério do cruzamento que aquele padre (que era o chefe da igreja de Roma naquele tempo quando os papas ainda não eram chamados de papa) começou a entender o significado sagrado do sinal da cruz e começou a pensar em como adaptá-lo e aplicá-lo aos cristãos de então.
Como era um mistério do povo daquele preto, já velho e cansado de tanto carregar fardos de pedras ornamentais alheias, então pôs sua mente arguta e agilíssima para raciocinar.
E o padre romano pensou, pensou e pensou! E tanto pensou que criou a lenda dos três reis magos, onde um era negro, em homenagem ao sábio preto velho que, falando-lhe desde seu lado sagrado e interior, havia lhe aberto a existência do lado sagrado das coisas; o da existência de passagens entre esses dois lados, etc.
Enquanto ouvia e sua mente pensava, a cada revelação do preto, já velho e cansado, seus olhos enchiam-se de lágrimas e mais e mais ele se achegava chegando um momento em que ele se assentou no solo à frente do preto velho para melhor ouvi-lo, pois não queria perder nenhuma das palavras dele.
E aquele padre, que era o chefe de todos os padres romanos, diariamente ouvia por horas e horas o preto velho, e depois que o dispensava, recolhia-se à sua biblioteca e começava a escrever os mistérios que lhe haviam sido revelados.
Aos poucos estava reescrevendo o Cristianismo e dando-lhe fundamentos sagrados.
– Ele escreveu a lenda dos três reis magos, onde um dos magos era um negro muito sábio.
– Ele mudou o formato da cruz em X onde Cristo havia sido crucificado e deu a ela a sua forma atual, que é uma coluna vertical e um travessão horizontal.
– Também determinou que em todos os túmulos cristãos devesse haver uma cruz, que é o sinal da passagem de um plano para o outro, segundo aquele preto velho.
– “Ele criou a figura de Lázaro, cheio de chagas, para adaptar o orixá da varíola ao Cristianismo”. Na verdade, ele criou o sincretismo cristão, e dali em diante muitos outros “padres de todos os padres”, uma espécie de “cappo de tutti capos”, (os papas) começaram a adaptar os mistérios de muitos povos ao Cristianismo, fundamentando a crença dos muitos seguidores de então da doutrina humanista criado por Jesus. E criaram concílios para oficializá-los e torná-los dogmas.
Poderíamos falar de muitos dos mistérios alheios que os padres romanos adaptaram ao Cristianismo. Mas agora, vamos falar somente dos significados do mistério da cruz e dos cruzamentos, ensinados àquele padre por um preto velho.
1º) O ato de fazer o sinal da cruz em si mesmo tem esses significados.
a) Abre o nosso lado sagrado ou interior para, ao rezarmos, nos dirigirmos às divindades e a Deus através do lado sagrado ou interno da criação.
Essa forma é a da oração silenciosa ou feita em voz baixa. Afinal, quando estamos no lado sagrado e interno dela, não precisamos gritar ou falar alto para sermos ouvidos.
Só fala alto ou grita para se fazer ouvir quem se encontra do lado de fora ou profano da criação. Esses são os excluídos ou os que não conhecem os mistérios ocultos da criação e só sabem se dirigir a Deus de forma profana, aos gritos e clamores altíssimos.
b) Ao fazermos o sinal da cruz diante das divindades, estamos abrindo o nosso lado sagrado para que não se percam as vibrações divinas que elas nos enviam quando nos aproximamos e ficamos diante delas em postura de respeito e reverência.
c) Ao fazermos o sinal da cruz diante de uma situação perigosa ou de algo sobrenatural e terrível, estamos fechando as passagens de acesso ao nosso lado interior, evitando que eles entrem em nós e se instalem em nosso espírito e em nossa vida.
d) Ao cruzarmos o ar, ou estamos abrindo uma passagem nele para que, através dela, o nosso lado sagrado envie suas vibrações ao lado sagrado da pessoa à nossa frente, ou ao local que estamos abençoando (cruzando).
e) Ao cruzarmos o solo diante dos pés de alguém, estamos abrindo uma passagem para o lado sagrado dela.
f) Ao cruzarmos uma pessoa, estamos abrindo uma passagem nela para que seu lado sagrado exteriorize- se diante dela e passe a protegê-la.
) Ao cruzarmos um objeto, estamos abrindo uma passagem para o interior oculto e sagrado dele para que ele, através desse lado seja um portal sagrado que tanto absorverá vibrações negativas como irradiará vibrações positivas.
h) Ao cruzarmos o solo de um santuário, estamos abrindo uma passagem para entrarmos nele através do seu lado sagrado e oculto, pois se entrarmos sem cruzá-lo na entrada estaremos entrando nele pelo seu lado profano e exterior.
i) Ao cruzarmos algo (uma pessoa, o solo, o ar, etc.) devemos dizer estas palavras: – Eu saúdo o seu alto, o seu embaixo, a sua direita e a sua esquerda e peço-lhe em nome do meu pai Obaluaiê que abra o seu lado sagrado para mim.
Outras coisas aquele ex-escravo dos romanos de então ensinou àquele padre de todos os padres, que era altivo e empertigado, mas que gostava de sentar-se no solo diante daquele sábio preto, já velho e muito cansado. Era um tempo que os políticos politiqueiros romanos estavam de olho no numeroso grupo de seguidores do Cristianismo e se esmeravam em conceder aos seus bispos e pastores, certas vantagens em troca dos votos deles que os elegeriam.
Também era um tempo em que era moda aqueles bispos e pastores (digo padres), colocarem nos púlpitos pessoas que davam fortes testemunhos, ainda que falsos ou inventados na hora para enganar os trouxas já existentes naquele tempo em Roma, tanto na plebe como nas classes mais abastadas.
E olhem que havia muitos patricinhos e patricinhas (digo, patrícios e patrícias) com grande peso na consciência que acreditavam no 171 (digo discursos) daqueles ávidos padres romanos, que prometiam-lhes um lugar no paraíso assim que se convertessem ao Cristianismo!
Mas os padres daquele tempo pensavam em tudo e espalharam que quem fizesse grandes doações à igreja seria recompensado com uma ampla e luxuosa morada, um palacete mesmo, no céu e bem próximo, quase vizinho de onde Jesus vivia.
A coisa estava indo bem mas, havia espaço para melhorar mais ainda a situação da igreja romana daquele tempos e alguns padres, versados no grego, se apossaram do termo “católico” que significava “universal” e universalizaram suas praticas de mercadores da fé.
Como estavam se apossando de mistérios alheios um atrás do outro e começaram a ser chamados de plagiadores, então fizeram um acordo com um imperador muito esperto mas, que estava com seus cofres desfalcados, à beira da bancarrota (digo, deposição), acordo esse que consistia em acabar com as outras religiões.
No acordo, o imperador ficava com os bens delas (tesouros acumulados em séculos, propriedades agrárias e imóveis bem localizados) e os padres de então ficariam com todos os que se convertessem e começassem a pagar um dízimo estipulado por eles.
O acordo era vantajoso para ambos os lados envolvidos e aqueles padres de então, para provar ao imperador suas boas intenções, até o elegeram chefe geral da quadrilha (digo, hierarquia), criada recentemente por eles, desde que editasse um decreto sacramentando a questão dos dízimos cobrados por eles.
Outra exigência daqueles pastores (digo padres) de então foi a de estarem isentos na declaração dos bens das suas igrejas.
Também exigiram primazia na concessão de arautos (as televisões de então) pois sabiam que estariam com uma vantagem imensa em relação aos seus concorrentes religiosos de então.
O imperador começou a achar que o acordo não era tão vantajoso como havia parecido no começo, mas, os pastores (digo, os padres) daquela época, começaram a fazer a cabeça da esposa dele, que era uma tremenda de uma putana (digo, dama da alta sociedade), que estava se dando muito bem na sua nova religião, pois aquele padres haviam criado tal de confessionário que caíra como uma luva para ela e outras fornicadoras insaciáveis (digo, damas ilustres) que pecavam a semana toda, mas no domingo, logo cedo, iam se confessar com um padre que elas não viam o rosto, mas que era bem condescendente, pois as perdoavam em troca delas rezarem umas orações curtas, fáceis de serem decoradas.
No domingo ajeitavam a consciência e na segunda, já perdoadas, voltavam com a corda toda às suas estripulias intramuros palacianas.
O acordo foi selado e sacramentado, e aí foi um salve-se quem puder no seio das outras religiões. E não foram poucos os que rapidinho renunciaram à antiga forma de professar suas fezes (digo, fé, no singular, mesmo!), pois viram como a grana corria à solta para as mãos (digo, cofres) daqueles padres de então, pois eles eram muito criativos e a cada dia tinham um culto específico para cada algum dos males universais, comuns a todos os povos, épocas e pessoas.
Aqueles pastores (digo, padres) de então estavam com “tudo”: A grana que arrecadavam, parte reinvestiam criando novos pontos de arrecadação (digo, novas igrejas) e parte usavam em benefício próprio, comprando mansões e carrões (digo, carruagens) que exibiam com ares de triunfo, alegando que era a sua conversão ao Cristianismo que havia tornando-os prósperos e bem sucedidos na vida.
Eles criaram uma tal de teologia da prosperidade para justificar seus enriquecimentos rápidos e à custa da exploração da ingenuidade dos seus seguidores de então, que davam-lhes dízimos e mais dízimos e ainda sorriam felizes com suas novas fezes (digo, fé no singular).
Tudo isso aconteceu no curto espaço de uns vinte e poucos anos e começou depois da segunda metade do século IV d.C.
Por incrível que pareça, aquele preto velho, muito cansado de tanto carregar sacos de pedras alheias, viveu tempo suficiente para ver tudo isso acontecer.
E tudo o que aquele padre de todos os padres havia lhe dito que faria com tudo o que tinha aprendido com ele, aconteceu ao contrário.
O tal pastor (digo, padre), já auto-eleito bispo, usou o que havia aprendido com o preto, mas segundo seus interesses de então, (digo, daquela época).
Batizava com uma caríssima água trazida direto do rio Jordão (mas que seus asseclas colhiam na calada da noite das torneiras da Sabesp, digo, das bicas da adutora pública).
Vendiam um tal de óleo santo feito de azeitonas colhidas dos pés de oliva existentes no Monte das Oliveiras (mas um assecla foi visto vendendo a um “reciclador” barricas de um óleo que, de azeitonas, só tinha o cheiro).
E isso, sem falas nas réplicas miniaturizadas da arca da aliança feitas de papiro; nas réplicas das trombetas de Jericó; num tal de sal grosso vindo direto do Mar Morto, mas que algumas testemunhas ocultas juraram que era sal grosso de um fabricante de sal para churrasco.
Foram tantas as coisas que aquele velho preto cansado e curvado havia ensinado àquele jovem e empertigado pastor (digo, padre) e que ele não só não usou em benefício dos outros, como os usou em benefício próprio, que o preto já velho, muito velho falou para si mesmo: “Me perdoa, meu pai Obaluaiê, mas eu não revelei àquele padre (digo, pastor, isto é, àquele bispo) o que acontece com quem inverte os seus mistérios ou os usa em benefício próprio: que eles, ao desencarnarem, têm seus espíritos transformados em horrendas cobras negras!”
Obaluaiê, ao ouvir o último lamento daquele preto, velho e curvado de tanto carregar sacos de pedras alheias, e cansado e desiludido por ensinar o bem e ver seus ouvintes inverterem tudo o que ouviam em benefício próprio, acolheu em seus braços o espírito curvado dele, endireitou-o, acariciou-lhe o rosto e falou-lhe bem baixinho no ouvido:
“Meu filho, alegre-se pois ele só andará na terra o tempo necessário para tirar dos cultos dos orixás os que não aprenderam a curvar-se diante dos senhores dos Mistérios mas que acham-se no direito de se servirem deles. Mas, assim que ele fizer isso, deixará essa terra e voltará a rastejar nas sombras das trevas mais profundas, que é de onde ele veio para recolher de volta para elas os espíritos que Jesus trouxe consigo após sua descida às trevas. Bem que eu alertei o jovem e amoroso Jesus sobre o perigo de usar do meu Mistério da cruz para abrir passagens nas trevas humanas! Afinal, quem abre passagens nas trevas com meu mistério da cruz, liberta o que nele existe, não é mesmo, meu velho e sábio preto?
“É sim, meu divino pai Obaluaiê!” disse o preto velho.

Dez coisas que os seres das sombras mais gostam que você faça

1. – Que você minta, que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e que jamais cumpra com a sua palavra.

2. – Que você tenha muita dúvida, que sinta-se inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.

3. – Que você não estabeleça uma conexão com a Fonte Divina ou Deus. Que você acredite que só se vive uma vida. Em especial que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo, principalmente, que você não dê atenção à evolução do amor e da consciência. Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada os seres das sombras e mais você facilita o trabalho deles.

4. – Que você não se preocupe jamais com os outros. Que não pense em caridade, em bem-estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna e elevada. Quanto mais você pensa unicamente nos seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho das sombras.

5. – Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal. Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos seres das sombras, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.

6. – Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais. Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho das sombras. Quanto mais alienado e cético você for, melhor!

7. – Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado. Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá para as estratégias dos seres das sombras.

8. – Que você elimine da sua vida a oração, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual. De preferência que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os seres das sombras até você.

9. – Que a sua disciplina seja muito ruim e que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.

10. – Que jamais acredite na sua intuição e que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidamente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.

Não quer alimentar atitudes que atraiam obsessores ou seres das sombras para a sua vida? Quer construir um estilo de vida que lhe faça feliz? Quer estar em sintonia com as Fontes Divinas?
Então, faça um exame de consciência e elimine da sua vida esses comportamentos citados anteriormente. Eliminando esses erros comuns você certamente dará um importante passo na conquista de uma vida cheia de bênçãos e bem aventurança!

por Bruno J. Gimenes – [email protected] – Jose Luiz Santana – Fonte: Apometria São Paulo.