A Crise Política do Brasil e a espiritualidade

A crise política no brasil tem sido grande catalisador de todo tipo de polêmica na sociedade e isso tem causado inclusive comunicações espirituais de guias de renomadas casas espíritas nos convocando à calma e ao pensamento cristão antes de tudo. Afinal, como o espírita deve encarar a situação complicada que se encontra o debate democrático no brasil?

Inicialmente gostaria de salientar que este artigo é desprovido de qualquer posicionamento político-partidário e visa tão somente a reflexão espírita, baseada nos preceitos doutrinários cristãos-espíritas. Dito isso imaginemos a pintura do atual sistema político brasileiro. Vivemos em um estado onde as riquezas naturais misturadas com o ambiente de harmonia evangélica tem sido alvo constante de abalos sociais gravíssimos.

Diariamente somos bombardeados de novas notícias entristecedoras e as vezes até mesmo chocantes sobre quanto o debate democrático no Brasil tem sofrido inúmeros golpes ao longo dos anos.

Somos a pátria do evangelho como diz Humberto de Campos no livro de mesmo nome. A pátria onde Jesus depositou toda sua esperança em uma renovação de ideais cristãos para o mundo. Devido a isso temos sido berço de almas extremamente necessitadas de um novo começo desde os tempos mais remotos da colonização. Espíritos infelizes se misturam a espíritos missionários em busca de renovação espiritual em solo novo e fértil da pátria do cruzeiro do sul.

Nesta mistura, nasce o Brasil. País de intermináveis riquezas naturais, pra onde se voltam as esperanças do mundo de uma nação focada na moral cristã. Com o passar do tempo o Brasil se torna alvo de saques, golpes, inúmeros atos contrários a democracia e com requintes de maldade que abalam a base de nossa nação.

Por meio de inescrupulosos, a nação sofre seus abalos que ao longo do tempo culminam no atual panorama que vivemos. Diante disso, percebemos, como espíritas, mais do que nunca a necessidade de equilíbrio na tomada de decisões, no diálogo e no debate , saudável, de ideias para o futuro de nosso país.

A crise atual tem caráter espiritual, visto que deixou-se de analisar as situações com olhares gerais e tem-se uma onda de egoísmo, onde grupos buscam apenas causas em seu próprio benefício e esquecem que fazemos parte de um todo. Vemos muitos espíritos encarnados ferrenhos defensores de ideais que humilham ou menosprezam outros grupos e com isso percebemos a escalada do egoísmo e da invigilância geral do pensamento da população.

O verdadeiro espírita se isenta de debates infrutíferos e busca o equilíbrio sempre. Com nossa crença, não podemos mais aceitar que certos erros do nosso pretérito sejam cometidos por nós. A busca pelo aprimoramento moral do espírita é constante e por isso não defendemos ideologias que pregam ódio, discriminação e violência como estandartes de política pública.

Buscamos, com isso, entender que a democracia é a serviço de todos e precisa ser respeitada conforme a decisão da maioria. Não obstante fazemos nossa parte , escolhendo representantes através do que cremos ser o mais próximo de sociedade ideal ou de caminho justo para a evolução do conjunto humanidade.

O espírita repudia atos de violência, pois ele mesmo busca não mais os comete-los e os próprios espíritos nos recomendam a ação pautada no respeito e no equilíbrio, sempre porém, vislumbrando a caridade como escopo do espírita. Através da caridade sabemos que o mundo se reerguerá diante da confusão natural de um momento decisivo onde estamos testemunhando em favor da nossa fé.

Avante espíritas! não desanimem diante de quadro tão perverso que se desenha. Sejamos a luz da sensatez humana a iluminar o caminho de desmandos e de ilusões. A caridade como nossa bandeira nos guiará a um futuro melhor. Sejamos participativos do processo democrático do Brasil, sem contudo nos contaminarmos da fraqueza e invigilância tão comum em nos seres humanos. Busquemos sempre atenção para com o próximo e ante a dúvida mais sombria, pensem em como Jesus procederia e ali terás sua resposta.

A democracia se faz com a participação de todos e o espiritismo encoraja-nos a auxiliar sempre com presteza, a educar sempre com clareza e acima de tudo, a tratar com amor a todos que povoam nosso entorno.

Não desgastar-se com o irmão que ainda encontra-se na cegueira proposital. Sabemos que a necessidade de cada um é conhecida somente por Deus. Trabalhemos a nossa paciência diante de quadro tão confuso para que na meditação mais profunda encontremos o caminho do meio, o caminho da paz.

Então, a crise política atual nada mais é que a falência moral do homem sendo posta a público. Cabe a nós espíritas o entendimento, o perdão e a paciência. Agir com caridade é nossa missão em qualquer situação que se apresente. Que Deus possa iluminar a mente dos futuros soberanos do Brasil e que possa estender sua misericórdia e benevolência por toda sua população. Muita paz a todos vocês, e muita fé no futuro.

Por Espiritismo da Alma (Felipe Gama)

Iemanjá e o Ano Novo

Em várias civilizações o início de um novo ciclo é comemorado com muito barulho, gritaria, bater de bumbos, tambores, fogos, fogueiras, fanfarras, cambalhotas e outros salamaleques. Os antigos diziam que fazer a barulheira era fundamental para despachar os maus espíritos para os cafundós mais distantes e garantir a boa colheita, a saúde e a prosperidade. O negócio, portanto, é mandar ver no furdunço para garantir a boa ventura contra todo tipo de urucubaca. Entre o povo da cidade do Rio de Janeiro, naturalmente festeiro, o hábito de se comemorar o réveillon na praia virou uma tradição mundialmente conhecida, que influenciou várias cidades litorâneas a fazer a mesma coisa. Há que se reconhecer, porém, que os cariocas devem grande parcela do costume da festa na praia aos umbandistas, que durante muitos anos ocupavam as areias praticamente sozinhos para louvar Iemanjá – a orixá africana que se transformou na mais brasileira das deusas, miscigenada com a Nossa Senhora católica e a Uiara dos indígenas. 

A comemoração do Ano Novo no primeiro dia de janeiro é mais recente do que, provavelmente, o leitor imagina. Ao longo dos tempos e das diversas civilizações, a data de celebração de um novo ciclo mudou inúmeras vezes. Os babilônicos costumavam comemorar o novo ano no equinócio da primavera; os assírios e egípcios realizavam os festejos em setembro; os gregos celebravam o furdunço em finais de dezembro. Chineses, japoneses, judeus e muçulmanos ainda têm datas próprias e motivos diferentes para comemorar o ano bom. Entre os povos ocidentais, a data de primeiro de janeiro tem origem entre os romanos (Júlio César a estabeleceu em 46 A.C.). Só em 1582, com a adoção do calendário gregoriano, a igreja católica oficializou o primeiro dia de janeiro como o início do novo ano no calendário ocidental. Muito tempo depois do Papa Gregório VIII, mais precisamente em 1951, Chico Alves e David Nasser fizeram Adeus, Ano Velho, a mais popular canção brasileira sobre a tradição das festas de fim de ano.

Era bonito ver a orla ocupada pelos terreiros e a noite iluminada pelas velas em louvor a Iemanjá, tudo isso ao som de atabaques e cânticos misteriosos – verdadeiros presságios brasileiros de boa sorte. Quem chegasse perto, fosse umbandista, católico, espírita, evangélico, hindu, muçulmano, judeu, flamenguista, vascaíno, tricolor ou botafoguense, era muito bem recebido e ainda começava o ano novo devidamente garantido contra o infortúnio. Conheço muitos ateus que, por via das dúvidas, abriam uma exceção ao misticismo e garantiam o ano bom recebendo passes de caboclos e pretos velhos nas areias, com direito a cocares, charutos e quejandos. A confraternização que todo ano ocorre em Copacabana é bacana pacas, tem seus méritos, virou atração turística da cidade, atraí gente de tudo quanto é canto, gera divisas e garante a ocupação da rede hoteleira.

É necessário, porém, colocar um pouco de água nesse chope dos entusiastas da festa atual e lembrar que o Rio de Janeiro tem uma dívida enorme com o povo da umbanda, que hoje se encontra praticamente excluído do fuzuê. Os shows de roqueiros, sambistas, astros pop, sertanejos, rappers, DJs de música eletrônica, revelações adolescentes, cantoras baianas, blocos carnavalescos e o escambau, além de transformar a festa em um verdadeiro sarapatel sonoro, calaram os tambores rituais. A elitização da festa, que já se manifesta em espaços reservados nas areias, controlados por grupos privados, hotéis, quiosques e que tais, lembra muito o processo de mercantilização que atingiu as escolas de samba. De entidades culturais representativas da cultura carioca, as agremiações se transformaram em alguma coisa próxima do que o Império Serrano, em um samba premonitório, chamou de super-escolas de samba S.A. Que a tradição do fim de ano, portanto, não encontre no poder público um agente legitimador de interesses privados, sob o falso argumento de uma festa para todos que, cada vez mais, perde a espontaneidade e a vitalidade que sempre a caracterizaram. Em nome de gestões modernosas e engenharias financeiras, corre-se o risco de se transformar o adorável e popular furdunço em algo mais parecido com um bloco carnavalesco com abadás e cordas, para gringo ver.

Ouro de Tolo

Conselho do Zé Pelintra para os infiéis, desonestos e ingratos.

Emprestou e não te devolveu: não cobre, vai voltar pra você em dobro.
Ajudou e não te agradeceu: não fale nada, continue sendo quem você é e não mude por ninguém.
Acolheu e foi traído (a): não se vingue, quem acolhe um dia se realmente precisar é acolhido.
Deu e não recebeu: não se preocupe, tudo que vai de coração e é recebido com ingratidão é sempre um mal que você se livra.
Foi fiel, mas não foi valorizado(a): não espere fidelidade de pessoas que nem sabem o próprio valor que elas têm.

Quanto as pessoas que foram infiéis, desonestas e ingratas, não se preocupe! A vida se encarrega de ensiná- las. Um dia não vão lhes pagar o que emprestaram, vão ser traídas, vão sentir o fel da ingratidão. Não queira se desviar e se juntar a esse grupo de pessoas infelizes.
Por isso, continue sempre assim: iluminado(a), fiel e sempre reconhecendo o seu próprio valor.

Zé Pelintra

Se você pudesse ver a energia das pessoas, não dormiria com qualquer um

É muito importante saber e conhecer aqueles com quem nos relacionamos.

Há aqueles que somam com a nossa energia e nos trazem sensações incríveis, elevando nossas vibrações e atraindo acontecimentos positivos para nossas vidas.

Porém há vampiros energéticos que além de nos sugar, deixam como um presente nada positivo, seus lixos mentais, emocionais e espirituais.

Ser seletivo é importante.

Não em questão de beleza, mas sim quanto ao que há por trás dela.

A alma guarda todos os segredos de alguém.

Portanto, busque não apenas estar perto, mas se relacionar com pessoas cuja energia te agradem e te façam bem.

Procure conhecer o que há em seu interior, quais seus medos e inseguranças, seus pensamentos (positivos ou negativos).
Pois é isso que será transmitido para nós.

A energia não pode ser vista, mas se pudesse, ela mostraria mais sobre nós do que imaginamos.

Por que os sensitivos se sentem mal perto de algumas pessoas?

Os sensitivos são seres humanos que possuem sensibilidade emocional aumentada.

Esse conceito foi apontado pela psicóloga Dra. Elaine Aron em 1991, que apontou através de estudos que entre 15% e 20% da população mundial possui esse tipo de sensibilidade mais aflorada porque os seus cérebros processam informações sensoriais de forma diferente e por isso possuem habilidades e expressas de maneira mais intensas que os demais.

Os sensitivos – também chamados de empatas – são portanto mais sensíveis a emoções, comportamentos e energias de pessoas e lugares. A presença de algumas pessoas ou a entrada em lugares específicos podem fazer com que um empata se sinta mal. Entenda mais sobre isso.

A sensibilidade aflorada dos sensitivos e o que isso pode causar

Normalmente, quem é considerado um sensitivo considera isso como uma qualidade, uma habilidade positiva.

São normalmente excelentes ouvintes, pessoas caridosas com muita clareza de pensamento, conhecidos por darem bons conselhos.
Leia mais: 30 traços de uma pessoa SENSITIVA

Mas devido à sua sensibilidade emocional aumentada eles são muito influenciáveis pelo ambiente ou por pessoas, são capazes de detectar energias carregadas que estão impregnadas no lugar, detectam mais facilmente comportamentos falsos e não conseguem lidar com pessoas pretensiosas e/ou mentirosas.

Comportamentos e situações em que um sensitivo se sente mal

Todo mundo pode ser capaz de identificar sinais de falsidade no discurso humano, os empatas possuem maior facilidade devido à sua extrema sensibilidade.

Lidar com alguém hipócrita ou falso pode ser tolerável para pessoas comuns, mesmo que eles saibam dessa característica da pessoa, para os sensitivos, isso é praticamente uma tortura, um desconforto intenso.

Sentem-se cansados, sentem que sua energia foi drenada, sentem-se frustrados, muitas vezes ficam com as mãos úmidas, com o coração disparado e o bocejo é uma reação muito freqüente.

Veja abaixo algumas situações que fazem com que um sensitivo se sinta mal:

– Falsos elogios – eles detectam logo a falsidade e mal conseguem disfarçar a sua decepção
– Pessoas que aumentam suas vitórias para ganhar aprovação e reconhecimentos dos outros
– Pessoas que renunciam à sua personalidade ou tentam ser aquilo que não são para se sentirem por cima
– Falsas delicadezas com intenção de receber algo em troca
– Pessoas que estimulam a inveja e o ressentimento
– Quem age de forma dura e insensível para ocultar dos outros a própria dor ou sensibilidade

Reações comuns dos sensitivos nestas situações

Muitas vezes os sensitivos nem conseguem explicar o porquê de estar se sentindo mal e o que está causando isso nele.

Alguns deles conseguem identificar o foco, mas outros só conseguem pensar em se afastar do ambiente e das pessoas que ali estão, e normalmente ouvem: “O que aconteceu? O que ele(a) te fez de mal?” sem saber explicar exatamente o porquê. Ficam nervosos, tensos e têm dificuldades de formar frases com clareza, o que em situações normais eles têm muita facilidade.

Se o sensitivo precisa estar em um ambiente ou perto de alguém que lhe faz mal, ao se afastar ele se sente enjoado, tonto, podendo inclusive ter ânsia de vômito. Ficam muito calados, sem querer continuar a conversa e muitas vezes, ao se afastar da pessoa ou do ambiente sentem um inexplicável sentimento de culpa.

Mensagem Espirita

Lenda de Oxalá ?

No começo o mundo era formado somente por pântanos e água. Os orixás todos moravam no céu e só desciam de vez em quando para correr e se divertir nas águas. Olorum chamou então Oxalá e disse-lhe que gostaria de criar terra firme no mundo que afinal não tinha graça nenhuma era uma imensidão de água e nada mais. Confiou-lhe então essa tarefa, já que ele era o seu primogênito. Para a execução do feito, cedeu a Oxalá um pombo, uma galinha com pés de cinco dedos e uma concha de terra. Ao chegar ao pântano, Oxalá depositou a concha e soltou o pombo e a galinha sobre a terra que imediatamente começaram a ciscar e espalhá-la por todo o espaço. Em pouco tempo o barro transformou-se em solo e cobriu grande parte das águas.Oxalá, voltando ao céu, apresentou-se a Olorum e transmitiu-lhe o sucesso da empreitada. Este enviou um camaleão para ver se tudo estava a contento. Estava. A terra já era firme e poderia viver-se com segurança em sua superfície. Esse local foi chamado de Ifé que quer dizer ampla morada. Olorum então ordenou que seu filho descesse e plantasse árvores, o que ele fez com presteza. Logo vieram as chuvas para regá-las, e assim, em quatro dias, foi criado o Ifé e tudo que nele existe. Olorum deu ainda a Oxalá a honra de modelar o homem e a mulher feitos do barro do pântano. Quando modelados, levou-os até Olorum que, soprando seu hálito divino, deu-lhes vida. O mundo então se completara e todos louvaram e deram graças a Olorum e a Oxalá. O homem, então, povoou a terra e passou a dar oferenda a todos os orixás que eram os senhores de cada segredo e cada mistério e, como sempre eram lembrados, nada deixavam faltar aos homens. Em certa ocasião, porém, os habitantes de Ifé perceberam que eram imortais, logo, não tinham que dar oferenda nenhuma a orixá nenhum, pois também eram deuses e essa falsa ilusão os deixou felizes e com enorme sentimento de liberdade, agora poderiam fazer de tudo, nada para eles era proibido, comparavam-se aos deuses e festejavam com alegria a grande descoberta.Oxalá ficou muito magoado e deprimido com tais desmandos de seus filhos, abandonou a terra e foi morar no espaço sagrado junto com todos os orixás. Lá chegando, pensou, pensou e chegou à conclusão que os homens tinham que ser castigados, assim aprenderiam que não podiam se comparar aos orixás. Então criou Icu, a morte, e deu-lhe a tarefa de fazer morrer a todos. Somente impôs uma condição: a morte pode levar qualquer um, sem exceção, mas a hora quem decide é Olorum. Icu mata, mas o mistério existente em torno do momento final pertence, exclusivamente, a Olorum.